Querida Danuza,
Tenho certeza que o que eu vou te contar agora não é nenhuma novidade para você, mas vou contar mesmo assim.
Com o passar dos aniversários estou aprendendo a ouvir as outras pessoas e de fora da emoção avaliar o que está acontecendo com uma lupa, que eu chamo de experiência, porque já passei por isso ou alguma amiga já passou e eu aprendi. Diria que são histórias do tipo, já vi esse filme...
Celina é uma atendente de call-center, que trabalha em instituições de caridade, pedindo donativos para a instituição. Eu já a conheço pelo telefone há muitos anos, mas nunca nos encontramos pessoalmente. Ela trabalhou muitos anos no call-center da Apae, depois em uma instituição de crianças especiais e agora está numa entidade de Criança com Câncer.
Falo com ela periodicamente, para acertar o donativo trimestral e ela é muito delicada e religiosa e com o tempo foi conhecendo as pessoas da minha família e sempre pergunta por todos, pergunta como eu estou e me oferece orações e bençãos divinas.
Sábado passado, ela ligou pela manhã e eu atendi o telefone. Ela começou a conversar e quando percebi ela estava me contando sobre o namorado que tinha há dois anos. Estava infeliz com a atitude dele que só aparecia quando queria, cheio de mistérios e de desculpas sem pé nem cabeça. Eu dei uma de psicóloga e perguntei porque ela ainda estava com ele, porque gostava dele, ela me respondeu. Mas continuou com as queixas de que ele nunca trazia nada para ela, às vezes passava o final de semana na casa dela, ela fazendo almoço, jantar, lanche, sopas, suco, tudo gostoso e ele só agradecia, mas não trazia nem um pacote de biscoito.
Presente para ela? Trouxe um CD no Natal do ano passado... Toda magoada ela repetiu toda essa história, e dos sumiços, da falta de telefonemas, da falta de atenção, da falta de valorização, da falta de tudo... mas que ela gostava dele.
Como eu já lhe disse eu aprendi a ouvir e fiquei ouvindo toda essa história até que ela me deu uma chance de falar.
O que eu falei você já pode imaginar; que ele a estava enganado, aproveitando-se do sentimento de amor, da carência, da solidão, do sexo, dos lanches bem preparados, e da ingenuidade dela.
Ela, é claro, concordou comigo, e jurou que não ia mais atender telefonema, nem mesmo ia ligar, nem atender a irmã, e todas essas coisas.
Ainda não sei o final dessa história de amor mas o conselho que dei a ela foi que se arrumasse bem bonita e perfumada e fosse para a festa do Ilê, lá mirasse para um negão bem bonito e sorridente e aproveitasse a noite, para ver que existem outras pessoas que estão por aí e que ela poderia começar uma nova história de amor.
Desapegar do que está ruim é um bom começo.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
Olá Querida!
Querida Danuza,
Alguma palavras são mágicas, tenho certeza disso. Cada um de nós tem as suas, são aquelas que abrem nossa emoção.
Existe isso? Abrir nossa emoção? Acho que sim...
São as palavras que rompem nossas barreiras de proteção, fazendo com que sintamos algo diferente, um bem querer que nos faz bem.
Tenho experimentado algumas emoções que certas palavras me despertam. Olá querida! Como é bom ouvir isso, como faz bem esse querida. Oi amor! Simples assim, faz um bem enorme.
Palavras são códigos, significam mais que elas próprias, significam sentimentos. Bom dia, meu bem! Vale um beijo. Meus filhos me dizem que meu bem é coisa de antigamente, mas gosto tanto de dizer" meu bem"!
O dia sem um gesto de carinho é um dia árido e as pessoas ficam secas, sem amor, sem entender o significado de mais um dia de vida.
Quanta diferença faz receber um telefonema de alguém dizendo estou ligando para saber de você, estou com saudades!
Palavras de amor, de bem querer, trazem uma energia boa para quem diz e para quem ouve, por isso é bom não economizar!
Alguma palavras são mágicas, tenho certeza disso. Cada um de nós tem as suas, são aquelas que abrem nossa emoção.
Existe isso? Abrir nossa emoção? Acho que sim...
São as palavras que rompem nossas barreiras de proteção, fazendo com que sintamos algo diferente, um bem querer que nos faz bem.
Tenho experimentado algumas emoções que certas palavras me despertam. Olá querida! Como é bom ouvir isso, como faz bem esse querida. Oi amor! Simples assim, faz um bem enorme.
Palavras são códigos, significam mais que elas próprias, significam sentimentos. Bom dia, meu bem! Vale um beijo. Meus filhos me dizem que meu bem é coisa de antigamente, mas gosto tanto de dizer" meu bem"!
O dia sem um gesto de carinho é um dia árido e as pessoas ficam secas, sem amor, sem entender o significado de mais um dia de vida.
Quanta diferença faz receber um telefonema de alguém dizendo estou ligando para saber de você, estou com saudades!
Palavras de amor, de bem querer, trazem uma energia boa para quem diz e para quem ouve, por isso é bom não economizar!
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Visita ao asilo
Querida Danuza,
Na semana passada vivi uma grande experiência, visitei um asilo de velhos.
Nunca penso em mim como uma pessoa velha e de repente estar rodeada por todos aqueles idosos me fez ver uma situação de vida que é no mínimo muito triste.
Pessoas que vivem na nuvem de sua demência, outras que ficam olhando o tempo passar vendo TV, outras encolhidas em suas doenças e fraquezas de corpo e uma grade legião de cuidadores, cozinheiros, arrumadeiras, lavadeiras, enfermeiros, dedicados àquelas pessoas.
À frente dessa legião da boa vontade um rapaz jovem em seus quarenta e poucos anos, que já foi frei e abdicou da batina para se dedicar à causa dos idosos.
Ouvi muitas histórias, desde aquelas de pessoas que enlouqueceram e foram deixadas na rua, abandonadas por seus parentes, até aqueles que tornam difícil a convivência familiar por exigirem um trabalho árduo de seus familiares para serem cuidados.
Uma das histórias impressionantes que ouvi foi a de um senhor que foi abandonado na rua por sua filha, que lhe disse que voltaria para apanhá-lo logo, e ele ficou vagando pelas ruas por dez anos. Quando foi recolhido pelo frei, ele lhe disse que não podia ir porque a filha viria apanhá-lo...
Pelo que vi não é nada fácil cuidar de pessoas idosas, não que eu não soubesse disso, mas saber é uma coisa e viver é outra.
Fiquei também impressionada com a rede de ajuda que se forma em torno desses trabalhos de abnegados como esse frei. Um sem número de voluntários aparece toda semana para ajudar. A manicure, a cabeleireira, a massagista, a terapeuta, a fisioterapeuta, e nem sei mais quantas pessoas dão um dia voluntário para ajudar.
Até cachorros ele mantem para fazer terapia com os idosos que já perderam todas as suas referências, toda a sua memória afetiva.
Levei alguns pacotes de fraldas geriátricas, porque a maioria dos idosos faz uso delas de dia e de noite. Nunca imaginei fraldas como presente a não ser para bebês, e de repente me vi em outro mundo, carente de afeto e de atenção, com necessidades tão grandes como o coração daquele rapaz que sozinho na sua persistência consegue realizar esse milagre diariamente; cuidar de 65 idosos com todo respeito, mantendo-os alimentados e cuidados e cuidando também de sua dignidade.
A cada um que chega, e que nunca mais sairá de lá, ele diz - Essa é a sua casa, se você nunca teve uma, agora você tem.
Diariamente ele reza uma missa na capela da casa e a oração deve ser muito forte porque o resultado é gigantesco.
Fica aqui o registro dessa experiência tão forte e difícil de aceitar - a chegada da velhice com todas as sua perdas.
Na semana passada vivi uma grande experiência, visitei um asilo de velhos.
Nunca penso em mim como uma pessoa velha e de repente estar rodeada por todos aqueles idosos me fez ver uma situação de vida que é no mínimo muito triste.
Pessoas que vivem na nuvem de sua demência, outras que ficam olhando o tempo passar vendo TV, outras encolhidas em suas doenças e fraquezas de corpo e uma grade legião de cuidadores, cozinheiros, arrumadeiras, lavadeiras, enfermeiros, dedicados àquelas pessoas.
À frente dessa legião da boa vontade um rapaz jovem em seus quarenta e poucos anos, que já foi frei e abdicou da batina para se dedicar à causa dos idosos.
Ouvi muitas histórias, desde aquelas de pessoas que enlouqueceram e foram deixadas na rua, abandonadas por seus parentes, até aqueles que tornam difícil a convivência familiar por exigirem um trabalho árduo de seus familiares para serem cuidados.
Uma das histórias impressionantes que ouvi foi a de um senhor que foi abandonado na rua por sua filha, que lhe disse que voltaria para apanhá-lo logo, e ele ficou vagando pelas ruas por dez anos. Quando foi recolhido pelo frei, ele lhe disse que não podia ir porque a filha viria apanhá-lo...
Pelo que vi não é nada fácil cuidar de pessoas idosas, não que eu não soubesse disso, mas saber é uma coisa e viver é outra.
Fiquei também impressionada com a rede de ajuda que se forma em torno desses trabalhos de abnegados como esse frei. Um sem número de voluntários aparece toda semana para ajudar. A manicure, a cabeleireira, a massagista, a terapeuta, a fisioterapeuta, e nem sei mais quantas pessoas dão um dia voluntário para ajudar.
Até cachorros ele mantem para fazer terapia com os idosos que já perderam todas as suas referências, toda a sua memória afetiva.
Levei alguns pacotes de fraldas geriátricas, porque a maioria dos idosos faz uso delas de dia e de noite. Nunca imaginei fraldas como presente a não ser para bebês, e de repente me vi em outro mundo, carente de afeto e de atenção, com necessidades tão grandes como o coração daquele rapaz que sozinho na sua persistência consegue realizar esse milagre diariamente; cuidar de 65 idosos com todo respeito, mantendo-os alimentados e cuidados e cuidando também de sua dignidade.
A cada um que chega, e que nunca mais sairá de lá, ele diz - Essa é a sua casa, se você nunca teve uma, agora você tem.
Diariamente ele reza uma missa na capela da casa e a oração deve ser muito forte porque o resultado é gigantesco.
Fica aqui o registro dessa experiência tão forte e difícil de aceitar - a chegada da velhice com todas as sua perdas.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Amor impossível
Querida Danuza,
Já li muitas histórias sobre amores impossíveis e creio que você também, ainda mais do que eu.
Nos romances ou nos contos, amores impossíveis são aqueles que precisam da permissão de terceiros para se tornarem possíveis.
Situações diversas, tais como famílias que são inimigas, tipo Romeu e Julieta.
Situação de um dos dois ser casado e ter compromissos com o parceiro, filhos, família, questões financeiras.
Outra situação é morar em cidades distantes, com empregos que não podem ser abandonados, família que necessita de apoio.
Doenças, dificuldades financeiras, intrigas familiares, tantos motivos...
E quando o amor impossível depende do sentimento, que por ser espontâneo, desaparece?
Como tornar possível um romance onde um dos pares não se apaixona ou se desapaixona? Todos os ingredientes a favor e a receita desanda, por que?
Mistérios da vida... Como fazer para dar o click? Dizer a si mesma, apaixone-se agora!
Esse é o tipo de amor impossível dos nossos tempos, onde as pessoas se encontram e se desencontram, com sentimentos desalinhados.
Você encontra alguém que por um lado é exatamente tudo o que você sonhou e por outro lado com diferenças intransponíveis.
Uma pena!
Já li muitas histórias sobre amores impossíveis e creio que você também, ainda mais do que eu.
Nos romances ou nos contos, amores impossíveis são aqueles que precisam da permissão de terceiros para se tornarem possíveis.
Situações diversas, tais como famílias que são inimigas, tipo Romeu e Julieta.
Situação de um dos dois ser casado e ter compromissos com o parceiro, filhos, família, questões financeiras.
Outra situação é morar em cidades distantes, com empregos que não podem ser abandonados, família que necessita de apoio.
Doenças, dificuldades financeiras, intrigas familiares, tantos motivos...
E quando o amor impossível depende do sentimento, que por ser espontâneo, desaparece?
Como tornar possível um romance onde um dos pares não se apaixona ou se desapaixona? Todos os ingredientes a favor e a receita desanda, por que?
Mistérios da vida... Como fazer para dar o click? Dizer a si mesma, apaixone-se agora!
Esse é o tipo de amor impossível dos nossos tempos, onde as pessoas se encontram e se desencontram, com sentimentos desalinhados.
Você encontra alguém que por um lado é exatamente tudo o que você sonhou e por outro lado com diferenças intransponíveis.
Uma pena!
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
As manicures são felizes
Querida Danuza,
Hoje vou conversar sobre uma observação que fiz ao longo dos últimos anos e que agora estou transformando em uma tese. Quer ser feliz? Seja uma manicure.
As manicures estão sempre sorrindo, conversando e vão driblando os pesares de suas vidas com muita coragem e poucos preconceitos.
Não conheço nenhuma manicure mal-humorada. Sorte minha? Talvez sim, mas talvez não. Acho que é um premio para quem escolhe essa profissão.
Tenho o hábito de mudar de cabeleireiro de tempos em tempos e com isso também vou trocando de manicure. Agora tenho duas, Lelé e Lili, foi assim que as batizei quando comecei a frequentar o salão e não conseguiu decorar os nomes. Elas adoraram os apelidos e quando eu chego é uma festa! Beijos e abraços! Elas me chamam de Lalá, para combinar, e se chego triste, querem saber porque e se comovem com meus percalços e são solidárias com o meu momento. Se chego alegre, querem logo saber o que aconteceu e dão mil palpites na minha história.
Fico impressionada como elas se recuperam rapidamente dos baques da vida. Lelé perdeu o marido em virtude de uma doença ano passado, ficou triste, mas rapidamente se recuperou e em seis meses já estava de romance engatado. Os filhos enciumados com o romance, mas ela não permite intromissões. Lili também ficou viúva há quatro meses atrás, o marido foi atropelado, e ela ficou arrasada, perdeu 16kg, e chorou pela perda do companheiro maravilhoso.
Nesse final de semana estive no salão e ela me confidenciou que um antigo namorado já a estava cortejando e que ela não podia ficar muito tempo sozinha, precisava de um companheiro e que ia aceitar em breve os agrados do pretendente.
Na sua vida não há muito tempo para lamentações, para analisar erros e acertos, o importante é ir em frente, fazer novas relações, criar os filhos e trabalhar. Bonita, pintada, lenço no cabelo, enfeites, fitas... Mesmo na sua dor ela veio trabalhar no dia seguinte e choramos juntas quando ela me contou. Mas essa dor está passando rápido porque ela olha para a frente, ansiando por ser feliz novamente...
Hoje vou conversar sobre uma observação que fiz ao longo dos últimos anos e que agora estou transformando em uma tese. Quer ser feliz? Seja uma manicure.
As manicures estão sempre sorrindo, conversando e vão driblando os pesares de suas vidas com muita coragem e poucos preconceitos.
Não conheço nenhuma manicure mal-humorada. Sorte minha? Talvez sim, mas talvez não. Acho que é um premio para quem escolhe essa profissão.
Tenho o hábito de mudar de cabeleireiro de tempos em tempos e com isso também vou trocando de manicure. Agora tenho duas, Lelé e Lili, foi assim que as batizei quando comecei a frequentar o salão e não conseguiu decorar os nomes. Elas adoraram os apelidos e quando eu chego é uma festa! Beijos e abraços! Elas me chamam de Lalá, para combinar, e se chego triste, querem saber porque e se comovem com meus percalços e são solidárias com o meu momento. Se chego alegre, querem logo saber o que aconteceu e dão mil palpites na minha história.
Fico impressionada como elas se recuperam rapidamente dos baques da vida. Lelé perdeu o marido em virtude de uma doença ano passado, ficou triste, mas rapidamente se recuperou e em seis meses já estava de romance engatado. Os filhos enciumados com o romance, mas ela não permite intromissões. Lili também ficou viúva há quatro meses atrás, o marido foi atropelado, e ela ficou arrasada, perdeu 16kg, e chorou pela perda do companheiro maravilhoso.
Nesse final de semana estive no salão e ela me confidenciou que um antigo namorado já a estava cortejando e que ela não podia ficar muito tempo sozinha, precisava de um companheiro e que ia aceitar em breve os agrados do pretendente.
Na sua vida não há muito tempo para lamentações, para analisar erros e acertos, o importante é ir em frente, fazer novas relações, criar os filhos e trabalhar. Bonita, pintada, lenço no cabelo, enfeites, fitas... Mesmo na sua dor ela veio trabalhar no dia seguinte e choramos juntas quando ela me contou. Mas essa dor está passando rápido porque ela olha para a frente, ansiando por ser feliz novamente...
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Já vi esse filme antes...
Querida Danuza,
Chegar aos 50 tem seu lado bom! Já passamos por muitas situações e com sorte aprendemos muito com elas para não passarmos de novo quando isso não é mais necessário.
A sensação é de um filme já visto, já sabemos o final, e o meio também. Não dá para fingir mais que dessa vez vai ser diferente. É igual, vai ser igual.
Engraçado como é fácil ligar uma situação que está acontecendo agora com outra ocorrida tempos atrás, só mudam alguns personagens, o roteiro é igual, chega a ser aborrecido.
Penso na história anterior e lembro todas as justificativas que me dava para cobrir as faltas do amado e no esforço para acreditar em suas desculpas.
A ingenuidade e a vontade de acreditar realmente foram enormes, gigantes, mas agora não dá mais, tem gosto de café requentado.
Bom isso, a experiência, a maturidade. Aprender a olhar, avaliar e dizer não, sem pena, sem qualquer traço de dúvida ou arrependimento, simplesmente não dá para ver esse filme de novo, muito cansativo...
Realmente a experiência é uma proteção que ganhamos com a tal da maturidade. A ansiedade passa a ser controlada e todas a decisões ficam mais fáceis de serem tomadas, a nosso favor é claro.
Quem é mais importante? Agora sabemos a resposta de forma clara, límpida, transparente, sem medo.
Se você estivesse lendo um livro gostaria de ler um novo capítulo com a mesma história do capítulo anterior? Posso apostar que sua resposta é não. Engraçado é que quem está do outro lado não sabe que já vimos esse filme e está tentando nos vender esse ingresso. Uma pena que ele não sabe que esse ingresso é muito caro, que vai ter que procurar vende-lo em outra freguesia.
Chegar aos 50 tem seu lado bom! Já passamos por muitas situações e com sorte aprendemos muito com elas para não passarmos de novo quando isso não é mais necessário.
A sensação é de um filme já visto, já sabemos o final, e o meio também. Não dá para fingir mais que dessa vez vai ser diferente. É igual, vai ser igual.
Engraçado como é fácil ligar uma situação que está acontecendo agora com outra ocorrida tempos atrás, só mudam alguns personagens, o roteiro é igual, chega a ser aborrecido.
Penso na história anterior e lembro todas as justificativas que me dava para cobrir as faltas do amado e no esforço para acreditar em suas desculpas.
A ingenuidade e a vontade de acreditar realmente foram enormes, gigantes, mas agora não dá mais, tem gosto de café requentado.
Bom isso, a experiência, a maturidade. Aprender a olhar, avaliar e dizer não, sem pena, sem qualquer traço de dúvida ou arrependimento, simplesmente não dá para ver esse filme de novo, muito cansativo...
Realmente a experiência é uma proteção que ganhamos com a tal da maturidade. A ansiedade passa a ser controlada e todas a decisões ficam mais fáceis de serem tomadas, a nosso favor é claro.
Quem é mais importante? Agora sabemos a resposta de forma clara, límpida, transparente, sem medo.
Se você estivesse lendo um livro gostaria de ler um novo capítulo com a mesma história do capítulo anterior? Posso apostar que sua resposta é não. Engraçado é que quem está do outro lado não sabe que já vimos esse filme e está tentando nos vender esse ingresso. Uma pena que ele não sabe que esse ingresso é muito caro, que vai ter que procurar vende-lo em outra freguesia.
terça-feira, 16 de julho de 2013
O bonzinho que faz mal!
Querida Danuza,
Como o tempo passa rápido! Já entramos no segundo semestre e já estamos na metade de julho!
As coisas vão sendo atropeladas e o que era urgente ontem, hoje já foi substituído pela nova urgência do dia...
Por isso achei bom ficar em casa no último fim-de-semana para ficar parada e poder pensar com calma em algumas atitudes a tomar.
Esses dias uma amiga estava me contando sobre alguém de sua família que estava com um problema de saúde e com problemas familiares agravados por falhas graves cometidas seguidamente, ao longo dos anos, e me perguntou: sabe aquele bonzinho que faz mal?
Imediatamente meus sinos internos tocaram e pensei em algumas pessoas em quem eu colocaria esse chapéu. O bonzinho que faz mal... Aquela pessoa que comete faltas conosco, pede desculpas, promete mudanças, pede mais uma chance e na primeira oportunidade torna a repetir a falha... e o ciclo se repete indefinidamente até que alguém consiga romper...
Eu já convivi com algumas pessoas que são assim, você não?
Só que eu não percebia dessa forma e somente depois dessa chamada ficou definido claramente para mim o perfil dessas pessoas.
É muito difícil avaliar uma pessoa quando estamos convivendo com ela. Só ao longo do tempo vamos percebendo os contornos reais de sua personalidade, e de que lado devemos ter mais cuidado ou o lado que é gostoso conviver.
O bonzinho que faz mal deixa más lembranças e não deixa saudades quando sai de nossa vida. Taí uma excelente forma de avaliar se você conviveu com um bonzinho que faz mal!
As coisas vão sendo atropeladas e o que era urgente ontem, hoje já foi substituído pela nova urgência do dia...
Por isso achei bom ficar em casa no último fim-de-semana para ficar parada e poder pensar com calma em algumas atitudes a tomar.
Esses dias uma amiga estava me contando sobre alguém de sua família que estava com um problema de saúde e com problemas familiares agravados por falhas graves cometidas seguidamente, ao longo dos anos, e me perguntou: sabe aquele bonzinho que faz mal?
Imediatamente meus sinos internos tocaram e pensei em algumas pessoas em quem eu colocaria esse chapéu. O bonzinho que faz mal... Aquela pessoa que comete faltas conosco, pede desculpas, promete mudanças, pede mais uma chance e na primeira oportunidade torna a repetir a falha... e o ciclo se repete indefinidamente até que alguém consiga romper...
Eu já convivi com algumas pessoas que são assim, você não?
Só que eu não percebia dessa forma e somente depois dessa chamada ficou definido claramente para mim o perfil dessas pessoas.
É muito difícil avaliar uma pessoa quando estamos convivendo com ela. Só ao longo do tempo vamos percebendo os contornos reais de sua personalidade, e de que lado devemos ter mais cuidado ou o lado que é gostoso conviver.
O bonzinho que faz mal deixa más lembranças e não deixa saudades quando sai de nossa vida. Taí uma excelente forma de avaliar se você conviveu com um bonzinho que faz mal!
quarta-feira, 10 de julho de 2013
O sol da Toscana
Querida Danuza,
Finalmente me permiti voar. Fui passar 15 dias na Toscana, Itália. Visitei cidades lindas e me apaixonei por todas elas.
O sol da Toscana é diferente e nessa época de verão só deixa os turistas às 10h da noite, fazendo um dia longo, onde as horas para ver as belezas das cidades são multiplicadas.
Verona, linda, com a cidade antiga cercada pelo rio. Na Arena no meio da praça, um pequeno Coliseu para 15 mil pessoas, todo em pedra internamente, onde assistimos um show de Paul McCartney, um sonho!
Pratos de massa maravilhosos, um espaguete ao vôngole perfeito, sem tomate, só no tempero e no azeite.
Um raviole aberto com recheio de cream-cheese delicioso, com uma jarra de vinho da casa.
Vou adiantar que engordei 2kg, porque o sorvete artesanal também fazia parte de nossa dieta diária.
Bologna, diferente com suas arcos cobrindo os passeios, deixando as ruas estreitas, lotada de estudantes universitários. Assistimos um balé moderno no Teatro Comune.
Siena, uma paixão. Já tinha estado na cidade, mas dessa vez esta estava lotada de turistas e assistimos os treinos para a grande corrida do Pálio na Piazza del Campo. Tudo é lindo em Siena, as suas ruas de pedra, suas construções medievais e o Duomo é um dos mais lindos da Itália.
A mais linda de todas, San Gemignano, difícil de descrever, uma cidade pequena, toda cercada de muros, no alto de uma colina. A Piazza della Cisterna, o Duomo, as ruas, o melhor sorvete do mundo!
Assissi, a cidade de São Francisco e Santa Clara, com suas igrejas enormes, todas lindas,com ladeiras e escadas para todos os gostos. Andamos tanto que as pernas doíam só de levantar da cadeira.
Aliás, ladeira, escada e igreja foi o que não faltou nessa viagem. Assim como todos os tipos de massa, pães e vinho, croissants maravilhosos, iogurtes, frutas. Só almoçamos massa nos 15 dias que passamos lá, acho até que o aumento de 2kg no peso foi pouco...
Desde que assisti o filme O sol da Toscana tinha vontade de conhecer a cidade de Cortona, onde a história se passa e a cidade é linda, vale a pena passar um dia lá. Muros de pedra, edificações medievais, praças, igrejas, flores, muitas flores em todas as cidades.
Firenze dispensa apresentações e continua linda, o Duomo em reforma externa para limpeza e a Ponte Vecchio com sua lojas.
Em Milão fizemos uma arte, além de visitar o Duomo fomos visitar o seu telhado, que é outra maravilha, todo de mármore, e é realmente uma coisa linda poder admirar todas aquelas estátuas de perto.
A viagem foi maravilhosa e recomendo a todos que gostam de sol, de flores, de conhecer cidades pequenas
com sua histórias, que visitem a Toscana no verão, de carro, parando e admirando a beleza dessa região.
Para completar o artesanato é lindo e dá vontade de comprar tudo!
Agora estamos começando a planejar a próxima viagem, para voar de novo.
Finalmente me permiti voar. Fui passar 15 dias na Toscana, Itália. Visitei cidades lindas e me apaixonei por todas elas.
O sol da Toscana é diferente e nessa época de verão só deixa os turistas às 10h da noite, fazendo um dia longo, onde as horas para ver as belezas das cidades são multiplicadas.
Verona, linda, com a cidade antiga cercada pelo rio. Na Arena no meio da praça, um pequeno Coliseu para 15 mil pessoas, todo em pedra internamente, onde assistimos um show de Paul McCartney, um sonho!
Pratos de massa maravilhosos, um espaguete ao vôngole perfeito, sem tomate, só no tempero e no azeite.
Um raviole aberto com recheio de cream-cheese delicioso, com uma jarra de vinho da casa.
Vou adiantar que engordei 2kg, porque o sorvete artesanal também fazia parte de nossa dieta diária.
Bologna, diferente com suas arcos cobrindo os passeios, deixando as ruas estreitas, lotada de estudantes universitários. Assistimos um balé moderno no Teatro Comune.
Siena, uma paixão. Já tinha estado na cidade, mas dessa vez esta estava lotada de turistas e assistimos os treinos para a grande corrida do Pálio na Piazza del Campo. Tudo é lindo em Siena, as suas ruas de pedra, suas construções medievais e o Duomo é um dos mais lindos da Itália.
A mais linda de todas, San Gemignano, difícil de descrever, uma cidade pequena, toda cercada de muros, no alto de uma colina. A Piazza della Cisterna, o Duomo, as ruas, o melhor sorvete do mundo!
Assissi, a cidade de São Francisco e Santa Clara, com suas igrejas enormes, todas lindas,com ladeiras e escadas para todos os gostos. Andamos tanto que as pernas doíam só de levantar da cadeira.
Aliás, ladeira, escada e igreja foi o que não faltou nessa viagem. Assim como todos os tipos de massa, pães e vinho, croissants maravilhosos, iogurtes, frutas. Só almoçamos massa nos 15 dias que passamos lá, acho até que o aumento de 2kg no peso foi pouco...
Desde que assisti o filme O sol da Toscana tinha vontade de conhecer a cidade de Cortona, onde a história se passa e a cidade é linda, vale a pena passar um dia lá. Muros de pedra, edificações medievais, praças, igrejas, flores, muitas flores em todas as cidades.
Firenze dispensa apresentações e continua linda, o Duomo em reforma externa para limpeza e a Ponte Vecchio com sua lojas.
Em Milão fizemos uma arte, além de visitar o Duomo fomos visitar o seu telhado, que é outra maravilha, todo de mármore, e é realmente uma coisa linda poder admirar todas aquelas estátuas de perto.
A viagem foi maravilhosa e recomendo a todos que gostam de sol, de flores, de conhecer cidades pequenas
com sua histórias, que visitem a Toscana no verão, de carro, parando e admirando a beleza dessa região.
Para completar o artesanato é lindo e dá vontade de comprar tudo!
Agora estamos começando a planejar a próxima viagem, para voar de novo.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Iguais perante a dengue
Querida Danuza,
Somos todos tão diferentes entre nós! Diferentes pela educação, pela aparência, pela classe social, pelo dinheiro que temos, pela religião, pelos hábitos, pela cidade e bairro onde moramos, pela língua que falamos...
Mas perante a natureza não existe qualquer diferença entre nós.
O mosquito da dengue, por exemplo, não se importa com quem ele pica e transmite a doença. Tão democraticamente quanto é possível ser democrata.
Essa importância que nos damos está apenas na terreno das idéias, derrubadas por uma picada de mosquito.
Por que estou falando disso? Acho que é porque às vezes nos sentimos tão mais especiais que os outros, pura ilusão!
Penso em atitudes minhas, penso em atitudes de pessoas que conheci. Arrogâncias destruídas por uma doença ou superioridades vencidas por tragédias fora do script.
Conheci algumas pessoas muito arrogantes a quem uma depressão ou Mal de Alzeimer transformaram em pessoas débeis.
Conheci também pessoas tão superiores, acima do bem e do mal que tiveram que enfrentar mudanças em seus planos pessoais, com filhos ou netos. Hoje a homossexualidade e o lesbianismo estão cada vez mais presentes dentro de uma família, dita normal, pelas regras vigentes até os últimos anos. Mas como enfrentar de perto a escolha de uma filha que termina um casamento com o príncipe dos sonhos da mamãe para sua princesa, e decide ir morar com outra moça, perdidamente apaixonada? Como aprender a conviver com o filho querido, lindo, inteligente que podendo escolher qualquer moça, prefere viver com outro rapaz?
Pensamos que controlamos nosso destino fazendo tudo o que é certo, dentro do nosso conhecimento e crença, achando que isso nos livra do que não desejamos, mas não é suficiente.
Fazendo uma metáfora é como se tentássemos viver protegidos por um escudo invisível, que nos torna diferentes dos outros, especiais mesmo, só que de repente entra um mosquito da dengue por um acesso qualquer e nos pica, destruindo nossa bolha, nos tornando iguais a todo os outros.
Somos todos tão diferentes entre nós! Diferentes pela educação, pela aparência, pela classe social, pelo dinheiro que temos, pela religião, pelos hábitos, pela cidade e bairro onde moramos, pela língua que falamos...
Mas perante a natureza não existe qualquer diferença entre nós.
O mosquito da dengue, por exemplo, não se importa com quem ele pica e transmite a doença. Tão democraticamente quanto é possível ser democrata.
Essa importância que nos damos está apenas na terreno das idéias, derrubadas por uma picada de mosquito.
Por que estou falando disso? Acho que é porque às vezes nos sentimos tão mais especiais que os outros, pura ilusão!
Penso em atitudes minhas, penso em atitudes de pessoas que conheci. Arrogâncias destruídas por uma doença ou superioridades vencidas por tragédias fora do script.
Conheci algumas pessoas muito arrogantes a quem uma depressão ou Mal de Alzeimer transformaram em pessoas débeis.
Conheci também pessoas tão superiores, acima do bem e do mal que tiveram que enfrentar mudanças em seus planos pessoais, com filhos ou netos. Hoje a homossexualidade e o lesbianismo estão cada vez mais presentes dentro de uma família, dita normal, pelas regras vigentes até os últimos anos. Mas como enfrentar de perto a escolha de uma filha que termina um casamento com o príncipe dos sonhos da mamãe para sua princesa, e decide ir morar com outra moça, perdidamente apaixonada? Como aprender a conviver com o filho querido, lindo, inteligente que podendo escolher qualquer moça, prefere viver com outro rapaz?
Pensamos que controlamos nosso destino fazendo tudo o que é certo, dentro do nosso conhecimento e crença, achando que isso nos livra do que não desejamos, mas não é suficiente.
Fazendo uma metáfora é como se tentássemos viver protegidos por um escudo invisível, que nos torna diferentes dos outros, especiais mesmo, só que de repente entra um mosquito da dengue por um acesso qualquer e nos pica, destruindo nossa bolha, nos tornando iguais a todo os outros.
sábado, 8 de junho de 2013
Posso morar em qualquer lugar!
Querida Danuza,
Estive por aí e por ali, colhendo informações que possam ser interessantes para conversarmos.
Acabei de chegar de uma festa de 90 anos, convocada que fui por minha mãe para acompanhá-la nesse evento.
Chegamos no início da festa e após dar uma olhada geral no ambiente não vi ninguém conhecido. Minha mãe encontrou uma amiga com sua filha e outra amiga e ficamos em uma mesma mesa. Um grupo muito simpático e as conversas não faltaram.
Fiquei observando a entrada dos convidados. Familiares, amigos próximos, chegavam fazendo a maior festa ao casal que recepcionava os convidados com muita alegria. O dono da festa está muito bem nos seus 90 anos e sua mulher também, bonita, bem arrumada, muito feliz, recebendo a todos com muita alegria. As pessoas chegavam e chegavam e eu não conhecia ninguém, Quero que você entenda exatamente o que estou dizendo, não conhecia ninguém literalmente, nem de vista, e olhe que essa festa aconteceu em um bairro ao lado do meu, ou seja, teoricamente deveria conhecer pelo menos algumas pessoas.
Mas a verdade é que não conhecia nenhuma pessoa que estava na festa.
Em torno de 10 horas da noite um conjunto de músicos começou a tocar e cantar peças populares, o que animou bastante e os casais começaram a dançar, inclusive os donos da festa, e eu me peguei divagando sobre outras festas que participei e nos momentos que vivi. Aceitei uma taça de champagne que o garçom me ofereceu e agradeci por estar ali, atendendo um desejo de minha mãe.
Logo ela quis ir embora e saímos antes de cantar os parabéns. Acho que é próprio da idade dela, querer ser a primeira a chegar e a primeira a sair, paciência!
Ultimamente uma ideia tem rondado meus pensamentos, mudar de cidade, mudar de ambiente, fazer outras coisas, outro trabalho, partir para viver em outro lugar. O que sempre me assustou foi ir morar em um lugar onde não conhecesse ninguém. A festa de hoje me disse que isso acontece aqui, na cidade onde sempre morei há mais de cinquenta anos. Ir a lugares, cheios de gente, onde não se conhece ninguém. Que diferença faz se isso acontece aqui ou em Barcelona, Verona ou Salamanca?
Essa viagem que farei à Itália no próximo mês me dará algumas respostas, qual o melhor lugar para viver no próximo ano?
Estive por aí e por ali, colhendo informações que possam ser interessantes para conversarmos.
Acabei de chegar de uma festa de 90 anos, convocada que fui por minha mãe para acompanhá-la nesse evento.
Chegamos no início da festa e após dar uma olhada geral no ambiente não vi ninguém conhecido. Minha mãe encontrou uma amiga com sua filha e outra amiga e ficamos em uma mesma mesa. Um grupo muito simpático e as conversas não faltaram.
Fiquei observando a entrada dos convidados. Familiares, amigos próximos, chegavam fazendo a maior festa ao casal que recepcionava os convidados com muita alegria. O dono da festa está muito bem nos seus 90 anos e sua mulher também, bonita, bem arrumada, muito feliz, recebendo a todos com muita alegria. As pessoas chegavam e chegavam e eu não conhecia ninguém, Quero que você entenda exatamente o que estou dizendo, não conhecia ninguém literalmente, nem de vista, e olhe que essa festa aconteceu em um bairro ao lado do meu, ou seja, teoricamente deveria conhecer pelo menos algumas pessoas.
Mas a verdade é que não conhecia nenhuma pessoa que estava na festa.
Em torno de 10 horas da noite um conjunto de músicos começou a tocar e cantar peças populares, o que animou bastante e os casais começaram a dançar, inclusive os donos da festa, e eu me peguei divagando sobre outras festas que participei e nos momentos que vivi. Aceitei uma taça de champagne que o garçom me ofereceu e agradeci por estar ali, atendendo um desejo de minha mãe.
Logo ela quis ir embora e saímos antes de cantar os parabéns. Acho que é próprio da idade dela, querer ser a primeira a chegar e a primeira a sair, paciência!
Ultimamente uma ideia tem rondado meus pensamentos, mudar de cidade, mudar de ambiente, fazer outras coisas, outro trabalho, partir para viver em outro lugar. O que sempre me assustou foi ir morar em um lugar onde não conhecesse ninguém. A festa de hoje me disse que isso acontece aqui, na cidade onde sempre morei há mais de cinquenta anos. Ir a lugares, cheios de gente, onde não se conhece ninguém. Que diferença faz se isso acontece aqui ou em Barcelona, Verona ou Salamanca?
Essa viagem que farei à Itália no próximo mês me dará algumas respostas, qual o melhor lugar para viver no próximo ano?
sábado, 27 de abril de 2013
O vestido novo
Querida Danuza,
Passeando pelo Shopping, passei pela vitrine de um loja de roupas femininas e parei em frente, olhando o vestido no manequim. Lindo vestido, do meu jeito! Fiquei ali parada, decidindo se ia entrar ou não na loja, até que resolvi entrar e pedir para experimentar o vestido.
Experimentei e ficou perfeito! A vendedora, claro, fez o papel dela elogiando e propondo mil facilidades no pagamento. Pensei onde iria com aquele vestido, nenhum grande evento à vista, nenhum casamento ou aniversário, inauguração, coquetel, festa, nada. Para que eu precisava daquele vestido? Pensando racionalmente eu não precisava, mas pensando emocionalmente eu não podia perder a oportunidade de comprar um vestido que eu gostara tanto e que ficara ótimo em mim.
Decisão tomada, comprei o vestido e vim para casa. Chegando, tornei a vestir o vestido com uma sandália bem alta, escolhi a bolsa que melhor combinava e tive a certeza de ter feito uma excelente compra. Guardei o vestido no armário para esperar a melhor ocasião para sua estreia.
Os dias passaram, o mês passou, mais outro e mais outro e cada vez que eu abria esse armário, olhava para o vestido e pensava quando teria a oportunidade de vestí-lo.
Até que o dia chegou! Era um evento interessante, um casamento em casa dos pais da noiva, com recepção no próprio local para umas duzentas pessoas.
Uma hora antes do horário marcado, comecei a me arrumar e vesti o vestido toda contente e quando fechei o zíper já senti que tinha alguma coisa de errado. Olhei minha aparência no espelho e vi que o vestido estava folgado, Procurei na minha memória a imagem de quando tinha comprado o vestido e me sentido o máximo e ela era completamente diferente do que eu via naquele momento. Fiquei alguns momentos em pânico, sem entender o que estava acontecendo. Eu estava me sentindo péssima naquele vestido todo folgado.
Tirei o vestido, fui na cozinha, peguei um copo de água e sentei à mesa procurando me acalmar, bebendo a água bem devagar.
Não era possível usar o vestido, deveria usar outra opção, e foi o que fiz. Voltei ao quarto, vesti outro vestido, que ficou muito bem, e fomos para a festa.
No caminho fui pensando no que havia acontecido. Comprei o vestido para usar em uma ocasião especial e esperei tanto que quando o usei eu já estava diferente e ele não me cabia bem. Pensei em outras situações onde esperei o momento especial...
Desse dia em diante passei a criar oportunidades para usar os vestidos que comprei sem ter um evento certo para usá-lo. Inventei comemorações em jantares, almoços, finais de semana e não deixei mais que o momento certo de usar o vestido passasse.
Isso valeu também para encontros, viagens, cafés ao final de tarde e jantares a luz de velas. Vale também para uma volta pela Toscana em 10 dias!
Esse posta é dedicado a todos os meus amigos que fazem acontecer o momento ideal a cada dia.
Passeando pelo Shopping, passei pela vitrine de um loja de roupas femininas e parei em frente, olhando o vestido no manequim. Lindo vestido, do meu jeito! Fiquei ali parada, decidindo se ia entrar ou não na loja, até que resolvi entrar e pedir para experimentar o vestido.
Experimentei e ficou perfeito! A vendedora, claro, fez o papel dela elogiando e propondo mil facilidades no pagamento. Pensei onde iria com aquele vestido, nenhum grande evento à vista, nenhum casamento ou aniversário, inauguração, coquetel, festa, nada. Para que eu precisava daquele vestido? Pensando racionalmente eu não precisava, mas pensando emocionalmente eu não podia perder a oportunidade de comprar um vestido que eu gostara tanto e que ficara ótimo em mim.
Decisão tomada, comprei o vestido e vim para casa. Chegando, tornei a vestir o vestido com uma sandália bem alta, escolhi a bolsa que melhor combinava e tive a certeza de ter feito uma excelente compra. Guardei o vestido no armário para esperar a melhor ocasião para sua estreia.
Os dias passaram, o mês passou, mais outro e mais outro e cada vez que eu abria esse armário, olhava para o vestido e pensava quando teria a oportunidade de vestí-lo.
Até que o dia chegou! Era um evento interessante, um casamento em casa dos pais da noiva, com recepção no próprio local para umas duzentas pessoas.
Uma hora antes do horário marcado, comecei a me arrumar e vesti o vestido toda contente e quando fechei o zíper já senti que tinha alguma coisa de errado. Olhei minha aparência no espelho e vi que o vestido estava folgado, Procurei na minha memória a imagem de quando tinha comprado o vestido e me sentido o máximo e ela era completamente diferente do que eu via naquele momento. Fiquei alguns momentos em pânico, sem entender o que estava acontecendo. Eu estava me sentindo péssima naquele vestido todo folgado.
Tirei o vestido, fui na cozinha, peguei um copo de água e sentei à mesa procurando me acalmar, bebendo a água bem devagar.
Não era possível usar o vestido, deveria usar outra opção, e foi o que fiz. Voltei ao quarto, vesti outro vestido, que ficou muito bem, e fomos para a festa.
No caminho fui pensando no que havia acontecido. Comprei o vestido para usar em uma ocasião especial e esperei tanto que quando o usei eu já estava diferente e ele não me cabia bem. Pensei em outras situações onde esperei o momento especial...
Desse dia em diante passei a criar oportunidades para usar os vestidos que comprei sem ter um evento certo para usá-lo. Inventei comemorações em jantares, almoços, finais de semana e não deixei mais que o momento certo de usar o vestido passasse.
Isso valeu também para encontros, viagens, cafés ao final de tarde e jantares a luz de velas. Vale também para uma volta pela Toscana em 10 dias!
Esse posta é dedicado a todos os meus amigos que fazem acontecer o momento ideal a cada dia.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Uma história engraçada
Querida Danuza,
Acabei de lembrar de uma história engraçada que aconteceu há alguns anos atrás. Toda vez que lembro dessa história com as pessoas que participaram dela, damos risada.
Alguém da turma da faculdade resolveu marcar um encontro com os colegas que formaram juntos, num restaurante. Não nos víamos já há alguns anos e você há de convir que jovens de 23 anos são muito diferentes de adultos de 45.
Havia uma mesa grande, comprida, reservada para o grupo e as pessoas iam chegando e se sentando junto dos colegas que tinham maior amizade e a mesa foi crescendo.
Todos começaram a pedir os pratos, as bebidas e as conversas cruzavam a mesa às vezes em voz alta para que os que estavam nas pontas opostas ouvissem as perguntas uns dos outros.
Eu e alguns colegas mais próximos ficamos em uma das pontas da mesa e cada um que chegava era uma surpresa. Fulana, você não mudou nada! ou Sicrano, você engordou! e lá se iam os comentários. As mulheres estavam em sua maioria mais bem conservadas que os homens e eles cavalheiros diziam que elas estavam mais bonitas, e as perguntas de praxe sobre maridos, mulheres, filhos, iam se repetindo.
Lá para as tantas as conversas estavam muito animadas e um amigo que estava junto de mim, na cabeceira da mesa, resolveu perguntar bem alto para uma colega na outra cabeceira - Maria, você está muito diferente, o que foi que você fez?
Ela do outro lado, no meio daquela barulheira, dizia - Nada, não fiz nada.
Ele não se conformou e perguntou de novo, alto, para ela ouvir do outro lado da mesa - Maria, você fez alguma coisa, você está muito diferente! Nessa altura ele falava alto e todos na mesa ouviam a pergunta e olhavam para ela.
Ela continuava sorrindo e dizendo - Nada.
Na terceira vez que ele perguntou, ela já meio sem-graça e boa parte da mesa já olhando para ela para saber o que ela tinha feito, uma amiga que estava conosco do mesmo lado da mesa, não aguentou mais, puxou ele de lado e disse - Antonio, pare de perguntar porque ela está diferente, não viu que ela fez uma plástica?
Ele ficou surpreso, atônito com a informação e perguntou baixinho - Ela fez plástica? Como é que você sabe? É por isso que ela está tão diferente?
- É por isso sim você não está vendo? Pare de perguntar isso!
Ele ficou muito sem graça e mudamos de assunto e ele de vez em quando voltava a olhar para ela para se certificar da plástica.
Rimos muito com esse incidente, porque ele não fez por mal, apenas não entendia o que tinha acontecido com a mudança na fisionomia dela e tinha sido muito sincero em seu questionamento.
Provavelmente teremos outro encontro esse ano e prometo que lhe conto como estão os colegas, mais de 30 anos depois...
Acabei de lembrar de uma história engraçada que aconteceu há alguns anos atrás. Toda vez que lembro dessa história com as pessoas que participaram dela, damos risada.
Alguém da turma da faculdade resolveu marcar um encontro com os colegas que formaram juntos, num restaurante. Não nos víamos já há alguns anos e você há de convir que jovens de 23 anos são muito diferentes de adultos de 45.
Havia uma mesa grande, comprida, reservada para o grupo e as pessoas iam chegando e se sentando junto dos colegas que tinham maior amizade e a mesa foi crescendo.
Todos começaram a pedir os pratos, as bebidas e as conversas cruzavam a mesa às vezes em voz alta para que os que estavam nas pontas opostas ouvissem as perguntas uns dos outros.
Eu e alguns colegas mais próximos ficamos em uma das pontas da mesa e cada um que chegava era uma surpresa. Fulana, você não mudou nada! ou Sicrano, você engordou! e lá se iam os comentários. As mulheres estavam em sua maioria mais bem conservadas que os homens e eles cavalheiros diziam que elas estavam mais bonitas, e as perguntas de praxe sobre maridos, mulheres, filhos, iam se repetindo.
Lá para as tantas as conversas estavam muito animadas e um amigo que estava junto de mim, na cabeceira da mesa, resolveu perguntar bem alto para uma colega na outra cabeceira - Maria, você está muito diferente, o que foi que você fez?
Ela do outro lado, no meio daquela barulheira, dizia - Nada, não fiz nada.
Ele não se conformou e perguntou de novo, alto, para ela ouvir do outro lado da mesa - Maria, você fez alguma coisa, você está muito diferente! Nessa altura ele falava alto e todos na mesa ouviam a pergunta e olhavam para ela.
Ela continuava sorrindo e dizendo - Nada.
Na terceira vez que ele perguntou, ela já meio sem-graça e boa parte da mesa já olhando para ela para saber o que ela tinha feito, uma amiga que estava conosco do mesmo lado da mesa, não aguentou mais, puxou ele de lado e disse - Antonio, pare de perguntar porque ela está diferente, não viu que ela fez uma plástica?
Ele ficou surpreso, atônito com a informação e perguntou baixinho - Ela fez plástica? Como é que você sabe? É por isso que ela está tão diferente?
- É por isso sim você não está vendo? Pare de perguntar isso!
Ele ficou muito sem graça e mudamos de assunto e ele de vez em quando voltava a olhar para ela para se certificar da plástica.
Rimos muito com esse incidente, porque ele não fez por mal, apenas não entendia o que tinha acontecido com a mudança na fisionomia dela e tinha sido muito sincero em seu questionamento.
Provavelmente teremos outro encontro esse ano e prometo que lhe conto como estão os colegas, mais de 30 anos depois...
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Você tem espelho em casa?
Querida Danuza,
Outro dia fui a um jantar em casa de amigos e estavam lá cerca de cinquenta pessoas, na faixa de 50 anos, quase todos conhecidos de longa data.
Cheguei tarde e fui cumprimentando as pessoas à medida em que ia entrando na casa e observando os convidados.
Algumas mulheres estavam precisando de um espelho como presente para a porta de saída de suas casas, para nunca sairem sem se olharem e terem a chance de voltar para se trocar ou tirar o excesso de maquillagem.
Sais curta tem seu tempo, mesmo que a cinquentona esteja bem de corpo. Parece que a mulher está fantasiada de adolescente, na minha opinião. Acho que a roupa deve ser jovial, mas não deve parecer que a pegou no guarda-roupa da filha.
Vestido muito apertado e decotado é mortal. A mulher não sabe se puxa a saia para baixo para cobrir as pernas ou se suspende para cima para proteger o decote.
E o conjunto de colares e de pulseiras? Árvore de Natal perde.
Uma delas usava cílios postiços tão grandes que devia ser um esforço manter os olhos abertos. Não sei como ela conseguiu aquela façanha. Uma cruz de ouro grande, próxima ao pescoço, finalizava a produção.
Roupas transparentes, então, são demais.... Dá para ver todas as dobras das costas e fica muito, mas muito deselegante.
Alguns homens também mereciam um espelho de presente. Camisas tamanho duplo para conter as barrigas proeminentes e bebidas além da conta.
Acho que se olhar no espelho e fazer uma análise crítica do que se vê é fundamental para a mulher se vestir e se arrumar de forma adequada à sua idade e ao evento que pretende ir.
Elegância é o conjunto de atitudes e vestuário que agrada o olhar, é minha opião portanto que todas nós nos olhemos no espelho antes de sair de casa.
Eu tenho em casa dois críticos que me ajudam, além do espelho. Ao sair para uma festa sempre pergunto a opinião deles e quando dizem é melhor trocar a roupa, quase sempre tem razão.
Pretendo não ser uma mulher equivocada ou desentendida e por isso tenho espelho em casa e por favor se algum dia você perceber que eu perdi o senso da elegância, me dê um espelho de presente!
Outro dia fui a um jantar em casa de amigos e estavam lá cerca de cinquenta pessoas, na faixa de 50 anos, quase todos conhecidos de longa data.
Cheguei tarde e fui cumprimentando as pessoas à medida em que ia entrando na casa e observando os convidados.
Algumas mulheres estavam precisando de um espelho como presente para a porta de saída de suas casas, para nunca sairem sem se olharem e terem a chance de voltar para se trocar ou tirar o excesso de maquillagem.
Sais curta tem seu tempo, mesmo que a cinquentona esteja bem de corpo. Parece que a mulher está fantasiada de adolescente, na minha opinião. Acho que a roupa deve ser jovial, mas não deve parecer que a pegou no guarda-roupa da filha.
Vestido muito apertado e decotado é mortal. A mulher não sabe se puxa a saia para baixo para cobrir as pernas ou se suspende para cima para proteger o decote.
E o conjunto de colares e de pulseiras? Árvore de Natal perde.
Uma delas usava cílios postiços tão grandes que devia ser um esforço manter os olhos abertos. Não sei como ela conseguiu aquela façanha. Uma cruz de ouro grande, próxima ao pescoço, finalizava a produção.
Roupas transparentes, então, são demais.... Dá para ver todas as dobras das costas e fica muito, mas muito deselegante.
Alguns homens também mereciam um espelho de presente. Camisas tamanho duplo para conter as barrigas proeminentes e bebidas além da conta.
Acho que se olhar no espelho e fazer uma análise crítica do que se vê é fundamental para a mulher se vestir e se arrumar de forma adequada à sua idade e ao evento que pretende ir.
Elegância é o conjunto de atitudes e vestuário que agrada o olhar, é minha opião portanto que todas nós nos olhemos no espelho antes de sair de casa.
Eu tenho em casa dois críticos que me ajudam, além do espelho. Ao sair para uma festa sempre pergunto a opinião deles e quando dizem é melhor trocar a roupa, quase sempre tem razão.
Pretendo não ser uma mulher equivocada ou desentendida e por isso tenho espelho em casa e por favor se algum dia você perceber que eu perdi o senso da elegância, me dê um espelho de presente!
quinta-feira, 28 de março de 2013
Espere para ser feliz!
Querida Danuza,
Esse é o pior conselho que se pode dar a alguém, concorda? Esperar para ser feliz... Esperar que tudo fique pronto como planejado no roteiro...
Não sou muito chegada a textos de auto-ajuda, nem a correntes de mensagens e deleto sem olhar PPTs dessa natureza, mas semana passada Edinha me enviou um texto que alertava sobre essa nossa insistência em só sermos felizes quando tivermos 100% do que desejamos e tenho pensado sobre isso.
O nome do texto era o Círculo dos 99 e contava a seguinte história.
Havia um rei muito rico e muito triste que tinha um pagem muito pobre e muito feliz. Inconformado com a felicidade do pagem o rei lhe pergunta qual o motivo de tanta felicidade.
O pagem então lhe responde que tinha uma esposa muito amorosa, que tinha uma casa para morar, que ganhava uns trocados de vez em quando e que tinha tudo o que necessitava para ser feliz.
O rei não se conformava com essa resposta porque a casa onde o pagem morava não era dele, era emprestada, a mulher era gorda e feia, as roupas eram de segunda mão, doadas e o que ele ganhava mal dava para comer, como ele podia ser feliz?
Como em todas as histórias que se prezam o rei também tinha um sábio para aconselhá-lo. Ele vai ao sábio e lhe pergunta como o pagem podia ser feliz naquelas circunstâncias. Como um sábio que se prezava este respondeu que o pagem era feliz porque estava fora do Círculo dos 99.
Claro que o rei quis logo saber o que era o Círculo dos 99. O sábio então disse ao rei não iria lhe contar e sim lhe demonstrar. Ele iria usar uma estratégia para forçar o pagem a fazer parte do Círculo dos 99 e então o rei poderia conferir a mudança na felicidade do pagem.
Solicitou ao rei que providenciasse um saco com 99 moedas de ouro e o acompanhasse à noite.
Saíram então o rei e o sábio à noite e pararam na frente da casa do pagem. Era uma casa muito simples, nos arredores da cidade. Colocaram o saco na porta da casa, bateram na porta e se esconderam.
O pagem abriu a porta, viu o saco no chão, olhou em volta, pegou o saco e entrou em casa.
O rei e o sábio se aproximaram e ficaram olhando pela janela.
O pagem jogou o conteúdo do saco em cima da mesa e ficou maravilhado quando viu as moedas de ouro. Arrumou as moedas em montinhos de dez e contou e recontou... 99! Falta 1 moeda, gritou para a mulher.
Olhou em baixo da mesa, do lado de fora da casa, fez a mulher varrer a casa a procura da moeda e não encontrou. Ficou aflito e começou a fazer planos de como conseguir a moeda que estava faltando.
- Preciso trabalhar muito para conseguir a moeda que falta. Se eu trabalhar à noite e minha mulher também trabalhar poderemos ter uma moeda em 5 anos. Meus filhos também vão precisar trabalhar para ajudar.
Já chegou de mau-humor no palácio no dia seguinte e o rei pode acompanhar a mudança que acontecia com seu pagem dia a dia. A felicidade tinha sumido de repente e ele só pensava no que fazer para conseguir a moeda que faltava.
Moral da história. Não faltava moeda nenhuma para ele ser feliz. Ele agora tinha 99 moedas, mas estava preso ao Círculo dos 99. Não conseguia ser feliz com 99 moedas porque faltava uma.
Então Danuza, o que posso mais lhe dizer? Quantas moedas você tem? Elas são seu 100%! Seja feliz com elas.
Provavelmente quando ficamos esperando ter mais uma moeda para sermos felizes, ao alcançá-la teremos perdido uma outra e assim, nesse círculo, nunca conseguiremos ser felizes com o que temos.
Essa é o meu desejo para você nessa Páscoa, que você possa ser feliz com suas moedas de ouro, seja lá quantas forem, e não deixe sua felicidade na moeda que você não possui.
.
Esse é o pior conselho que se pode dar a alguém, concorda? Esperar para ser feliz... Esperar que tudo fique pronto como planejado no roteiro...
Não sou muito chegada a textos de auto-ajuda, nem a correntes de mensagens e deleto sem olhar PPTs dessa natureza, mas semana passada Edinha me enviou um texto que alertava sobre essa nossa insistência em só sermos felizes quando tivermos 100% do que desejamos e tenho pensado sobre isso.
O nome do texto era o Círculo dos 99 e contava a seguinte história.
Havia um rei muito rico e muito triste que tinha um pagem muito pobre e muito feliz. Inconformado com a felicidade do pagem o rei lhe pergunta qual o motivo de tanta felicidade.
O pagem então lhe responde que tinha uma esposa muito amorosa, que tinha uma casa para morar, que ganhava uns trocados de vez em quando e que tinha tudo o que necessitava para ser feliz.
O rei não se conformava com essa resposta porque a casa onde o pagem morava não era dele, era emprestada, a mulher era gorda e feia, as roupas eram de segunda mão, doadas e o que ele ganhava mal dava para comer, como ele podia ser feliz?
Como em todas as histórias que se prezam o rei também tinha um sábio para aconselhá-lo. Ele vai ao sábio e lhe pergunta como o pagem podia ser feliz naquelas circunstâncias. Como um sábio que se prezava este respondeu que o pagem era feliz porque estava fora do Círculo dos 99.
Claro que o rei quis logo saber o que era o Círculo dos 99. O sábio então disse ao rei não iria lhe contar e sim lhe demonstrar. Ele iria usar uma estratégia para forçar o pagem a fazer parte do Círculo dos 99 e então o rei poderia conferir a mudança na felicidade do pagem.
Solicitou ao rei que providenciasse um saco com 99 moedas de ouro e o acompanhasse à noite.
Saíram então o rei e o sábio à noite e pararam na frente da casa do pagem. Era uma casa muito simples, nos arredores da cidade. Colocaram o saco na porta da casa, bateram na porta e se esconderam.
O pagem abriu a porta, viu o saco no chão, olhou em volta, pegou o saco e entrou em casa.
O rei e o sábio se aproximaram e ficaram olhando pela janela.
O pagem jogou o conteúdo do saco em cima da mesa e ficou maravilhado quando viu as moedas de ouro. Arrumou as moedas em montinhos de dez e contou e recontou... 99! Falta 1 moeda, gritou para a mulher.
Olhou em baixo da mesa, do lado de fora da casa, fez a mulher varrer a casa a procura da moeda e não encontrou. Ficou aflito e começou a fazer planos de como conseguir a moeda que estava faltando.
- Preciso trabalhar muito para conseguir a moeda que falta. Se eu trabalhar à noite e minha mulher também trabalhar poderemos ter uma moeda em 5 anos. Meus filhos também vão precisar trabalhar para ajudar.
Já chegou de mau-humor no palácio no dia seguinte e o rei pode acompanhar a mudança que acontecia com seu pagem dia a dia. A felicidade tinha sumido de repente e ele só pensava no que fazer para conseguir a moeda que faltava.
Moral da história. Não faltava moeda nenhuma para ele ser feliz. Ele agora tinha 99 moedas, mas estava preso ao Círculo dos 99. Não conseguia ser feliz com 99 moedas porque faltava uma.
Então Danuza, o que posso mais lhe dizer? Quantas moedas você tem? Elas são seu 100%! Seja feliz com elas.
Provavelmente quando ficamos esperando ter mais uma moeda para sermos felizes, ao alcançá-la teremos perdido uma outra e assim, nesse círculo, nunca conseguiremos ser felizes com o que temos.
Essa é o meu desejo para você nessa Páscoa, que você possa ser feliz com suas moedas de ouro, seja lá quantas forem, e não deixe sua felicidade na moeda que você não possui.
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terça-feira, 19 de março de 2013
Gentileza custa pouco e vale muito
Querida Danuza,
Adoro gentilezas! Receber uma gentileza faz com que eu me sinta especial. A nobreza de querer agradar com um gesto gentil é muito gratificante.
Se os homens soubessem quantos pontos ganhariam se ao convidarem uma mulher para sair a esperassem do lado de fora do carro para o beijo de chegada e abrissem a porta do carro... Mais pontos para puxar a cadeira no restaurante... Mais pontos para abrir a porta do elevador...
Se as pessoas mais jovens também tivessem essa delicadeza do bom-dia ao encontrar pessoas mais velhas e as deixassem passar na frente, como estariam homenageando essas pessoas com um pequena gentileza!
Gentileza custa apenas boa educação e um sentimento de poder servir ao outro sem que isso lhe diminua.
Gentileza vale um sorriso de agradecimento, uma relação de respeito mútuo.
A gentileza traz à tona bons sentimentos e estimula virtudes e aí eu lhe pergunto, por que é tão difícil para a maioria das pessoas ser gentil?
Onde foi parar esse cuidado com o outro?
Ninguém facilita a passagem no trânsito, nem espera as pessoas saírem do elevador para entrar, não cumprimentam ao chegar, não pedem licença para passar e nem dizem mais "Como vai você?" dizem apenas "Oi!".
Estava agora pensando no que os homens gostam como gentileza. Gostam que sua bebida predileta esteja gelada, que os sirvam à mesa colocando no seu prato o que gostam de comer, que os ouçam contar o que aconteceu durante o dia de trabalho, que os deixem com o controle remoto da TV...
Acho que é um bom exercício praticar a gentileza e mesmo que o outro não perceba, estamos sendo pessoas melhores e cultivando a nossa melhor parte.
Adoro gentilezas! Receber uma gentileza faz com que eu me sinta especial. A nobreza de querer agradar com um gesto gentil é muito gratificante.
Se os homens soubessem quantos pontos ganhariam se ao convidarem uma mulher para sair a esperassem do lado de fora do carro para o beijo de chegada e abrissem a porta do carro... Mais pontos para puxar a cadeira no restaurante... Mais pontos para abrir a porta do elevador...
Se as pessoas mais jovens também tivessem essa delicadeza do bom-dia ao encontrar pessoas mais velhas e as deixassem passar na frente, como estariam homenageando essas pessoas com um pequena gentileza!
Gentileza custa apenas boa educação e um sentimento de poder servir ao outro sem que isso lhe diminua.
Gentileza vale um sorriso de agradecimento, uma relação de respeito mútuo.
A gentileza traz à tona bons sentimentos e estimula virtudes e aí eu lhe pergunto, por que é tão difícil para a maioria das pessoas ser gentil?
Onde foi parar esse cuidado com o outro?
Ninguém facilita a passagem no trânsito, nem espera as pessoas saírem do elevador para entrar, não cumprimentam ao chegar, não pedem licença para passar e nem dizem mais "Como vai você?" dizem apenas "Oi!".
Estava agora pensando no que os homens gostam como gentileza. Gostam que sua bebida predileta esteja gelada, que os sirvam à mesa colocando no seu prato o que gostam de comer, que os ouçam contar o que aconteceu durante o dia de trabalho, que os deixem com o controle remoto da TV...
Acho que é um bom exercício praticar a gentileza e mesmo que o outro não perceba, estamos sendo pessoas melhores e cultivando a nossa melhor parte.
sábado, 16 de março de 2013
How deep is your love?
Querida Danuza,
Lembro exatamente o dia, a hora, quando e porque fiz essa pergunta.. Lembro também da resposta que recebi, "very deep!".
Outro dia ouvi essa música no rádio e fui imediatamente remetida àquele momento. How deep is your love?O que eu pretendia com aquela pergunta? O que exatamente eu queria ouvir?
Pausa para pensar.
Há alguns anos atrás os pais esperavam que seus filhos os respeitassem, obedecessem e até os temessem.
As mulheres queriam ser admiradas, respeitadas e mantidas por seus maridos.
Os filhos desejavam que os pais se orgulhassem deles.
Final da pausa.
Quando foi que o amor passou a ser o sentimento mais importante?
Hoje esse sentimento mudou a relação entre as pessoas e o amor não se limita mais às relações familiares, ele se estendeu para os amigos, para as relações comerciais, para a relação com as instituições e com as religiões só para citar algumas interfaces.
As músicas que falam da falta de amor fazem o maior sucesso, todos nós já nos identificamos com alguma delas em algum momento de nossas vidas.
No cinema é o contrário. Os filmes de amor fazem o maior sucesso. Eu mesma, assim como Lisbela, só vou ao cinema sabendo que no final o mocinho fica com a mocinha, eu só vou para ver "como" e "quando".
E a terapia que era coisa para poucos, hoje faz parte da vida da maioria. É preciso pesquisar lá no passado o que nos fez sofrer por falta de amor que dói até hoje e ainda é motivo de angústia.
Nas igrejas o amor de Cristo fortalece os fiéis para vencerem seus problemas e aflições.
E todos nós temos que reafirmar o tempo todo o nosso amor, seja no dia dos namorados, dos pais, das mães, das crianças, das mulheres, da família, dos avós e um sem número de datas importantes que são comemoradas para cada tipo específico de amor.
Você talvez não saiba, mas quando escreve suas colunas busca o amor de seus leitores.
E porque o amor se tornou tão importante em nossa sociedade? Vou sugerir uma razão aqui e é claro que existem inúmeras.
O amor nos acolhe, nos faz importantes e nos fortalece. É um sentimento poderoso, capaz de unir as pessoas e perdoar as faltas. Faz bem à alma e ao corpo. Pode ser cultivado e aumentado. Também pode ser renovado.
Sei que você vai me perguntar: E aquele amor "very deep"? Aquele acabou, mas veio outro "very very deep"!
Esse post é dedicado aos novos amores, diferentes em seus personagens mas iguais em suas emoções.
Lembro exatamente o dia, a hora, quando e porque fiz essa pergunta.. Lembro também da resposta que recebi, "very deep!".
Outro dia ouvi essa música no rádio e fui imediatamente remetida àquele momento. How deep is your love?O que eu pretendia com aquela pergunta? O que exatamente eu queria ouvir?
Pausa para pensar.
Há alguns anos atrás os pais esperavam que seus filhos os respeitassem, obedecessem e até os temessem.
As mulheres queriam ser admiradas, respeitadas e mantidas por seus maridos.
Os filhos desejavam que os pais se orgulhassem deles.
Final da pausa.
Quando foi que o amor passou a ser o sentimento mais importante?
Hoje esse sentimento mudou a relação entre as pessoas e o amor não se limita mais às relações familiares, ele se estendeu para os amigos, para as relações comerciais, para a relação com as instituições e com as religiões só para citar algumas interfaces.
As músicas que falam da falta de amor fazem o maior sucesso, todos nós já nos identificamos com alguma delas em algum momento de nossas vidas.
No cinema é o contrário. Os filmes de amor fazem o maior sucesso. Eu mesma, assim como Lisbela, só vou ao cinema sabendo que no final o mocinho fica com a mocinha, eu só vou para ver "como" e "quando".
E a terapia que era coisa para poucos, hoje faz parte da vida da maioria. É preciso pesquisar lá no passado o que nos fez sofrer por falta de amor que dói até hoje e ainda é motivo de angústia.
Nas igrejas o amor de Cristo fortalece os fiéis para vencerem seus problemas e aflições.
E todos nós temos que reafirmar o tempo todo o nosso amor, seja no dia dos namorados, dos pais, das mães, das crianças, das mulheres, da família, dos avós e um sem número de datas importantes que são comemoradas para cada tipo específico de amor.
Você talvez não saiba, mas quando escreve suas colunas busca o amor de seus leitores.
E porque o amor se tornou tão importante em nossa sociedade? Vou sugerir uma razão aqui e é claro que existem inúmeras.
O amor nos acolhe, nos faz importantes e nos fortalece. É um sentimento poderoso, capaz de unir as pessoas e perdoar as faltas. Faz bem à alma e ao corpo. Pode ser cultivado e aumentado. Também pode ser renovado.
Sei que você vai me perguntar: E aquele amor "very deep"? Aquele acabou, mas veio outro "very very deep"!
Esse post é dedicado aos novos amores, diferentes em seus personagens mas iguais em suas emoções.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Não quero consertar ninguém!
Querida Danuza,
Acho que estou curada da síndrome de querer consertar alguém para servir para mim! Aceito o seu parabéns, obrigada. Nada mais difícil que imaginar que temos o poder de moldar alguém à nossa maneira, erro total.
Ontem saí com uma amiga para tomar um café e conversando sobre um amigo comum ela me perguntou se eu não poderia consertá-lo, caso ele fosse de meu interesse, isto é, em resumo, fazer uma transformação radical nele ao meu gosto.
Esse amigo está separado há algum tempo e está meio perdido, com a vida familiar desorganizada e com isso, muito ansioso. Por conta dessa ansiedade come muito, sem controle, e está muito gordo, realmente muito acima do peso.
Em outra época aceitaria a missão de consertá-lo. Indicaria (não só indicaria mas também marcaria) um bom médico clínico geral, para os exames de praxe, que detectariam imediatamente a necessidade de um cardiologista e de um nutricionista. Claro que também faria a marcação desses médicos e acompanharia os resultados e também já faria a matrícula em uma academia de musculação para início imediato dos exercícios complementares para ajudar na perda do excesso de peso.
Também auxiliaria em lembrá-lo das boas maneiras tão importantes na conquista de uma nova namorada. Abrir a porta do carro e fechá-la é básico, sem perdão para aquele que não o faz. Ligar para saber como passou o dia e convidar para um cinema durante a semana, também auxilia no início do relacionamento para manter uma certa ligação do tipo, "está acontecendo alguma coisa entre nós".
Saber comer à mesa é fundamental e faríamos algumas incursões por restaurantes de diversas cozinhas para treino nos talheres e na mastigação, coisas básicas também. Claro que a refeição seria controlada com vistas à perda de peso prescrita pelos médicos.
Continuando o processo do conserto, indicaria um curso de dança de salão para iniciá-lo na arte da dança e prepará-lo para saber dançar nas festas de casamento e nas oportunidades onde tivesse música boa tocando. Um homem que sabe dançar já ganha pontos de saída.
Agora o mais importante, a conversa. Para ganhar atenção é necessário uma conversa leve, agradável e com bom humor. O ritmo da conversa é importante e não sei se saberia explicar mas tentaria.
Indicaria ainda um bom dentista para uma revisão nos dentes e manutenção de um hálito fresco e saudável.
Ao final dessa tarefa hercúlea teríamos um novo homem, no peso correto, maneiras adequadas, hábitos refinados e conversa agradável.
E agora eu lhe pergunto, por que eu faria isso? Por que interviria tão fortemente na vida de alguém e assumiria o compromisso de estar com ele já que o teria modificado ao meu gosto? E essa transformação duraria quanto tempo?
Acho que nenhum de nós merece isso.
Não desejo consertar ninguém, desejo apenas aceitar as pessoas como elas são e caso me peça alguma sugestão, possa dar uma dica sem qualquer direito de cobrança.
Esse post é dedicado aos novos amigos que vão chegar na minha vida e que precisam ser aceitos na sua forma diferente de ser.
Acho que estou curada da síndrome de querer consertar alguém para servir para mim! Aceito o seu parabéns, obrigada. Nada mais difícil que imaginar que temos o poder de moldar alguém à nossa maneira, erro total.
Ontem saí com uma amiga para tomar um café e conversando sobre um amigo comum ela me perguntou se eu não poderia consertá-lo, caso ele fosse de meu interesse, isto é, em resumo, fazer uma transformação radical nele ao meu gosto.
Esse amigo está separado há algum tempo e está meio perdido, com a vida familiar desorganizada e com isso, muito ansioso. Por conta dessa ansiedade come muito, sem controle, e está muito gordo, realmente muito acima do peso.
Em outra época aceitaria a missão de consertá-lo. Indicaria (não só indicaria mas também marcaria) um bom médico clínico geral, para os exames de praxe, que detectariam imediatamente a necessidade de um cardiologista e de um nutricionista. Claro que também faria a marcação desses médicos e acompanharia os resultados e também já faria a matrícula em uma academia de musculação para início imediato dos exercícios complementares para ajudar na perda do excesso de peso.
Também auxiliaria em lembrá-lo das boas maneiras tão importantes na conquista de uma nova namorada. Abrir a porta do carro e fechá-la é básico, sem perdão para aquele que não o faz. Ligar para saber como passou o dia e convidar para um cinema durante a semana, também auxilia no início do relacionamento para manter uma certa ligação do tipo, "está acontecendo alguma coisa entre nós".
Saber comer à mesa é fundamental e faríamos algumas incursões por restaurantes de diversas cozinhas para treino nos talheres e na mastigação, coisas básicas também. Claro que a refeição seria controlada com vistas à perda de peso prescrita pelos médicos.
Continuando o processo do conserto, indicaria um curso de dança de salão para iniciá-lo na arte da dança e prepará-lo para saber dançar nas festas de casamento e nas oportunidades onde tivesse música boa tocando. Um homem que sabe dançar já ganha pontos de saída.
Agora o mais importante, a conversa. Para ganhar atenção é necessário uma conversa leve, agradável e com bom humor. O ritmo da conversa é importante e não sei se saberia explicar mas tentaria.
Indicaria ainda um bom dentista para uma revisão nos dentes e manutenção de um hálito fresco e saudável.
Ao final dessa tarefa hercúlea teríamos um novo homem, no peso correto, maneiras adequadas, hábitos refinados e conversa agradável.
E agora eu lhe pergunto, por que eu faria isso? Por que interviria tão fortemente na vida de alguém e assumiria o compromisso de estar com ele já que o teria modificado ao meu gosto? E essa transformação duraria quanto tempo?
Acho que nenhum de nós merece isso.
Não desejo consertar ninguém, desejo apenas aceitar as pessoas como elas são e caso me peça alguma sugestão, possa dar uma dica sem qualquer direito de cobrança.
Esse post é dedicado aos novos amigos que vão chegar na minha vida e que precisam ser aceitos na sua forma diferente de ser.
domingo, 10 de março de 2013
O futuro que não vai acontecer
Querida Danuza,
Hoje estamos contando um ano da morte de meu sobrinho Ricardo. Amanhã teremos uma missa para marcar a data do tempo que estamos chorando essa perda.
Hoje li um texto postado pela mãe dizendo que ela perdeu um pedaço de seu futuro e eu infelizmente concordo com ela. Como não pensar no futuro perdido de um garoto de 24 anos? Saudável, inteligente, feliz , amoroso, bonito, amado, querido...
Mas não foi só ele que perdeu o futuro, sua mãe e seu pai também o perderam. Sabem que não vão comemorar mais junto com ele os gols do Bahia, clube de sua paixão, a formatura, o namoro, o noivado, o casamento, a arrumação do apartamento, os netos, todo esse futuro se perdeu, e todos nós sabemos que não vai acontecer mais.
E eu lhe pergunto, como se consegue viver com essa perda? Sempre nos perguntamos o que será que vai nos acontecer no futuro, esperando boas surpresas e também expectando as repetições que nos fazem felizes.
E quando já sabemos o que não vai acontecer, como podemos suportar essa falta? Quando temos esperança, essa nos move e nos traz forças para vencer os obstáculos, e quando não temos esperança, qual a alternativa?
O futuro não tem graça e o presente também não, então, o que fazer? Acho que é aí que entra a religião, trazendo uma esperança para depois da vida, como a conhecemos, jogando a esperança para um futuro que não conhecemos, apenas tentamos adivinhar, mas é uma esperança.
Para sobreviver com sanidade então é preciso trocar a certeza de um futuro que não vai acontecer por um outro futuro que poderá acontecer, e é essa esperança de um dia voltar a abraçar esse garoto maravilhoso que permite que se enfrente diariamente a vida, se trabalhe, se envolva com os outros filhos, família, amigos e se enfrente a rotina diária de resolver os problemas e suportar a dor da falta.
Acho que a certeza do futuro que não vai mais acontecer é uma carga muito pesada para os seres humanos, que tem essa noção de tempo, de futuro e conseguem antever o futuro.
Penso nos pais de Ricardo e em outros amigos que perderam seu filho ainda jovem e desejo que encontrem alguma esperança que os faça fortes o suficiente para encontrar algum sentido na vida sem ele.
Esse post é dedicado a Ricardo, de quem nunca perderemos a esperança que de alguma forma esteja entre nós e faça parte de nosso futuro.
Hoje estamos contando um ano da morte de meu sobrinho Ricardo. Amanhã teremos uma missa para marcar a data do tempo que estamos chorando essa perda.
Hoje li um texto postado pela mãe dizendo que ela perdeu um pedaço de seu futuro e eu infelizmente concordo com ela. Como não pensar no futuro perdido de um garoto de 24 anos? Saudável, inteligente, feliz , amoroso, bonito, amado, querido...
Mas não foi só ele que perdeu o futuro, sua mãe e seu pai também o perderam. Sabem que não vão comemorar mais junto com ele os gols do Bahia, clube de sua paixão, a formatura, o namoro, o noivado, o casamento, a arrumação do apartamento, os netos, todo esse futuro se perdeu, e todos nós sabemos que não vai acontecer mais.
E eu lhe pergunto, como se consegue viver com essa perda? Sempre nos perguntamos o que será que vai nos acontecer no futuro, esperando boas surpresas e também expectando as repetições que nos fazem felizes.
E quando já sabemos o que não vai acontecer, como podemos suportar essa falta? Quando temos esperança, essa nos move e nos traz forças para vencer os obstáculos, e quando não temos esperança, qual a alternativa?
O futuro não tem graça e o presente também não, então, o que fazer? Acho que é aí que entra a religião, trazendo uma esperança para depois da vida, como a conhecemos, jogando a esperança para um futuro que não conhecemos, apenas tentamos adivinhar, mas é uma esperança.
Para sobreviver com sanidade então é preciso trocar a certeza de um futuro que não vai acontecer por um outro futuro que poderá acontecer, e é essa esperança de um dia voltar a abraçar esse garoto maravilhoso que permite que se enfrente diariamente a vida, se trabalhe, se envolva com os outros filhos, família, amigos e se enfrente a rotina diária de resolver os problemas e suportar a dor da falta.
Acho que a certeza do futuro que não vai mais acontecer é uma carga muito pesada para os seres humanos, que tem essa noção de tempo, de futuro e conseguem antever o futuro.
Penso nos pais de Ricardo e em outros amigos que perderam seu filho ainda jovem e desejo que encontrem alguma esperança que os faça fortes o suficiente para encontrar algum sentido na vida sem ele.
Esse post é dedicado a Ricardo, de quem nunca perderemos a esperança que de alguma forma esteja entre nós e faça parte de nosso futuro.
terça-feira, 5 de março de 2013
Que bacana!
Querida Danuza,
Se você ouviu essa expressão e entendeu, isso significa duas coisas: a primeira é que quem falou tem mais de cinquenta anos; e a segunda é que sim, as palavras também ficam velhas!
Termos e expressões que fizeram todo o sentido para a minha geração de repente ficaram obsoletos e já não conseguem exprimir surpresa, ou sentimento, ou desagrado.
Quando chamo meus filhos de "Meu bem" às vezes ele me dizem, "Que coisa mais antiga mãe!" e eu que acho tão linda essa forma de falar com eles, insisto, achando que um dia eles vão entender o que significa alguém ser o seu bem, o seu amor.
Lembro da primeira vez que ouvi a expressão "Barril!" e não entendi se era para qualificar uma coisa de boa ou de ruim. Vou traduzir para você entender, significa, "Não gostei, ruim!".
De lá para cá aprendi várias novos vocábulos e entendo que uma língua viva se comporta dessa maneira, palavras assumem novos significados e outras perdem o seu e deixam de ser utilizadas. Massa isso! (Coisa boa!).
Outra expressão que não se usa mais é "Que legal!" e soa até esquisito quando ouvida. Posso relacionar muitos outros... lembra como falávamos dos rapazes bonitos e charmosos? "Esse cara é um pão!". Lembro que quando minha mãe não gostava completava com "Pão dormido!". Pois é, hoje não faz o menor sentido.
Hoje no FB quando quero dizer que gostei, digo que curti.
Quando não gosto e comento com um amigo, ouço um Relaxe! ou Delete!
As palavras também tem seus ciclos de vida, assim como nós e nossas vidas. O eterno perde e ganha.
Ao longo da minha vida conheci muitas pessoas bacanas, e com certeza ainda conhecerei outras tantas no futuro.
E por falar em futuro, que palavras nos esperam?
Esse post é dedicado à minha amiga Michelle Marie que gosta de usar "bacanérrimo!" para dizer que adorou!
Se você ouviu essa expressão e entendeu, isso significa duas coisas: a primeira é que quem falou tem mais de cinquenta anos; e a segunda é que sim, as palavras também ficam velhas!
Termos e expressões que fizeram todo o sentido para a minha geração de repente ficaram obsoletos e já não conseguem exprimir surpresa, ou sentimento, ou desagrado.
Quando chamo meus filhos de "Meu bem" às vezes ele me dizem, "Que coisa mais antiga mãe!" e eu que acho tão linda essa forma de falar com eles, insisto, achando que um dia eles vão entender o que significa alguém ser o seu bem, o seu amor.
Lembro da primeira vez que ouvi a expressão "Barril!" e não entendi se era para qualificar uma coisa de boa ou de ruim. Vou traduzir para você entender, significa, "Não gostei, ruim!".
De lá para cá aprendi várias novos vocábulos e entendo que uma língua viva se comporta dessa maneira, palavras assumem novos significados e outras perdem o seu e deixam de ser utilizadas. Massa isso! (Coisa boa!).
Outra expressão que não se usa mais é "Que legal!" e soa até esquisito quando ouvida. Posso relacionar muitos outros... lembra como falávamos dos rapazes bonitos e charmosos? "Esse cara é um pão!". Lembro que quando minha mãe não gostava completava com "Pão dormido!". Pois é, hoje não faz o menor sentido.
Hoje no FB quando quero dizer que gostei, digo que curti.
Quando não gosto e comento com um amigo, ouço um Relaxe! ou Delete!
As palavras também tem seus ciclos de vida, assim como nós e nossas vidas. O eterno perde e ganha.
Ao longo da minha vida conheci muitas pessoas bacanas, e com certeza ainda conhecerei outras tantas no futuro.
E por falar em futuro, que palavras nos esperam?
Esse post é dedicado à minha amiga Michelle Marie que gosta de usar "bacanérrimo!" para dizer que adorou!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Lições da terapia - II
Querida Danuza,
O tema de hoje é o amor, esse sentimento misterioso que chega e vai embora sem nosso comando.
Você já deixou de amar alguém mesmo sem querer que isso acontecesse? Desejou continuar a amar e não conseguiu, mesmo sabendo das mil e uma qualidades do parceiro? Tenho certeza que sim.
E por outro lado já amou alguém mesmo sabendo que não devia, que não valia a pena? E continuou amando apesar da falta das qualidades desejadas? Aposto que sim, aposto que você já amou mesmo querendo que isso não acontecesse.Tenho certeza que sim.
Sabe por que? Porque o amor é um sentimento espontâneo. Simplesmente acontece, como uma mágica.
Quando ele chega, colore a vida, transforma a rotina, modifica as pessoas, e quando vai embora deixa um vazio, uma tristeza, até que você se recupere e o próximo amor chegue.
Nas seções de terapia conversamos várias vezes sobre esse tema, sobre a espontaneidade do amor e suas consequências para os parceiros envolvidos.
Minha terapeuta me dizia que era importante aguardar o movimento do outro, controlar a ansiedade e observar o quanto o outro estava envolvido e comprometido, Vale o conselho, é muito bom.
Mas esse sentimento espontâneo exige esforço para ser mantido e eu acho que aí é que entra a mágica maior ainda, a de conquistar diariamente o parceiro, enquanto vamos nos modificando ao longo do tempo.
Vamos sofrendo a interferência dos acontecimentos de nossa vida, vamos amadurecendo e buscando realizar novos planos.
E na minha opinião o cuidado é o grande segredo. Cuidar um do outro, proteger, apoiar e se manter próximos em ideias e sonhos.
Devem existir muitas outras fórmulas para manter o amor vivo como nos primeiros tempos e cada casal que tem esse propósito tem seu jeito próprio.
Não me parece uma coisa muito simples pois vemos muitos casais se separando mas o amor é um sentimento tão gostoso de sentir que sempre vale a pena passar pela experiência, mesmo que não seja para sempre.
Esse post é dedicado a todos os casais que conseguiram manter o amor entre eles acima de todas as dificuldades e provocações.
O tema de hoje é o amor, esse sentimento misterioso que chega e vai embora sem nosso comando.
Você já deixou de amar alguém mesmo sem querer que isso acontecesse? Desejou continuar a amar e não conseguiu, mesmo sabendo das mil e uma qualidades do parceiro? Tenho certeza que sim.
E por outro lado já amou alguém mesmo sabendo que não devia, que não valia a pena? E continuou amando apesar da falta das qualidades desejadas? Aposto que sim, aposto que você já amou mesmo querendo que isso não acontecesse.Tenho certeza que sim.
Sabe por que? Porque o amor é um sentimento espontâneo. Simplesmente acontece, como uma mágica.
Quando ele chega, colore a vida, transforma a rotina, modifica as pessoas, e quando vai embora deixa um vazio, uma tristeza, até que você se recupere e o próximo amor chegue.
Nas seções de terapia conversamos várias vezes sobre esse tema, sobre a espontaneidade do amor e suas consequências para os parceiros envolvidos.
Minha terapeuta me dizia que era importante aguardar o movimento do outro, controlar a ansiedade e observar o quanto o outro estava envolvido e comprometido, Vale o conselho, é muito bom.
Mas esse sentimento espontâneo exige esforço para ser mantido e eu acho que aí é que entra a mágica maior ainda, a de conquistar diariamente o parceiro, enquanto vamos nos modificando ao longo do tempo.
Vamos sofrendo a interferência dos acontecimentos de nossa vida, vamos amadurecendo e buscando realizar novos planos.
E na minha opinião o cuidado é o grande segredo. Cuidar um do outro, proteger, apoiar e se manter próximos em ideias e sonhos.
Devem existir muitas outras fórmulas para manter o amor vivo como nos primeiros tempos e cada casal que tem esse propósito tem seu jeito próprio.
Não me parece uma coisa muito simples pois vemos muitos casais se separando mas o amor é um sentimento tão gostoso de sentir que sempre vale a pena passar pela experiência, mesmo que não seja para sempre.
Esse post é dedicado a todos os casais que conseguiram manter o amor entre eles acima de todas as dificuldades e provocações.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Falta de saudade
Querida Danuza,
Semana passada escrevi sobre a saudade e hoje quero escrever sobre o contrário - a falta de saudade.
É uma coisa da qual nunca falamos (deixar de sentir saudade), porque a falta de saudade acontece quando esquecemos de alguém que um dia foi muito importante, muito querido, ocupou espaço em nosso coração e em nossas conversas.
Isso acontece com amigos e amigas. Lembre agora de uma amiga com quem conviveu muito uma época de sua vida, com quem dividiu segredos e descobertas, foi sua companheira de festas, de estudos, que tinha um namorado que era amigo do seu e com quem saía e se divertia. Hoje essa pessoa está tão distante que você nem sabe o que aconteceu com ela e não sente falta, não sente saudade, no máximo lembra dos casos engraçados ou dos micos que passaram juntas.
Isso acontece com amores que tivemos. Lembra da saudade que sentia ao menor afastamento? Cada amor era para sempre e não se podia nem imaginar que um dia o sentimento acabaria. E a saudade que sentia quando do término? Quantas lágrimas! Pense nas vezes que disse - Jamais vou esquecer! Nunca vou superar! Pense nele hoje, e faça um esforço para se lembrar do que você sentiu saudade quando terminaram, posso esperar...
Isso acontece também com parentes. Lembre daquela prima de quem você era amiga desde pequenininha, brincou de boneca e eram grudadas até a 4a. série. O que aconteceu, que caminho tomou? Hoje é pouco mais que uma estranha, sem nenhum assunto em comum.
A saudade é para poucas pessoas que realmente marcaram nossa vida de alguma forma muito especial e deixaram um significado e um sentimento gostoso de sentir, de relembrar, de contar.
Já a falta de saudade nos avisa que aquela pessoa não deixou sua melhor parte em nós.
Semana passada escrevi sobre a saudade e hoje quero escrever sobre o contrário - a falta de saudade.
É uma coisa da qual nunca falamos (deixar de sentir saudade), porque a falta de saudade acontece quando esquecemos de alguém que um dia foi muito importante, muito querido, ocupou espaço em nosso coração e em nossas conversas.
Isso acontece com amigos e amigas. Lembre agora de uma amiga com quem conviveu muito uma época de sua vida, com quem dividiu segredos e descobertas, foi sua companheira de festas, de estudos, que tinha um namorado que era amigo do seu e com quem saía e se divertia. Hoje essa pessoa está tão distante que você nem sabe o que aconteceu com ela e não sente falta, não sente saudade, no máximo lembra dos casos engraçados ou dos micos que passaram juntas.
Isso acontece com amores que tivemos. Lembra da saudade que sentia ao menor afastamento? Cada amor era para sempre e não se podia nem imaginar que um dia o sentimento acabaria. E a saudade que sentia quando do término? Quantas lágrimas! Pense nas vezes que disse - Jamais vou esquecer! Nunca vou superar! Pense nele hoje, e faça um esforço para se lembrar do que você sentiu saudade quando terminaram, posso esperar...
Isso acontece também com parentes. Lembre daquela prima de quem você era amiga desde pequenininha, brincou de boneca e eram grudadas até a 4a. série. O que aconteceu, que caminho tomou? Hoje é pouco mais que uma estranha, sem nenhum assunto em comum.
A saudade é para poucas pessoas que realmente marcaram nossa vida de alguma forma muito especial e deixaram um significado e um sentimento gostoso de sentir, de relembrar, de contar.
Já a falta de saudade nos avisa que aquela pessoa não deixou sua melhor parte em nós.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Viciada em noticiário e na vida selvagem
Querida Danuza,
Hoje percebi que estou viciada em assistir aos noticiários e programas sobre a vida selvagem. Assisto um noticiário pela manhã ainda na cama, meio dormindo meio acordada, depois passo para outro enquanto me arrumo para ir ao trabalho, no almoço assisto um pedaço do jornal do meio-dia e à noite assisto vários telejornais. Agora mesmo os jornalistas estão comentando sobre os alagamentos com as fortes chuva em São Paulo e os incêndios em ônibus em Santa Catarina que continuam mesmo com as transferências dos presos para uma prisão no Nordeste. No que se refere à vida selvagem já estou expert nos dragões de Comodo, todos os tipos de cobra, serpentes, crocodilos, todas as espécies de bichos peçonhentos, os macacos babuínos, os gorilas, rinocerontes, a problemática dos elefantes na Africa, o acasalamento dos pinguins e lindo, as leoas criando seus filhotes.
Sabe de quem é a culpa? Da SKY.
Verdade, a culpa é da SKY, antes dela eu não assistia tanto à TV.
Fora os noticiários e os programas da National Geographics tem um programa que me impressiona toda vez que assisto, que é o dos acumuladores compulsivos. Nunca tinha imaginado que as pessoas pudessem viver no lixeiro em que transformam suas casas, na compulsão das compras e na dificuldade que criam para suas famílias.
Agora estão anunciando o fim do hotmail pela Microsoft, agora é o outlook.com, 90 milhoes de dólares na campanha de marketing. O jornalista está recomendando que todo mundo já cadastre seu nome no novo serviço. Já cadastrou o seu?
Tentei cancelar a SKY mês passado e fiquei alguns dias sem acesso ao serviço. Sabe o que aconteceu? Fiquei limitada aos canais gratuitos que são muito ruins e fiquei tão irritada com a falta de acesso às notícias que assinei de volta e agora já assumi que estou viciada nessa enorme quantidade de informações e nessa abundância de programas e filmes!!!!
Paciência... faz parte desse momento de minha vida. Deseja alguma informação sobre as abelhas africanas?
Hoje percebi que estou viciada em assistir aos noticiários e programas sobre a vida selvagem. Assisto um noticiário pela manhã ainda na cama, meio dormindo meio acordada, depois passo para outro enquanto me arrumo para ir ao trabalho, no almoço assisto um pedaço do jornal do meio-dia e à noite assisto vários telejornais. Agora mesmo os jornalistas estão comentando sobre os alagamentos com as fortes chuva em São Paulo e os incêndios em ônibus em Santa Catarina que continuam mesmo com as transferências dos presos para uma prisão no Nordeste. No que se refere à vida selvagem já estou expert nos dragões de Comodo, todos os tipos de cobra, serpentes, crocodilos, todas as espécies de bichos peçonhentos, os macacos babuínos, os gorilas, rinocerontes, a problemática dos elefantes na Africa, o acasalamento dos pinguins e lindo, as leoas criando seus filhotes.
Sabe de quem é a culpa? Da SKY.
Verdade, a culpa é da SKY, antes dela eu não assistia tanto à TV.
Fora os noticiários e os programas da National Geographics tem um programa que me impressiona toda vez que assisto, que é o dos acumuladores compulsivos. Nunca tinha imaginado que as pessoas pudessem viver no lixeiro em que transformam suas casas, na compulsão das compras e na dificuldade que criam para suas famílias.
Agora estão anunciando o fim do hotmail pela Microsoft, agora é o outlook.com, 90 milhoes de dólares na campanha de marketing. O jornalista está recomendando que todo mundo já cadastre seu nome no novo serviço. Já cadastrou o seu?
Tentei cancelar a SKY mês passado e fiquei alguns dias sem acesso ao serviço. Sabe o que aconteceu? Fiquei limitada aos canais gratuitos que são muito ruins e fiquei tão irritada com a falta de acesso às notícias que assinei de volta e agora já assumi que estou viciada nessa enorme quantidade de informações e nessa abundância de programas e filmes!!!!
Paciência... faz parte desse momento de minha vida. Deseja alguma informação sobre as abelhas africanas?
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
As perguntas mudam com o tempo
Querida Danuza,
Acabou o carnaval! Durante esse período recebemos a notícia da renúncia do Papa Bento XVI, o que deixou toda a comunidade católica surpresa.
Hoje fui para a academia e encontrei com Mariana, a filha de uma vizinha, que vai casar em setembro. Ficamos conversando sobre os preparativos do casamento e perguntei a ela sobre o noivo, o que estudou, em que trabalha, quais os planos para o futuro, se gostava da família dele e vice-versa, o apartamento, a viagem, a festa, enfim, um relatório completo.
E percebi que são essas as perguntas que são feitas aos jovens, quando se apaixonam por alguém. De que família é a moça, quantos anos tem, é bonita? É formada em que? Trabalha? Tem irmãos? E por aí vai. E o rapaz está bem empregado? Pensa em casamento?
São perguntas ligadas ao futuro, às perspectivas, tentando adivinhar se o escolhido tem boas chances de sucesso na vida.
Agora vamos pensar nas perguntas que se faz quando uma pessoa de mais de 50 anos se apaixona por outra. Vou listar algumas.
Quantas vezes ele foi casado? Tem quantos filhos de cada mulher? É careca? Barrigudo? É depressivo? Bebe? Tem pressão alta? Diabetes? E tem netos? Mora sozinho ou tem filhos ainda com ele? Vai morar na sua casa ou na dele? Está aposentado ou ainda trabalha?
E as perguntas sobre ela não são muito diferentes. Ou seja, as perguntas são sobre o legado, o resultado de todas aquelas esperanças de anos atrás.
Olhe que diferença nas perguntas! Antes se tenta adivinhar o que vai acontecer e depois se pergunta o que aconteceu e o que ainda se pode aproveitar.
A avaliação passa a ser mais subjetiva e no primeiro momento lá atrás se pensa em "nós dois" e agora se pensa em "todos nós" que fazem parte da vida de cada um dos cinquentões apaixonados.
Feliz de quem percebe essa nova realidade e está disposto a arriscar mais uma vez.
Quem sabe agora que as pessoas estão mais maduras, menos ansiosas e com menos expectativas da tudo certo?
Acabou o carnaval! Durante esse período recebemos a notícia da renúncia do Papa Bento XVI, o que deixou toda a comunidade católica surpresa.
Hoje fui para a academia e encontrei com Mariana, a filha de uma vizinha, que vai casar em setembro. Ficamos conversando sobre os preparativos do casamento e perguntei a ela sobre o noivo, o que estudou, em que trabalha, quais os planos para o futuro, se gostava da família dele e vice-versa, o apartamento, a viagem, a festa, enfim, um relatório completo.
E percebi que são essas as perguntas que são feitas aos jovens, quando se apaixonam por alguém. De que família é a moça, quantos anos tem, é bonita? É formada em que? Trabalha? Tem irmãos? E por aí vai. E o rapaz está bem empregado? Pensa em casamento?
São perguntas ligadas ao futuro, às perspectivas, tentando adivinhar se o escolhido tem boas chances de sucesso na vida.
Agora vamos pensar nas perguntas que se faz quando uma pessoa de mais de 50 anos se apaixona por outra. Vou listar algumas.
Quantas vezes ele foi casado? Tem quantos filhos de cada mulher? É careca? Barrigudo? É depressivo? Bebe? Tem pressão alta? Diabetes? E tem netos? Mora sozinho ou tem filhos ainda com ele? Vai morar na sua casa ou na dele? Está aposentado ou ainda trabalha?
E as perguntas sobre ela não são muito diferentes. Ou seja, as perguntas são sobre o legado, o resultado de todas aquelas esperanças de anos atrás.
Olhe que diferença nas perguntas! Antes se tenta adivinhar o que vai acontecer e depois se pergunta o que aconteceu e o que ainda se pode aproveitar.
A avaliação passa a ser mais subjetiva e no primeiro momento lá atrás se pensa em "nós dois" e agora se pensa em "todos nós" que fazem parte da vida de cada um dos cinquentões apaixonados.
Feliz de quem percebe essa nova realidade e está disposto a arriscar mais uma vez.
Quem sabe agora que as pessoas estão mais maduras, menos ansiosas e com menos expectativas da tudo certo?
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Existe limite para os sonhos?
Querida Danuza,
Hoje uma pergunta apareceu no ar, existe limite para os sonhos?
Mas é claro que essa pergunta não surgiu do nada e vou lhe contar a história que trouxe essa pergunta para mim.
Semana passada fui à festa de despedida de uma amiga que vai passar um ano estudando gastronomia em Portugal.
Ela começou a planejar essa viagem há dois anos atrás e todos nós acompanhamos os planejamentos e replanejamentos até que a viagem se tornou uma realidade.
Para falar a verdade eu não acreditava que ela teria essa coragem toda. Ela é muito alegre, amigueira, engraçada e vive rodeada pela família e pelos amigos. É quem agitava, até semana passada, todos os nossos encontros.
Casou muito nova e teve três filhos homens, todos já casados, e ela se separou há muitos anos. Teve alguns namorados mas no momento está sem ninguém. Hoje ela tem cinquenta e poucos anos e uma vida financeira muito boa e estável.
Resolveu que estava na hora de pensar só nela, de ser egoísta, de fazer o que queria, de experimentar o novo, de viver o sonho de morar em Portugal por um ano, estudando o que ela adora, gastronomia.
Ela venceu todas as barreiras para realizar esse sonho e conseguiu, já está lá.
Todos nós nos comprometemos de ir vê-la durante esse ano e com certeza será uma farra quando cada um chegar para visitá-la.
Se não são os sonhos, os desejos, o que nos move? E os sonhos bons são aqueles que não se limitam às barreiras do momento, são sonhados em toda a sua amplitude, como se tudo fosse possível.
De repente é.
Sonhar deve ser algo sem censura, deve deixar nossa imaginação avançar pelos desejos mais verdadeiros e nos libertar para que situações irreais sejam possíveis.
Desejo à minha querida amiga Syl, que esse período em Portugal lhe permita experiências diferentes, agradáveis, que novos amigos sejam conquistados e que ela aprenda a preparar pratos de frutos do mar e aqueles doces feitos com gemas, que são deliciosos.
Vou colocar nos meu planejamento de momentos felizes para esse ano uma passagem em Portugal para vê-la e fazer parte desse sonho.
E você, qual o seu sonho nesse momento?
Hoje uma pergunta apareceu no ar, existe limite para os sonhos?
Mas é claro que essa pergunta não surgiu do nada e vou lhe contar a história que trouxe essa pergunta para mim.
Semana passada fui à festa de despedida de uma amiga que vai passar um ano estudando gastronomia em Portugal.
Ela começou a planejar essa viagem há dois anos atrás e todos nós acompanhamos os planejamentos e replanejamentos até que a viagem se tornou uma realidade.
Para falar a verdade eu não acreditava que ela teria essa coragem toda. Ela é muito alegre, amigueira, engraçada e vive rodeada pela família e pelos amigos. É quem agitava, até semana passada, todos os nossos encontros.
Casou muito nova e teve três filhos homens, todos já casados, e ela se separou há muitos anos. Teve alguns namorados mas no momento está sem ninguém. Hoje ela tem cinquenta e poucos anos e uma vida financeira muito boa e estável.
Resolveu que estava na hora de pensar só nela, de ser egoísta, de fazer o que queria, de experimentar o novo, de viver o sonho de morar em Portugal por um ano, estudando o que ela adora, gastronomia.
Ela venceu todas as barreiras para realizar esse sonho e conseguiu, já está lá.
Todos nós nos comprometemos de ir vê-la durante esse ano e com certeza será uma farra quando cada um chegar para visitá-la.
Se não são os sonhos, os desejos, o que nos move? E os sonhos bons são aqueles que não se limitam às barreiras do momento, são sonhados em toda a sua amplitude, como se tudo fosse possível.
De repente é.
Sonhar deve ser algo sem censura, deve deixar nossa imaginação avançar pelos desejos mais verdadeiros e nos libertar para que situações irreais sejam possíveis.
Desejo à minha querida amiga Syl, que esse período em Portugal lhe permita experiências diferentes, agradáveis, que novos amigos sejam conquistados e que ela aprenda a preparar pratos de frutos do mar e aqueles doces feitos com gemas, que são deliciosos.
Vou colocar nos meu planejamento de momentos felizes para esse ano uma passagem em Portugal para vê-la e fazer parte desse sonho.
E você, qual o seu sonho nesse momento?
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Saudade
Querida Danuza,
Hoje acordei com saudade de tia Dinoráh. Ela era uma das irmãs de minha mãe, a que vinha logo depois dela. Minha mãe tinha 5 irmãs e 2 irmãos, hoje estão vivos apenas um irmão e uma irmã.
Tia Dinoráh era muito engraçada nos seus comentários e tinha um jeito todo próprio de enfrentar seus desafios. Tenho inúmeras recordações dela.
Uma certa vez seu marido passou mal, teve um ataque de coração e foi levado de urgência para o hospital. Eles eram muito apegados e ele a chamava de amôooor. No hospital o médico disse que era um caso grave e ela repetia para o médico que ele não podia morrer porque ela era o amor da vida dele! Era a forma que ela tinha de dizer ao médico que ela não podia viver sem o amor dele.
Quando se perguntava a ela se estava tudo bem ela dizia - Tudo ótimo! Fôrmidável! Fora a febre de 40graus, está tudo bem!!
Sempre brincamos com isso até hoje. Ela faleceu há uns 8 anos atrás, mas não esqueço dela.
Quando ficou viúva, foi morar com minha mãe que a essa altura também já estava viúva e ficavam as duas conversando e reconversando sobre o passado, os casos, as tias, as primas, o que cada uma tinha vivido.
Sempre que eu chegava elas estavam na sala de Tv, cada uma em uma poltrona lendo ou costurando tapeçaria ou conversando. Minha mãe sentiu muito a falta dela quando ela faleceu. Sempre tinham um assunto novo para comentar. Minha tia adorava passear no shopping, apesar de ser dificílima para comprar, mas gostava de olhar as vitrines e andar pelo shopping.
Tia Dinoráh sempre foi muito prendada. Casou jovem e teve logo uma filha, que era mais bonita que uma boneca, como meu pai sempre dizia.
Para ajudar o marido que era representante, ela fez bolos de casamento, baianas pintadas com roupas próprias para serem vendidas no Mercado Modelo, doces, artesanato, e até chegou a pintar quadros. Era uma comerciante nata.
Dávamos muitas risadas com ela contando os casos do passado e com os comentários dos lugares onde íamos.
Seu segundo filho chegou quase oito anos depois e era uma de suas maiores paixões na vida. Como a filha mais velha casou muito cedo e foi morar fora, ela e meu tio ficaram muito apegados ao filho que ela chamava de Filho Amado! Sempre o chamo assim quando o encontro, pois é uma forma de me lembrar dela.
Tenho tantas histórias sobre ela!
Considero que ela teve muita sorte em sua vida. Foi muito amada pelo marido e pelos filhos, e ela sempre me dizia - Edinha é uma filha maravilhosa, e foi mesmo, maravilhosa, até o fim.
Ela tinha muito medo de viajar de avião e sempre pedia cadeira de rodas para entrar e sair do avião, o que era um transtorno para quem viajava com ela, mas ela adorava o mimo.
Hoje acordei com saudade dela, das histórias que nunca mais vou ouvir...
Hoje acordei com saudade de tia Dinoráh. Ela era uma das irmãs de minha mãe, a que vinha logo depois dela. Minha mãe tinha 5 irmãs e 2 irmãos, hoje estão vivos apenas um irmão e uma irmã.
Tia Dinoráh era muito engraçada nos seus comentários e tinha um jeito todo próprio de enfrentar seus desafios. Tenho inúmeras recordações dela.
Uma certa vez seu marido passou mal, teve um ataque de coração e foi levado de urgência para o hospital. Eles eram muito apegados e ele a chamava de amôooor. No hospital o médico disse que era um caso grave e ela repetia para o médico que ele não podia morrer porque ela era o amor da vida dele! Era a forma que ela tinha de dizer ao médico que ela não podia viver sem o amor dele.
Quando se perguntava a ela se estava tudo bem ela dizia - Tudo ótimo! Fôrmidável! Fora a febre de 40graus, está tudo bem!!
Sempre brincamos com isso até hoje. Ela faleceu há uns 8 anos atrás, mas não esqueço dela.
Quando ficou viúva, foi morar com minha mãe que a essa altura também já estava viúva e ficavam as duas conversando e reconversando sobre o passado, os casos, as tias, as primas, o que cada uma tinha vivido.
Sempre que eu chegava elas estavam na sala de Tv, cada uma em uma poltrona lendo ou costurando tapeçaria ou conversando. Minha mãe sentiu muito a falta dela quando ela faleceu. Sempre tinham um assunto novo para comentar. Minha tia adorava passear no shopping, apesar de ser dificílima para comprar, mas gostava de olhar as vitrines e andar pelo shopping.
Tia Dinoráh sempre foi muito prendada. Casou jovem e teve logo uma filha, que era mais bonita que uma boneca, como meu pai sempre dizia.
Para ajudar o marido que era representante, ela fez bolos de casamento, baianas pintadas com roupas próprias para serem vendidas no Mercado Modelo, doces, artesanato, e até chegou a pintar quadros. Era uma comerciante nata.
Dávamos muitas risadas com ela contando os casos do passado e com os comentários dos lugares onde íamos.
Seu segundo filho chegou quase oito anos depois e era uma de suas maiores paixões na vida. Como a filha mais velha casou muito cedo e foi morar fora, ela e meu tio ficaram muito apegados ao filho que ela chamava de Filho Amado! Sempre o chamo assim quando o encontro, pois é uma forma de me lembrar dela.
Tenho tantas histórias sobre ela!
Considero que ela teve muita sorte em sua vida. Foi muito amada pelo marido e pelos filhos, e ela sempre me dizia - Edinha é uma filha maravilhosa, e foi mesmo, maravilhosa, até o fim.
Ela tinha muito medo de viajar de avião e sempre pedia cadeira de rodas para entrar e sair do avião, o que era um transtorno para quem viajava com ela, mas ela adorava o mimo.
Hoje acordei com saudade dela, das histórias que nunca mais vou ouvir...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O novo penteado
Querida Danuza,
Hoje assisti pela TV a cerimônia de posse para o segundo mandato de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos. Foi uma festa linda, bem organizada, patriótica.
Mas mesmo nesse momento tão solene e importante para os destinos do mundo para os próximos 4 anos, um dos comentários recorrentes era sobre o novo corte e penteado de cabelo de Michelle Obama, uma franja com um corte Chanel.
Como a imagem das pessoas chama nossa atenção! Garanto que hoje esse deva ser o tema de milhares de conversas de jantar em torno do mundo. Você viu o novo corte de cabelo de Michelle Obama? Gostou?Achei lindo! Detestei! Completamente inadequado para sua idade! Ridículo! Combinou com ela! Mandato novo,cabelo novo! Ficou feia! Ficou bonita! O marido disse que gostou, será mesmo?
Vamos falar e ouvir falar desse assunto durante os próximos 30 dias...
Imagino que ela deve estar felicíssima nesse momento, após toda essa festa e a perspectiva de mais quatro anos como 1a. dama dos Estados Unidos. Provavelmente quando o cabeleireiro propôs o novo corte e penteado devem ter brincado sobre todos os comentários que seriam gerados no mundo inteiro sobre essa assunto.
Eu pessoalmente acho que ela não vai conseguiur manter esse penteado por muito tempo, porque cuidar de uma franja com o tipo de cabelo dela dá muito trabalho, mas se o que ela queria era trazer o foco para si, encontrou o motivo ideal.
As garotas estavam uma graça com os casacos em tom sobre tom com os vestidos e ele, Barack, um charme! O poder e a vitória são muito charmosos, principalmete quando andam juntos.
Hoje vou assistir o canal E&A para ver o que os comentaristas fiscais de moda vão falar sobre o assunto. Acho que a 1a. dama deveria receber um belo presente por gerar asssunto para todo o programa.
Se você duvidar esse assunto vai gerar mais notícias que os planos de governo de Obama para resolver o déficit fiscal dos EUA.
Vamos acompanhar os próximos dias e ver qunato sucesso vai fazer esse novo corte e penteado.
Hoje assisti pela TV a cerimônia de posse para o segundo mandato de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos. Foi uma festa linda, bem organizada, patriótica.
Mas mesmo nesse momento tão solene e importante para os destinos do mundo para os próximos 4 anos, um dos comentários recorrentes era sobre o novo corte e penteado de cabelo de Michelle Obama, uma franja com um corte Chanel.
Como a imagem das pessoas chama nossa atenção! Garanto que hoje esse deva ser o tema de milhares de conversas de jantar em torno do mundo. Você viu o novo corte de cabelo de Michelle Obama? Gostou?Achei lindo! Detestei! Completamente inadequado para sua idade! Ridículo! Combinou com ela! Mandato novo,cabelo novo! Ficou feia! Ficou bonita! O marido disse que gostou, será mesmo?
Vamos falar e ouvir falar desse assunto durante os próximos 30 dias...
Imagino que ela deve estar felicíssima nesse momento, após toda essa festa e a perspectiva de mais quatro anos como 1a. dama dos Estados Unidos. Provavelmente quando o cabeleireiro propôs o novo corte e penteado devem ter brincado sobre todos os comentários que seriam gerados no mundo inteiro sobre essa assunto.
Eu pessoalmente acho que ela não vai conseguiur manter esse penteado por muito tempo, porque cuidar de uma franja com o tipo de cabelo dela dá muito trabalho, mas se o que ela queria era trazer o foco para si, encontrou o motivo ideal.
As garotas estavam uma graça com os casacos em tom sobre tom com os vestidos e ele, Barack, um charme! O poder e a vitória são muito charmosos, principalmete quando andam juntos.
Hoje vou assistir o canal E&A para ver o que os comentaristas fiscais de moda vão falar sobre o assunto. Acho que a 1a. dama deveria receber um belo presente por gerar asssunto para todo o programa.
Se você duvidar esse assunto vai gerar mais notícias que os planos de governo de Obama para resolver o déficit fiscal dos EUA.
Vamos acompanhar os próximos dias e ver qunato sucesso vai fazer esse novo corte e penteado.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
A vida não para
Querida Danuza,
Aconteça o que acontecer conosco, a vida não para, não espera por nossa recuperação, para seguir adiante. Isso é bom e também é ruim.
Às vezes sento no sofá da minha sala de estar e fico pensando no que está acontecendo comigo e à minha volta. Avalio o que devo fazer e faço um plano de ações a serem executadas, que nem sempre sou capaz de seguir.
Vivo em um mundo muito restrito e acho que é uma forma de proteção. Às vezes penso em expandir essas fronteiras, como condicão necessária para vivenciar experiências diferentes e às vezes acho que já conheço gente demais e que não preciso conhecer mais ningúem.
Tenho pensado em fazer algumas mudanças na minha rotina, mas ainda não tenho opções suficientes para uma boa escolha.
Sei que preciso fazer uma viagem e Barcelona será meu destino. Sei também que preciso me dedicar a uma causa nobre, colaborar mais com alguma entidade beneficente.
Esse último final de semana estive com amigos e conversamos sobre religião. A discussão foi longa e calorosa e no meu resumo cada qual deve cuidar de sua fé e acreditar no que lhe traz mais conforto. Os limites que a religião impõe não são considerados sacrifícios para os fiéis e os preceitos guiam seus atos e pensamentos, então por que devo me incomodar se determinada religião proíbe o uso de brincos nas orelhas e outra não permite a comemoração de aniversários e festas?
Cada qual deve usar o que estiver a seu alcance para se recuperar enquanto a vida segue e se for através da religião é um bom caminho, onde se vai ter apoio da comunidade.
Fui instada a ler um livro chamado "Deus, um delírio" e devo fazê-lo nas próximas semanas, manterei você a par da minha leitura.
Tenho acompanhado amigas que passaram por perdas grandes de entes amados e outras que passaram por perda de saúde. A fé no divino passou a fazer parte de suas vidas com mais intensidade.
Como a vida continua é preciso se apegar a uma força maior para procurar um novo sentido na vida...para continuar vivendo.
Aconteça o que acontecer conosco, a vida não para, não espera por nossa recuperação, para seguir adiante. Isso é bom e também é ruim.
Às vezes sento no sofá da minha sala de estar e fico pensando no que está acontecendo comigo e à minha volta. Avalio o que devo fazer e faço um plano de ações a serem executadas, que nem sempre sou capaz de seguir.
Vivo em um mundo muito restrito e acho que é uma forma de proteção. Às vezes penso em expandir essas fronteiras, como condicão necessária para vivenciar experiências diferentes e às vezes acho que já conheço gente demais e que não preciso conhecer mais ningúem.
Tenho pensado em fazer algumas mudanças na minha rotina, mas ainda não tenho opções suficientes para uma boa escolha.
Sei que preciso fazer uma viagem e Barcelona será meu destino. Sei também que preciso me dedicar a uma causa nobre, colaborar mais com alguma entidade beneficente.
Esse último final de semana estive com amigos e conversamos sobre religião. A discussão foi longa e calorosa e no meu resumo cada qual deve cuidar de sua fé e acreditar no que lhe traz mais conforto. Os limites que a religião impõe não são considerados sacrifícios para os fiéis e os preceitos guiam seus atos e pensamentos, então por que devo me incomodar se determinada religião proíbe o uso de brincos nas orelhas e outra não permite a comemoração de aniversários e festas?
Cada qual deve usar o que estiver a seu alcance para se recuperar enquanto a vida segue e se for através da religião é um bom caminho, onde se vai ter apoio da comunidade.
Fui instada a ler um livro chamado "Deus, um delírio" e devo fazê-lo nas próximas semanas, manterei você a par da minha leitura.
Tenho acompanhado amigas que passaram por perdas grandes de entes amados e outras que passaram por perda de saúde. A fé no divino passou a fazer parte de suas vidas com mais intensidade.
Como a vida continua é preciso se apegar a uma força maior para procurar um novo sentido na vida...para continuar vivendo.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
O rei morreu... Viva o Rei!
Querida Danuza,
Feliz 2013! Vamos dizer adeus a 2012 e saudar 2013! Que maravilha estarmos aqui, pulando essa linha imaginária de um ano para o outro e nos colocando em um novo futuro.
Já fiz uma lista de coisas para organizar, comprar, dar fim, mudar e fazer diferente esse ano. Nada de manter a água parada, a lei manda agitar para fazer ondas que nos levem a outras experiências.
2012 cumpriu seu papel, foi ótimo. 2013 vai ser melhor. Sabe por que? Porque tivemos a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a nossa vida.
Li pouco em 2012 e descobri que foi por causa da TV paga. Não vou deixar de assinar por causa dos meus filhos mas esse ano pretendo ler mais, até já separei vários livros que estavam acumulando poeira na estante e vou comentar aqui no blog.
A leitura nos faz viajar por lugares e emoções ainda não visitados.
Tenho pensado no blog e como seguir para trazer mais audiência. Deixei de escrever com frequência e minhas visitas caíram. Mas também não quero escrever qualquer coisa, quero escrever sobre assuntos que tragam alguma ajuda às pessoas que me leiam.
Passei o reveillon na praia e tive oportunidade de reencontrar uma amiga que não via há muito tempo. Eu a encontrei na piscina e ela estava usando um maiô de oncinha bem cavado e decotado, sapatos altos, cabelos pintados de loiro, presos em coque com uma passadeira dourada e franja, lentes de contato azuis e batom laranja. Ela estava acompanhada pelo namorado, bem simpático e ela estava muito feliz. Fiquei contente com o reencontro e com a lição que recebi.
Ela tinha atitude, estava usando de seus artifícios de beleza sem se importar se estava over ou não.
Acho que não preciso chegar a tanto mas uma das mudanças desse ano é de ser menos básica e usar mais vestido e sapato alto, maquiagem e batom e com certeza vai ajudar na auto-estima e nas próximas mudanças.
As mudanças exigem.... mudanças ora bolas!
Feliz 2013! Vamos dizer adeus a 2012 e saudar 2013! Que maravilha estarmos aqui, pulando essa linha imaginária de um ano para o outro e nos colocando em um novo futuro.
Já fiz uma lista de coisas para organizar, comprar, dar fim, mudar e fazer diferente esse ano. Nada de manter a água parada, a lei manda agitar para fazer ondas que nos levem a outras experiências.
2012 cumpriu seu papel, foi ótimo. 2013 vai ser melhor. Sabe por que? Porque tivemos a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a nossa vida.
Li pouco em 2012 e descobri que foi por causa da TV paga. Não vou deixar de assinar por causa dos meus filhos mas esse ano pretendo ler mais, até já separei vários livros que estavam acumulando poeira na estante e vou comentar aqui no blog.
A leitura nos faz viajar por lugares e emoções ainda não visitados.
Tenho pensado no blog e como seguir para trazer mais audiência. Deixei de escrever com frequência e minhas visitas caíram. Mas também não quero escrever qualquer coisa, quero escrever sobre assuntos que tragam alguma ajuda às pessoas que me leiam.
Passei o reveillon na praia e tive oportunidade de reencontrar uma amiga que não via há muito tempo. Eu a encontrei na piscina e ela estava usando um maiô de oncinha bem cavado e decotado, sapatos altos, cabelos pintados de loiro, presos em coque com uma passadeira dourada e franja, lentes de contato azuis e batom laranja. Ela estava acompanhada pelo namorado, bem simpático e ela estava muito feliz. Fiquei contente com o reencontro e com a lição que recebi.
Ela tinha atitude, estava usando de seus artifícios de beleza sem se importar se estava over ou não.
Acho que não preciso chegar a tanto mas uma das mudanças desse ano é de ser menos básica e usar mais vestido e sapato alto, maquiagem e batom e com certeza vai ajudar na auto-estima e nas próximas mudanças.
As mudanças exigem.... mudanças ora bolas!
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