Querida Danusa,
Por favor não reclame comigo por estar há tanto tempo sem escrever, vou lhe dar mil desculpas, todas sem sentido, e vamos perder nossa energia à toa.
Só gosto de escrever quando tenho um conflito interno para resolver ou uma questão para me colocar, não quero escrever por escrever e decidi que vou pagar esse preço.
Esses dias um tema tem rondado meus pensamentos e quero aproveitar para conversar com você e saber sua opinião.
Trata-se da demonstração de sentimentos, quanto e como devemos nos expor, abrindo nosso coração e contando ao amado dos nossos sentimentos.
Aí é que entra o "eu também". Você já passou pela experiência de dizer "Eu te amo" e o outro responder "Eu também"? Eu já.
Que coisa mais triste essa resposta, por que a pessoa não responde "Eu também te amo" ou "Eu te adoro" ou "Gosto muito de você"?
Isso me parece tão econômico, tão pobre... Sei o que você vai me dizer, que as pessoas têm medo de expor seus sentimentos e eu já vou discordar.
Se a pessoa não ama, também acho que não deve dizer que ama o outro, mas deve dizer o que sente e não simplesmente, eu também. Pode até ficar calado e dar um sorriso...
Hoje, com a vivencia que eu tenho, quero ter sempre a coragem de falar ao outro sobre os meus sentimentos sem qualquer receio e ter a oportunidade de ser clara e aproveitar a experiência de estar sentindo amor pelo outro, o que é um presente da vida e também quero ouvir do outro claramente a expressão de seus sentimentos.
Eu acho que quando duas pessoas declaram seus sentimentos e os reforçam sempre com palavras, provocam o crescimento e o crompromisso entre as partes, seja entre o casal e também com os filhos, os familiares, e os amigos.
Por isso minha conclusão é que não se deve ter medo de declarar os sentimentos nunca! Deve-se aproveitar essa experiência e declarar sempre e da maneira mais amorosa possível e com todas as palavras seus sentimentos e nunca aceitar de volta um "eu também"!.