Querida Danuza,
Um dia pensei que a angústia seria para sempre
Que o buraco dentro da minha alma jamais fecharia e
Que a tristeza seria minha companhia.
Fiz tantas bobagens, cometi tantos desatinos!
O tempo passou e tudo passou com ele.
Agora eu esqueci...
Esqueci porque aquela pessoa foi tão importante,
Esqueci porque me apaixonei tanto!
Nunca mais quero que seja assim...
Vejo sua foto na mensagem e reconheço
O paletó das nossas comemorações
E penso que pelo tempo
Você já deveria ter comprado outro,
E acho ridículo esse meu pensamento
O sorriso é o mesmo
Que eu já achei tão lindo,
E agora olho com desdém
Não adianta mais mandar sinais de fumaça
O telefone toca, atendo, volto para o meu presente
e imediatamente lhe esqueço.
quinta-feira, 13 de julho de 2017
sexta-feira, 7 de julho de 2017
Aprendendo a rezar
Querida Danuza,
Não sei se já lhe contei que estudei em colégio de freiras sacramentinas e depois de padres vieirenses. Recebi nesses colégios educação religiosa e todos os cursos para os sacramentos e foi nesses ambientes que aprendi a rezar.
Os crentes falam em orar, acho que para se diferenciar dos católicos, e falam de maneira tão orgulhosa que acho que orar é mais forte que rezar. Será?
Estou lhe contando isso porque tenho pensado muito em todos esses políticos e empresários poderosos presos nas cadeias em Brasília e em Curitiba. No colégio as freiras nos pediam para rezar pelos que estavam presos, pelos que estavam nos hospitais, nas pessoas que estavam sofrendo, nas pessoas que estavam em locais de guerra... Todos os dias rezávamos antes das aulas e sempre se pedia misericórdia para as pessoas que estavam sofrendo. Naquela época eu não conseguia perceber como minhas orações chegariam a essas pessoas e de que forma eu as ajudaria rezando. Imaginava as orações subindo para o céu e depois descendo nos locais que as freiras falavam, como se fosse uma mágica. As freiras da clausura passavam o dia todo rezando por essas pessoas, essa era a missão da vida delas. Nunca consegui entender o verdadeiro propósito dessas vidas e se de fato todas essas orações chegariam algum dia a seu destino.
Mas voltando a meus pensamentos, fico imaginando a angústia desses homens e mulheres presos em cadeias sem o menor conforto ou privacidade, longe de casa, longe de seus familiares, longe de sua vida, sujeitos a todo tipo de constrangimento, convivendo com pessoas que jamais contratariam para trabalhar em sua empresas e agora tendo de conviver com elas. Como conseguem suportar tal situação? Alguns já estão presos há mais de dois anos!
É como se tivessem se dissociado da realidade, como se estivessem atrás da tela do cinema. A nossa vida aqui e a deles lá. Tão distante da vida real.
Será que as orações das freiras os ajudam de alguma forma? Ainda não consigo perceber como acontece o milagre, mas deve haver algum porque em todos os cultos se continua rezando, orando, pelos que estão sofrendo.
O roubo que aconteceu no país foi e é muito grave pois matou muita gente, matou o futuro de muitos jovens e deixou o país na mais absoluta crise social, moral e financeira. Acho que nunca passou pela cabeça deles que a justiça um dia chegaria até eles, mas por um milagre, chegou!
Sei que a prisão é o castigo merecido para os ladrões mas espero também que as orações os ajudem a suportar a dor do cumprimento da pena.
Não sei se já lhe contei que estudei em colégio de freiras sacramentinas e depois de padres vieirenses. Recebi nesses colégios educação religiosa e todos os cursos para os sacramentos e foi nesses ambientes que aprendi a rezar.
Os crentes falam em orar, acho que para se diferenciar dos católicos, e falam de maneira tão orgulhosa que acho que orar é mais forte que rezar. Será?
Estou lhe contando isso porque tenho pensado muito em todos esses políticos e empresários poderosos presos nas cadeias em Brasília e em Curitiba. No colégio as freiras nos pediam para rezar pelos que estavam presos, pelos que estavam nos hospitais, nas pessoas que estavam sofrendo, nas pessoas que estavam em locais de guerra... Todos os dias rezávamos antes das aulas e sempre se pedia misericórdia para as pessoas que estavam sofrendo. Naquela época eu não conseguia perceber como minhas orações chegariam a essas pessoas e de que forma eu as ajudaria rezando. Imaginava as orações subindo para o céu e depois descendo nos locais que as freiras falavam, como se fosse uma mágica. As freiras da clausura passavam o dia todo rezando por essas pessoas, essa era a missão da vida delas. Nunca consegui entender o verdadeiro propósito dessas vidas e se de fato todas essas orações chegariam algum dia a seu destino.
Mas voltando a meus pensamentos, fico imaginando a angústia desses homens e mulheres presos em cadeias sem o menor conforto ou privacidade, longe de casa, longe de seus familiares, longe de sua vida, sujeitos a todo tipo de constrangimento, convivendo com pessoas que jamais contratariam para trabalhar em sua empresas e agora tendo de conviver com elas. Como conseguem suportar tal situação? Alguns já estão presos há mais de dois anos!
É como se tivessem se dissociado da realidade, como se estivessem atrás da tela do cinema. A nossa vida aqui e a deles lá. Tão distante da vida real.
Será que as orações das freiras os ajudam de alguma forma? Ainda não consigo perceber como acontece o milagre, mas deve haver algum porque em todos os cultos se continua rezando, orando, pelos que estão sofrendo.
O roubo que aconteceu no país foi e é muito grave pois matou muita gente, matou o futuro de muitos jovens e deixou o país na mais absoluta crise social, moral e financeira. Acho que nunca passou pela cabeça deles que a justiça um dia chegaria até eles, mas por um milagre, chegou!
Sei que a prisão é o castigo merecido para os ladrões mas espero também que as orações os ajudem a suportar a dor do cumprimento da pena.
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