sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A vida não para

Querida Danuza,

Aconteça o que acontecer conosco, a vida não para, não espera por nossa recuperação, para seguir adiante. Isso é bom e também é ruim.
Às vezes sento no sofá da minha sala de estar e fico pensando no que está acontecendo comigo e à minha volta. Avalio o que devo fazer e faço um plano de ações a serem executadas, que nem sempre sou capaz de seguir.
Vivo em um mundo muito restrito e acho que é uma forma de proteção. Às vezes penso em expandir essas fronteiras, como condicão necessária para vivenciar experiências diferentes e às vezes acho que já conheço gente demais e que não preciso conhecer mais ningúem.
Tenho pensado em fazer algumas mudanças na minha rotina, mas ainda não tenho opções suficientes para uma boa escolha.
Sei que preciso fazer uma viagem e Barcelona será meu destino. Sei também que preciso me dedicar a uma causa nobre, colaborar mais com alguma entidade beneficente.
Esse último final de semana estive com amigos e conversamos sobre religião. A discussão foi longa e calorosa e no meu resumo cada qual deve cuidar de sua fé e acreditar no que lhe traz mais conforto. Os limites que a religião impõe não são considerados sacrifícios para os fiéis e os preceitos guiam seus atos e pensamentos, então por que devo me incomodar se determinada religião proíbe o uso de brincos nas orelhas e outra não permite a comemoração de aniversários e festas?
Cada qual deve usar o que estiver a seu alcance para se recuperar enquanto a vida segue e se for através da religião é um bom caminho, onde se vai ter apoio da comunidade.
Fui instada a ler um livro chamado "Deus, um delírio" e devo fazê-lo nas próximas semanas, manterei você a par da minha leitura.
Tenho acompanhado amigas que passaram por perdas grandes de entes amados e outras que passaram por perda de saúde. A fé no divino passou a fazer parte de suas vidas com mais intensidade.
Como a vida continua é preciso se apegar a uma força maior para procurar um novo sentido na vida...para continuar vivendo.


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