quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Amor impossível

Querida Danuza,

Já li muitas histórias sobre amores impossíveis e creio que você também, ainda mais do que eu.
Nos romances ou nos contos, amores impossíveis são aqueles que precisam da permissão de terceiros para se tornarem possíveis.
Situações diversas, tais como famílias que são inimigas, tipo Romeu e Julieta.
Situação de um dos dois ser casado e ter compromissos com o parceiro, filhos, família, questões financeiras.
Outra situação é morar em cidades distantes, com empregos que não podem ser abandonados, família que necessita de apoio.
Doenças, dificuldades financeiras, intrigas familiares, tantos motivos...
E quando o amor impossível depende do sentimento, que por ser espontâneo, desaparece?
Como tornar possível um romance onde um dos pares não se apaixona ou se desapaixona? Todos os ingredientes a favor e a receita desanda, por que?
Mistérios da vida... Como fazer para dar o click? Dizer a si mesma, apaixone-se agora!
Esse é o tipo de amor impossível dos nossos tempos, onde as pessoas se encontram e se desencontram, com sentimentos desalinhados.
Você encontra alguém que por um lado é exatamente tudo o que você sonhou e por outro lado com diferenças intransponíveis.
Uma pena!





segunda-feira, 16 de setembro de 2013

As manicures são felizes

Querida Danuza,
Hoje vou conversar sobre uma observação que fiz ao longo dos últimos anos e que agora estou transformando em uma tese. Quer ser feliz? Seja uma manicure.
As manicures estão sempre sorrindo, conversando e vão driblando os pesares de suas vidas com muita coragem e poucos preconceitos.
Não conheço nenhuma manicure mal-humorada. Sorte minha? Talvez sim, mas talvez não. Acho que é um premio para quem escolhe essa profissão.
Tenho o hábito de mudar de cabeleireiro de tempos em tempos e com isso também vou trocando de manicure. Agora tenho duas, Lelé e Lili, foi assim que as batizei quando comecei a frequentar o salão e não conseguiu decorar os nomes. Elas adoraram os apelidos e quando eu chego é uma festa! Beijos e abraços! Elas me chamam de Lalá, para combinar, e se chego triste, querem saber porque e se comovem com meus percalços e são solidárias com o meu momento. Se chego alegre, querem logo saber o que aconteceu e dão mil palpites na minha história.
Fico impressionada como elas se recuperam rapidamente dos baques da vida. Lelé perdeu o marido em virtude de uma doença ano passado, ficou triste, mas rapidamente se recuperou e em seis meses já estava de romance engatado. Os filhos enciumados com o romance, mas ela não permite intromissões. Lili também ficou viúva há quatro meses atrás, o marido foi atropelado, e ela ficou arrasada, perdeu 16kg, e chorou pela perda do companheiro maravilhoso.
Nesse final de semana estive no salão e ela me confidenciou que um antigo namorado já a estava cortejando e que ela  não podia ficar muito tempo sozinha, precisava de um companheiro e que ia aceitar em breve os agrados do pretendente.
Na sua vida não há muito tempo para lamentações, para analisar erros e acertos, o importante é ir em frente, fazer novas relações, criar os filhos e trabalhar. Bonita, pintada, lenço no cabelo, enfeites, fitas... Mesmo na sua dor ela veio trabalhar no dia seguinte e choramos juntas quando ela me contou. Mas essa dor está passando rápido porque ela olha para a frente, ansiando por ser feliz novamente...