Querida Danuza,
Somos todos tão diferentes entre nós! Diferentes pela educação, pela aparência, pela classe social, pelo dinheiro que temos, pela religião, pelos hábitos, pela cidade e bairro onde moramos, pela língua que falamos...
Mas perante a natureza não existe qualquer diferença entre nós.
O mosquito da dengue, por exemplo, não se importa com quem ele pica e transmite a doença. Tão democraticamente quanto é possível ser democrata.
Essa importância que nos damos está apenas na terreno das idéias, derrubadas por uma picada de mosquito.
Por que estou falando disso? Acho que é porque às vezes nos sentimos tão mais especiais que os outros, pura ilusão!
Penso em atitudes minhas, penso em atitudes de pessoas que conheci. Arrogâncias destruídas por uma doença ou superioridades vencidas por tragédias fora do script.
Conheci algumas pessoas muito arrogantes a quem uma depressão ou Mal de Alzeimer transformaram em pessoas débeis.
Conheci também pessoas tão superiores, acima do bem e do mal que tiveram que enfrentar mudanças em seus planos pessoais, com filhos ou netos. Hoje a homossexualidade e o lesbianismo estão cada vez mais presentes dentro de uma família, dita normal, pelas regras vigentes até os últimos anos. Mas como enfrentar de perto a escolha de uma filha que termina um casamento com o príncipe dos sonhos da mamãe para sua princesa, e decide ir morar com outra moça, perdidamente apaixonada? Como aprender a conviver com o filho querido, lindo, inteligente que podendo escolher qualquer moça, prefere viver com outro rapaz?
Pensamos que controlamos nosso destino fazendo tudo o que é certo, dentro do nosso conhecimento e crença, achando que isso nos livra do que não desejamos, mas não é suficiente.
Fazendo uma metáfora é como se tentássemos viver protegidos por um escudo invisível, que nos torna diferentes dos outros, especiais mesmo, só que de repente entra um mosquito da dengue por um acesso qualquer e nos pica, destruindo nossa bolha, nos tornando iguais a todo os outros.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Posso morar em qualquer lugar!
Querida Danuza,
Estive por aí e por ali, colhendo informações que possam ser interessantes para conversarmos.
Acabei de chegar de uma festa de 90 anos, convocada que fui por minha mãe para acompanhá-la nesse evento.
Chegamos no início da festa e após dar uma olhada geral no ambiente não vi ninguém conhecido. Minha mãe encontrou uma amiga com sua filha e outra amiga e ficamos em uma mesma mesa. Um grupo muito simpático e as conversas não faltaram.
Fiquei observando a entrada dos convidados. Familiares, amigos próximos, chegavam fazendo a maior festa ao casal que recepcionava os convidados com muita alegria. O dono da festa está muito bem nos seus 90 anos e sua mulher também, bonita, bem arrumada, muito feliz, recebendo a todos com muita alegria. As pessoas chegavam e chegavam e eu não conhecia ninguém, Quero que você entenda exatamente o que estou dizendo, não conhecia ninguém literalmente, nem de vista, e olhe que essa festa aconteceu em um bairro ao lado do meu, ou seja, teoricamente deveria conhecer pelo menos algumas pessoas.
Mas a verdade é que não conhecia nenhuma pessoa que estava na festa.
Em torno de 10 horas da noite um conjunto de músicos começou a tocar e cantar peças populares, o que animou bastante e os casais começaram a dançar, inclusive os donos da festa, e eu me peguei divagando sobre outras festas que participei e nos momentos que vivi. Aceitei uma taça de champagne que o garçom me ofereceu e agradeci por estar ali, atendendo um desejo de minha mãe.
Logo ela quis ir embora e saímos antes de cantar os parabéns. Acho que é próprio da idade dela, querer ser a primeira a chegar e a primeira a sair, paciência!
Ultimamente uma ideia tem rondado meus pensamentos, mudar de cidade, mudar de ambiente, fazer outras coisas, outro trabalho, partir para viver em outro lugar. O que sempre me assustou foi ir morar em um lugar onde não conhecesse ninguém. A festa de hoje me disse que isso acontece aqui, na cidade onde sempre morei há mais de cinquenta anos. Ir a lugares, cheios de gente, onde não se conhece ninguém. Que diferença faz se isso acontece aqui ou em Barcelona, Verona ou Salamanca?
Essa viagem que farei à Itália no próximo mês me dará algumas respostas, qual o melhor lugar para viver no próximo ano?
Estive por aí e por ali, colhendo informações que possam ser interessantes para conversarmos.
Acabei de chegar de uma festa de 90 anos, convocada que fui por minha mãe para acompanhá-la nesse evento.
Chegamos no início da festa e após dar uma olhada geral no ambiente não vi ninguém conhecido. Minha mãe encontrou uma amiga com sua filha e outra amiga e ficamos em uma mesma mesa. Um grupo muito simpático e as conversas não faltaram.
Fiquei observando a entrada dos convidados. Familiares, amigos próximos, chegavam fazendo a maior festa ao casal que recepcionava os convidados com muita alegria. O dono da festa está muito bem nos seus 90 anos e sua mulher também, bonita, bem arrumada, muito feliz, recebendo a todos com muita alegria. As pessoas chegavam e chegavam e eu não conhecia ninguém, Quero que você entenda exatamente o que estou dizendo, não conhecia ninguém literalmente, nem de vista, e olhe que essa festa aconteceu em um bairro ao lado do meu, ou seja, teoricamente deveria conhecer pelo menos algumas pessoas.
Mas a verdade é que não conhecia nenhuma pessoa que estava na festa.
Em torno de 10 horas da noite um conjunto de músicos começou a tocar e cantar peças populares, o que animou bastante e os casais começaram a dançar, inclusive os donos da festa, e eu me peguei divagando sobre outras festas que participei e nos momentos que vivi. Aceitei uma taça de champagne que o garçom me ofereceu e agradeci por estar ali, atendendo um desejo de minha mãe.
Logo ela quis ir embora e saímos antes de cantar os parabéns. Acho que é próprio da idade dela, querer ser a primeira a chegar e a primeira a sair, paciência!
Ultimamente uma ideia tem rondado meus pensamentos, mudar de cidade, mudar de ambiente, fazer outras coisas, outro trabalho, partir para viver em outro lugar. O que sempre me assustou foi ir morar em um lugar onde não conhecesse ninguém. A festa de hoje me disse que isso acontece aqui, na cidade onde sempre morei há mais de cinquenta anos. Ir a lugares, cheios de gente, onde não se conhece ninguém. Que diferença faz se isso acontece aqui ou em Barcelona, Verona ou Salamanca?
Essa viagem que farei à Itália no próximo mês me dará algumas respostas, qual o melhor lugar para viver no próximo ano?
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