Querida Danuza,
O tema de hoje é o amor, esse sentimento misterioso que chega e vai embora sem nosso comando.
Você já deixou de amar alguém mesmo sem querer que isso acontecesse? Desejou continuar a amar e não conseguiu, mesmo sabendo das mil e uma qualidades do parceiro? Tenho certeza que sim.
E por outro lado já amou alguém mesmo sabendo que não devia, que não valia a pena? E continuou amando apesar da falta das qualidades desejadas? Aposto que sim, aposto que você já amou mesmo querendo que isso não acontecesse.Tenho certeza que sim.
Sabe por que? Porque o amor é um sentimento espontâneo. Simplesmente acontece, como uma mágica.
Quando ele chega, colore a vida, transforma a rotina, modifica as pessoas, e quando vai embora deixa um vazio, uma tristeza, até que você se recupere e o próximo amor chegue.
Nas seções de terapia conversamos várias vezes sobre esse tema, sobre a espontaneidade do amor e suas consequências para os parceiros envolvidos.
Minha terapeuta me dizia que era importante aguardar o movimento do outro, controlar a ansiedade e observar o quanto o outro estava envolvido e comprometido, Vale o conselho, é muito bom.
Mas esse sentimento espontâneo exige esforço para ser mantido e eu acho que aí é que entra a mágica maior ainda, a de conquistar diariamente o parceiro, enquanto vamos nos modificando ao longo do tempo.
Vamos sofrendo a interferência dos acontecimentos de nossa vida, vamos amadurecendo e buscando realizar novos planos.
E na minha opinião o cuidado é o grande segredo. Cuidar um do outro, proteger, apoiar e se manter próximos em ideias e sonhos.
Devem existir muitas outras fórmulas para manter o amor vivo como nos primeiros tempos e cada casal que tem esse propósito tem seu jeito próprio.
Não me parece uma coisa muito simples pois vemos muitos casais se separando mas o amor é um sentimento tão gostoso de sentir que sempre vale a pena passar pela experiência, mesmo que não seja para sempre.
Esse post é dedicado a todos os casais que conseguiram manter o amor entre eles acima de todas as dificuldades e provocações.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Falta de saudade
Querida Danuza,
Semana passada escrevi sobre a saudade e hoje quero escrever sobre o contrário - a falta de saudade.
É uma coisa da qual nunca falamos (deixar de sentir saudade), porque a falta de saudade acontece quando esquecemos de alguém que um dia foi muito importante, muito querido, ocupou espaço em nosso coração e em nossas conversas.
Isso acontece com amigos e amigas. Lembre agora de uma amiga com quem conviveu muito uma época de sua vida, com quem dividiu segredos e descobertas, foi sua companheira de festas, de estudos, que tinha um namorado que era amigo do seu e com quem saía e se divertia. Hoje essa pessoa está tão distante que você nem sabe o que aconteceu com ela e não sente falta, não sente saudade, no máximo lembra dos casos engraçados ou dos micos que passaram juntas.
Isso acontece com amores que tivemos. Lembra da saudade que sentia ao menor afastamento? Cada amor era para sempre e não se podia nem imaginar que um dia o sentimento acabaria. E a saudade que sentia quando do término? Quantas lágrimas! Pense nas vezes que disse - Jamais vou esquecer! Nunca vou superar! Pense nele hoje, e faça um esforço para se lembrar do que você sentiu saudade quando terminaram, posso esperar...
Isso acontece também com parentes. Lembre daquela prima de quem você era amiga desde pequenininha, brincou de boneca e eram grudadas até a 4a. série. O que aconteceu, que caminho tomou? Hoje é pouco mais que uma estranha, sem nenhum assunto em comum.
A saudade é para poucas pessoas que realmente marcaram nossa vida de alguma forma muito especial e deixaram um significado e um sentimento gostoso de sentir, de relembrar, de contar.
Já a falta de saudade nos avisa que aquela pessoa não deixou sua melhor parte em nós.
Semana passada escrevi sobre a saudade e hoje quero escrever sobre o contrário - a falta de saudade.
É uma coisa da qual nunca falamos (deixar de sentir saudade), porque a falta de saudade acontece quando esquecemos de alguém que um dia foi muito importante, muito querido, ocupou espaço em nosso coração e em nossas conversas.
Isso acontece com amigos e amigas. Lembre agora de uma amiga com quem conviveu muito uma época de sua vida, com quem dividiu segredos e descobertas, foi sua companheira de festas, de estudos, que tinha um namorado que era amigo do seu e com quem saía e se divertia. Hoje essa pessoa está tão distante que você nem sabe o que aconteceu com ela e não sente falta, não sente saudade, no máximo lembra dos casos engraçados ou dos micos que passaram juntas.
Isso acontece com amores que tivemos. Lembra da saudade que sentia ao menor afastamento? Cada amor era para sempre e não se podia nem imaginar que um dia o sentimento acabaria. E a saudade que sentia quando do término? Quantas lágrimas! Pense nas vezes que disse - Jamais vou esquecer! Nunca vou superar! Pense nele hoje, e faça um esforço para se lembrar do que você sentiu saudade quando terminaram, posso esperar...
Isso acontece também com parentes. Lembre daquela prima de quem você era amiga desde pequenininha, brincou de boneca e eram grudadas até a 4a. série. O que aconteceu, que caminho tomou? Hoje é pouco mais que uma estranha, sem nenhum assunto em comum.
A saudade é para poucas pessoas que realmente marcaram nossa vida de alguma forma muito especial e deixaram um significado e um sentimento gostoso de sentir, de relembrar, de contar.
Já a falta de saudade nos avisa que aquela pessoa não deixou sua melhor parte em nós.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Viciada em noticiário e na vida selvagem
Querida Danuza,
Hoje percebi que estou viciada em assistir aos noticiários e programas sobre a vida selvagem. Assisto um noticiário pela manhã ainda na cama, meio dormindo meio acordada, depois passo para outro enquanto me arrumo para ir ao trabalho, no almoço assisto um pedaço do jornal do meio-dia e à noite assisto vários telejornais. Agora mesmo os jornalistas estão comentando sobre os alagamentos com as fortes chuva em São Paulo e os incêndios em ônibus em Santa Catarina que continuam mesmo com as transferências dos presos para uma prisão no Nordeste. No que se refere à vida selvagem já estou expert nos dragões de Comodo, todos os tipos de cobra, serpentes, crocodilos, todas as espécies de bichos peçonhentos, os macacos babuínos, os gorilas, rinocerontes, a problemática dos elefantes na Africa, o acasalamento dos pinguins e lindo, as leoas criando seus filhotes.
Sabe de quem é a culpa? Da SKY.
Verdade, a culpa é da SKY, antes dela eu não assistia tanto à TV.
Fora os noticiários e os programas da National Geographics tem um programa que me impressiona toda vez que assisto, que é o dos acumuladores compulsivos. Nunca tinha imaginado que as pessoas pudessem viver no lixeiro em que transformam suas casas, na compulsão das compras e na dificuldade que criam para suas famílias.
Agora estão anunciando o fim do hotmail pela Microsoft, agora é o outlook.com, 90 milhoes de dólares na campanha de marketing. O jornalista está recomendando que todo mundo já cadastre seu nome no novo serviço. Já cadastrou o seu?
Tentei cancelar a SKY mês passado e fiquei alguns dias sem acesso ao serviço. Sabe o que aconteceu? Fiquei limitada aos canais gratuitos que são muito ruins e fiquei tão irritada com a falta de acesso às notícias que assinei de volta e agora já assumi que estou viciada nessa enorme quantidade de informações e nessa abundância de programas e filmes!!!!
Paciência... faz parte desse momento de minha vida. Deseja alguma informação sobre as abelhas africanas?
Hoje percebi que estou viciada em assistir aos noticiários e programas sobre a vida selvagem. Assisto um noticiário pela manhã ainda na cama, meio dormindo meio acordada, depois passo para outro enquanto me arrumo para ir ao trabalho, no almoço assisto um pedaço do jornal do meio-dia e à noite assisto vários telejornais. Agora mesmo os jornalistas estão comentando sobre os alagamentos com as fortes chuva em São Paulo e os incêndios em ônibus em Santa Catarina que continuam mesmo com as transferências dos presos para uma prisão no Nordeste. No que se refere à vida selvagem já estou expert nos dragões de Comodo, todos os tipos de cobra, serpentes, crocodilos, todas as espécies de bichos peçonhentos, os macacos babuínos, os gorilas, rinocerontes, a problemática dos elefantes na Africa, o acasalamento dos pinguins e lindo, as leoas criando seus filhotes.
Sabe de quem é a culpa? Da SKY.
Verdade, a culpa é da SKY, antes dela eu não assistia tanto à TV.
Fora os noticiários e os programas da National Geographics tem um programa que me impressiona toda vez que assisto, que é o dos acumuladores compulsivos. Nunca tinha imaginado que as pessoas pudessem viver no lixeiro em que transformam suas casas, na compulsão das compras e na dificuldade que criam para suas famílias.
Agora estão anunciando o fim do hotmail pela Microsoft, agora é o outlook.com, 90 milhoes de dólares na campanha de marketing. O jornalista está recomendando que todo mundo já cadastre seu nome no novo serviço. Já cadastrou o seu?
Tentei cancelar a SKY mês passado e fiquei alguns dias sem acesso ao serviço. Sabe o que aconteceu? Fiquei limitada aos canais gratuitos que são muito ruins e fiquei tão irritada com a falta de acesso às notícias que assinei de volta e agora já assumi que estou viciada nessa enorme quantidade de informações e nessa abundância de programas e filmes!!!!
Paciência... faz parte desse momento de minha vida. Deseja alguma informação sobre as abelhas africanas?
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
As perguntas mudam com o tempo
Querida Danuza,
Acabou o carnaval! Durante esse período recebemos a notícia da renúncia do Papa Bento XVI, o que deixou toda a comunidade católica surpresa.
Hoje fui para a academia e encontrei com Mariana, a filha de uma vizinha, que vai casar em setembro. Ficamos conversando sobre os preparativos do casamento e perguntei a ela sobre o noivo, o que estudou, em que trabalha, quais os planos para o futuro, se gostava da família dele e vice-versa, o apartamento, a viagem, a festa, enfim, um relatório completo.
E percebi que são essas as perguntas que são feitas aos jovens, quando se apaixonam por alguém. De que família é a moça, quantos anos tem, é bonita? É formada em que? Trabalha? Tem irmãos? E por aí vai. E o rapaz está bem empregado? Pensa em casamento?
São perguntas ligadas ao futuro, às perspectivas, tentando adivinhar se o escolhido tem boas chances de sucesso na vida.
Agora vamos pensar nas perguntas que se faz quando uma pessoa de mais de 50 anos se apaixona por outra. Vou listar algumas.
Quantas vezes ele foi casado? Tem quantos filhos de cada mulher? É careca? Barrigudo? É depressivo? Bebe? Tem pressão alta? Diabetes? E tem netos? Mora sozinho ou tem filhos ainda com ele? Vai morar na sua casa ou na dele? Está aposentado ou ainda trabalha?
E as perguntas sobre ela não são muito diferentes. Ou seja, as perguntas são sobre o legado, o resultado de todas aquelas esperanças de anos atrás.
Olhe que diferença nas perguntas! Antes se tenta adivinhar o que vai acontecer e depois se pergunta o que aconteceu e o que ainda se pode aproveitar.
A avaliação passa a ser mais subjetiva e no primeiro momento lá atrás se pensa em "nós dois" e agora se pensa em "todos nós" que fazem parte da vida de cada um dos cinquentões apaixonados.
Feliz de quem percebe essa nova realidade e está disposto a arriscar mais uma vez.
Quem sabe agora que as pessoas estão mais maduras, menos ansiosas e com menos expectativas da tudo certo?
Acabou o carnaval! Durante esse período recebemos a notícia da renúncia do Papa Bento XVI, o que deixou toda a comunidade católica surpresa.
Hoje fui para a academia e encontrei com Mariana, a filha de uma vizinha, que vai casar em setembro. Ficamos conversando sobre os preparativos do casamento e perguntei a ela sobre o noivo, o que estudou, em que trabalha, quais os planos para o futuro, se gostava da família dele e vice-versa, o apartamento, a viagem, a festa, enfim, um relatório completo.
E percebi que são essas as perguntas que são feitas aos jovens, quando se apaixonam por alguém. De que família é a moça, quantos anos tem, é bonita? É formada em que? Trabalha? Tem irmãos? E por aí vai. E o rapaz está bem empregado? Pensa em casamento?
São perguntas ligadas ao futuro, às perspectivas, tentando adivinhar se o escolhido tem boas chances de sucesso na vida.
Agora vamos pensar nas perguntas que se faz quando uma pessoa de mais de 50 anos se apaixona por outra. Vou listar algumas.
Quantas vezes ele foi casado? Tem quantos filhos de cada mulher? É careca? Barrigudo? É depressivo? Bebe? Tem pressão alta? Diabetes? E tem netos? Mora sozinho ou tem filhos ainda com ele? Vai morar na sua casa ou na dele? Está aposentado ou ainda trabalha?
E as perguntas sobre ela não são muito diferentes. Ou seja, as perguntas são sobre o legado, o resultado de todas aquelas esperanças de anos atrás.
Olhe que diferença nas perguntas! Antes se tenta adivinhar o que vai acontecer e depois se pergunta o que aconteceu e o que ainda se pode aproveitar.
A avaliação passa a ser mais subjetiva e no primeiro momento lá atrás se pensa em "nós dois" e agora se pensa em "todos nós" que fazem parte da vida de cada um dos cinquentões apaixonados.
Feliz de quem percebe essa nova realidade e está disposto a arriscar mais uma vez.
Quem sabe agora que as pessoas estão mais maduras, menos ansiosas e com menos expectativas da tudo certo?
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Existe limite para os sonhos?
Querida Danuza,
Hoje uma pergunta apareceu no ar, existe limite para os sonhos?
Mas é claro que essa pergunta não surgiu do nada e vou lhe contar a história que trouxe essa pergunta para mim.
Semana passada fui à festa de despedida de uma amiga que vai passar um ano estudando gastronomia em Portugal.
Ela começou a planejar essa viagem há dois anos atrás e todos nós acompanhamos os planejamentos e replanejamentos até que a viagem se tornou uma realidade.
Para falar a verdade eu não acreditava que ela teria essa coragem toda. Ela é muito alegre, amigueira, engraçada e vive rodeada pela família e pelos amigos. É quem agitava, até semana passada, todos os nossos encontros.
Casou muito nova e teve três filhos homens, todos já casados, e ela se separou há muitos anos. Teve alguns namorados mas no momento está sem ninguém. Hoje ela tem cinquenta e poucos anos e uma vida financeira muito boa e estável.
Resolveu que estava na hora de pensar só nela, de ser egoísta, de fazer o que queria, de experimentar o novo, de viver o sonho de morar em Portugal por um ano, estudando o que ela adora, gastronomia.
Ela venceu todas as barreiras para realizar esse sonho e conseguiu, já está lá.
Todos nós nos comprometemos de ir vê-la durante esse ano e com certeza será uma farra quando cada um chegar para visitá-la.
Se não são os sonhos, os desejos, o que nos move? E os sonhos bons são aqueles que não se limitam às barreiras do momento, são sonhados em toda a sua amplitude, como se tudo fosse possível.
De repente é.
Sonhar deve ser algo sem censura, deve deixar nossa imaginação avançar pelos desejos mais verdadeiros e nos libertar para que situações irreais sejam possíveis.
Desejo à minha querida amiga Syl, que esse período em Portugal lhe permita experiências diferentes, agradáveis, que novos amigos sejam conquistados e que ela aprenda a preparar pratos de frutos do mar e aqueles doces feitos com gemas, que são deliciosos.
Vou colocar nos meu planejamento de momentos felizes para esse ano uma passagem em Portugal para vê-la e fazer parte desse sonho.
E você, qual o seu sonho nesse momento?
Hoje uma pergunta apareceu no ar, existe limite para os sonhos?
Mas é claro que essa pergunta não surgiu do nada e vou lhe contar a história que trouxe essa pergunta para mim.
Semana passada fui à festa de despedida de uma amiga que vai passar um ano estudando gastronomia em Portugal.
Ela começou a planejar essa viagem há dois anos atrás e todos nós acompanhamos os planejamentos e replanejamentos até que a viagem se tornou uma realidade.
Para falar a verdade eu não acreditava que ela teria essa coragem toda. Ela é muito alegre, amigueira, engraçada e vive rodeada pela família e pelos amigos. É quem agitava, até semana passada, todos os nossos encontros.
Casou muito nova e teve três filhos homens, todos já casados, e ela se separou há muitos anos. Teve alguns namorados mas no momento está sem ninguém. Hoje ela tem cinquenta e poucos anos e uma vida financeira muito boa e estável.
Resolveu que estava na hora de pensar só nela, de ser egoísta, de fazer o que queria, de experimentar o novo, de viver o sonho de morar em Portugal por um ano, estudando o que ela adora, gastronomia.
Ela venceu todas as barreiras para realizar esse sonho e conseguiu, já está lá.
Todos nós nos comprometemos de ir vê-la durante esse ano e com certeza será uma farra quando cada um chegar para visitá-la.
Se não são os sonhos, os desejos, o que nos move? E os sonhos bons são aqueles que não se limitam às barreiras do momento, são sonhados em toda a sua amplitude, como se tudo fosse possível.
De repente é.
Sonhar deve ser algo sem censura, deve deixar nossa imaginação avançar pelos desejos mais verdadeiros e nos libertar para que situações irreais sejam possíveis.
Desejo à minha querida amiga Syl, que esse período em Portugal lhe permita experiências diferentes, agradáveis, que novos amigos sejam conquistados e que ela aprenda a preparar pratos de frutos do mar e aqueles doces feitos com gemas, que são deliciosos.
Vou colocar nos meu planejamento de momentos felizes para esse ano uma passagem em Portugal para vê-la e fazer parte desse sonho.
E você, qual o seu sonho nesse momento?
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