Querida Danuza,
Fim de uma etapa. Início de uma nova etapa. Difícil, confusa, conflitante, dolorosa...com pensamentos e sentimentos racionais e emocionais diametralmente opostos. Vontade de fazer nada, nem de pensar.
Uma amiga me disse que em um mês passa, e espero que ela tenha razão.
Quando casei, tinha por objetivo ter um bom casamento, feliz duradouro, com bondade e generosidade, que durasse para sempre. Consegui ter um casamento que não foi muito feliz e não consegui uma união com amizade nem com respeito, que acabou em 20 anos.
Quando tive filhos tive por objetivo cuidar deles, educá-los, formá-los, torná-los homens equilibrados e aptos a ser felizes e independentes. Consegui criá-los e faze-los fortes para buscar seus sonhos e objetivos. Agora estão longe de casa, construindo seus objetivos.
Quando namorei busquei uma relação de parceria, amizade, companheirismo, amor, sexo, que fosse leve e alegre. Consegui realizar, mas a falta de confiança e objetivos de futuro conflitantes não permitiram que a relação continuasse e acabou.
Quando montei o organizei minha casa tinha como objetivo torná-la um ambiente confortável, de paz e de união com boa mesa e amigos em volta.
Esses eram meus macro objetivos emocionais. Alguns concluídos com sucesso, e outros nem tanto.
E agora estou aqui, nesse momento de vazio de objetivos emocionais. Acredito que seja assim com todas as pessoas, talvez não na forma que estou expressando, mas em sentimentos acho que sim.
A pergunta é: E agora? Como conseguir ter novos objetivos fortes, que me sustentem emocionalmente?
Fico pensando nas pessoas que conheço e como fazem para se estruturar emocionalmente após grandes mudanças em suas vidas. Penso e avaliou em como aproveitar suas experiências para mim.
Penso que todo dia a partir de hoje vou acordar e dizer para mim mesma: Hoje é um novo dia, levante e aproveite esse presente. Busque um dia feliz de trabalho e ligue para uma amiga para saber dela. Alguém vai lhe dar uma boa idéia para conseguir traçar seus novos objetivos.
Pensar um pouco na dor dos outros talvez seja uma saída para esse momento. Quem sabe ajudar uma creche, uma associação que trabalhe pela dor dos outros, tão maiores que as minha angústias?
Ainda não sei o que fazer, mas todo dia vou acordar com esse propósito de buscar novos objetivos para a minha vida.
Agora esse objetivos terão que ser meus somente, e isso para mim é novidade, porque sempre tracei objetivos onde os outros eram mais importantes que eu.
Se vc puder me dizer alguma coisa que ajude, agradeço. Me conte como vc passou por isso e sobreviveu e se reinventou, vai me ajudar.
Eu sei que essa depressão temporária vai passar, porque tudo passa...