Querida Danuza,
Quanto tempo sem lhe escrever! Saudades... Andei muito ocupada nos últimos dias e também com alguns problemas que precisavam ser enfrentados e resolvidos até amanhã, enfim, aqui estou.
Aconteceram muitas coisas comigo nesses últimos meses desde que escrevi o primeiro post falando sobre qual o melhor caminho para o futuro e, especialmente nesse último mês, ações que foram iniciadas lá atrás começaram a dar frutos. Hoje percebo que o futuro que eu imaginei há quase oito meses chegou.
É verdade, acredite, acompanhe meu pensamento.
O que é o futuro? É a nossa expectativa de realizar desejos ao longo do tempo. Quando eles se realizam é porque o futuro chegou. Deve-se então sonhar com um novo futuro e planejar ações que nos levem de novo a ele. Pode ser?
Meu futuro chegou, aquele futuro que eu projetei lá em janeiro.
O que é que eu queria alcançar? Retomar minha vida, ficar em paz comigo mesma, refazer minhas amizades, construir novas, cuidar de mim e de minha família, manter a saúde, desatar alguns nós que teimavam em ficar atados e que precisavam de força e coragem para serem resolvidos... buscar um novo amor... o que mais? Fazer a mudança do escritório para um local mais perto de casa, aprender a dançar... tudo se realizou, e eu preciso avaliar isso para validar meus planos, minha ações, meus acertos e meus erros.
Tive sorte? Tive. Tive amigos que me ajudaram? Tive. Mantive minha linha planejada? Mantive.
Hoje tem uma lua cheia linda enfeitando a noite da minha cidade, marquei para encontrar um amigo e comemorar. O que? O futuro que acabou de acontecer!
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
Beijoca
Querida Danuza,
Beijoca é uma menina linda, minha princesa Ibérica. Filha única de minha irmã que avisava aos sete ventos que queria ter muitos filhos, mas parou nessa filha única depois que descobriu que ter e cuidar de filhos na prática era muito mais difícil que na retórica.
O nome Beijoca vem de uma boneca que tive e com quem ela se parecia quando pequena.
Aconteceu uma coisa muito engraçada que vou lhe contar agora. Beijoca nasceu muito branquinha, grande, um bebê lindo, sem cabelo, completamente carequinha.
O tempo foi passando e nada do cabelo crescer. Na festa de aniversário de um ano ela continuava sem um fio de cabelo e todos começamos a ficar um pouco preocupados com isso. As fotos dela desse período mostram uma garotinha com lacinhos de fita colados numa rala penugem de fios finos e loiros.
Passou-se mais um ano e nada dos cabelos crescerem - minha mãe até chegou a me perguntar, preocupada, se os cabelos não iriam crescer.
Aí o cabelo começou a crescer bem loiro com cachos nas pontas e chegou até a cintura. Hoje ela já tem 7 anos, está bem alta para a idade e continua com o cabelo na cintura. Minha irmã nunca cortou o cabelo dela, acho que por trauma dessa história só apara as pontas!
Dedicado a Beijoca - "eu te amo de paixão!"
Beijoca é uma menina linda, minha princesa Ibérica. Filha única de minha irmã que avisava aos sete ventos que queria ter muitos filhos, mas parou nessa filha única depois que descobriu que ter e cuidar de filhos na prática era muito mais difícil que na retórica.
O nome Beijoca vem de uma boneca que tive e com quem ela se parecia quando pequena.
Aconteceu uma coisa muito engraçada que vou lhe contar agora. Beijoca nasceu muito branquinha, grande, um bebê lindo, sem cabelo, completamente carequinha.
O tempo foi passando e nada do cabelo crescer. Na festa de aniversário de um ano ela continuava sem um fio de cabelo e todos começamos a ficar um pouco preocupados com isso. As fotos dela desse período mostram uma garotinha com lacinhos de fita colados numa rala penugem de fios finos e loiros.
Passou-se mais um ano e nada dos cabelos crescerem - minha mãe até chegou a me perguntar, preocupada, se os cabelos não iriam crescer.
Aí o cabelo começou a crescer bem loiro com cachos nas pontas e chegou até a cintura. Hoje ela já tem 7 anos, está bem alta para a idade e continua com o cabelo na cintura. Minha irmã nunca cortou o cabelo dela, acho que por trauma dessa história só apara as pontas!
Dedicado a Beijoca - "eu te amo de paixão!"
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Aniversário do blog - 2 meses
Querida Danuza,
Estou parecendo aquelas mães de primeira viagem que comemoram com festa cada mês de aniversário de seu bebê.
Um mês se passou desde que decidi continuar a escrever o blog e contar minhas histórias. Foi um mês conturbado com algumas decisões importantes e manutenção de algumas posições adotadas além de um grande aborrecimento no escritório.
Mas acho que hoje é dia de comemorar, o blog alcançou 840 acessos! O que posso concluir é que devo continuar escrevendo e de alguma forma participar da vida dos meus leitores contando minhas experiências.
Hoje me ligou uma pessoa que fez parte da minha vida até recentemente, uma senhora linda, na faixa de 80 anos, com mãos de fada. Nunca conheci uma pessoa como ela, com tantos predicados, uma verdadeira artista - cozinha maravilhosamente bem, costura, faz tricots lindos, lenços de seda, bolsas de tecido, cintos e tantas coisas mais... Ela me ligou para me dizer que estava com saudades e que sentia muito minha falta. Sempre fico emocionada com essas demonstrações de afeto e eu acredito na máxima que diz que "quem me procura é porque sente a minha falta".
As pessoas saem de nossa vida de um jeito, mas permanecem de outro e continuam a viver conosco. Durante a nossa convivência essa senhora me presenteou com casaquinhos de lã lindos, lenços de seda pintados, cachecóis de lã, todas as peças feitas por ela especialmente para mim, como posso esquece-la? Nunca! Sempre vou me lembrar dela ao usar essas peças e também de todo o carinho que acompanhou esses presentes. Também acho que não tem porque não lembrarmos das pessoas que fizeram parte de nossa história. Lembrei agora de uma música de Roberto Carlos que diz - durante muito tempo em sua vida eu vou viver - e é isso mesmo, as pessoas continuam vivendo em nossas vidas mesmo quando já não fazem mais parte dela.
Esse post é dedicado a d. Ignez.
Estou parecendo aquelas mães de primeira viagem que comemoram com festa cada mês de aniversário de seu bebê.
Um mês se passou desde que decidi continuar a escrever o blog e contar minhas histórias. Foi um mês conturbado com algumas decisões importantes e manutenção de algumas posições adotadas além de um grande aborrecimento no escritório.
Mas acho que hoje é dia de comemorar, o blog alcançou 840 acessos! O que posso concluir é que devo continuar escrevendo e de alguma forma participar da vida dos meus leitores contando minhas experiências.
Hoje me ligou uma pessoa que fez parte da minha vida até recentemente, uma senhora linda, na faixa de 80 anos, com mãos de fada. Nunca conheci uma pessoa como ela, com tantos predicados, uma verdadeira artista - cozinha maravilhosamente bem, costura, faz tricots lindos, lenços de seda, bolsas de tecido, cintos e tantas coisas mais... Ela me ligou para me dizer que estava com saudades e que sentia muito minha falta. Sempre fico emocionada com essas demonstrações de afeto e eu acredito na máxima que diz que "quem me procura é porque sente a minha falta".
As pessoas saem de nossa vida de um jeito, mas permanecem de outro e continuam a viver conosco. Durante a nossa convivência essa senhora me presenteou com casaquinhos de lã lindos, lenços de seda pintados, cachecóis de lã, todas as peças feitas por ela especialmente para mim, como posso esquece-la? Nunca! Sempre vou me lembrar dela ao usar essas peças e também de todo o carinho que acompanhou esses presentes. Também acho que não tem porque não lembrarmos das pessoas que fizeram parte de nossa história. Lembrei agora de uma música de Roberto Carlos que diz - durante muito tempo em sua vida eu vou viver - e é isso mesmo, as pessoas continuam vivendo em nossas vidas mesmo quando já não fazem mais parte dela.
Esse post é dedicado a d. Ignez.
Você é o meu número!
Querida Danuza,
Veja que declaração de amor mais linda - Você é o meu número! Não é fantástica? Original? Adorei, nunca tinha ouvido antes.
Vale para qualquer casal, novo ou velho. Fiquei pensando na maneira simples de dizer que uma pessoa atende os desejos da outra. E simplicidade no amor é o melhor que pode acontecer.
Outro dia fiz uma lista de pré-requisitos do homem ideal que desejo que chegue para mim. A lista continha desde dados físicos, tais como altura, cor dos olhos, peso, tipo de cabelos, pele, até dados bancários, tais como disponibilidade para viagens, presentes, moradia. Da lista ideal passei para outra mais viável cortando os supérfluos e depois para outra possível que considero a ideal e depois para outra mínima. Cheguei em pontos como caráter, disponibilidade, saúde, independência financeira e humor. Simples assim.
E a definição de - Você é o meu número diz - confortável, calça bem e adequado ao gosto.
Por que pensar só nas pessoas super, quando a maioria de nós é normal? Esse marketing de procurar sempre o mais e não olhar para o suficiente?
Setembro está chegando e junto com ele a primavera. O amor está no ar, basta sentir o vento. E o amor pode aparecer a qualquer hora, em qualquer lugar, desde que se esteja disponível.
Você já sabe qual é o seu número? Olhe em volta, talvez ele já esteja por aí.
Dedicado a Edinha, que hoje me perguntou pelas cartas.
Veja que declaração de amor mais linda - Você é o meu número! Não é fantástica? Original? Adorei, nunca tinha ouvido antes.
Vale para qualquer casal, novo ou velho. Fiquei pensando na maneira simples de dizer que uma pessoa atende os desejos da outra. E simplicidade no amor é o melhor que pode acontecer.
Outro dia fiz uma lista de pré-requisitos do homem ideal que desejo que chegue para mim. A lista continha desde dados físicos, tais como altura, cor dos olhos, peso, tipo de cabelos, pele, até dados bancários, tais como disponibilidade para viagens, presentes, moradia. Da lista ideal passei para outra mais viável cortando os supérfluos e depois para outra possível que considero a ideal e depois para outra mínima. Cheguei em pontos como caráter, disponibilidade, saúde, independência financeira e humor. Simples assim.
E a definição de - Você é o meu número diz - confortável, calça bem e adequado ao gosto.
Por que pensar só nas pessoas super, quando a maioria de nós é normal? Esse marketing de procurar sempre o mais e não olhar para o suficiente?
Setembro está chegando e junto com ele a primavera. O amor está no ar, basta sentir o vento. E o amor pode aparecer a qualquer hora, em qualquer lugar, desde que se esteja disponível.
Você já sabe qual é o seu número? Olhe em volta, talvez ele já esteja por aí.
Dedicado a Edinha, que hoje me perguntou pelas cartas.
sábado, 11 de agosto de 2012
Muito obrigada X Me desculpe
Querida Danuza,
Hoje é sábado, véspera do dia dos pais, e estou um pouco saudosista neste final de tarde.
O almoço aconteceu e todos já se foram. Conforme eu tinha previsto foi um daqueles momentos felizes para guardar na memória e sorrir quando lembrar.
Lembrei de outros almoços do dia dos pais que tivemos e das faltas, falta de meu pai principalmente. Pessoas que não estão mais participando desses almoços, seja porque se afastaram, seja porque já se foram para sempre.
E nesse encadeamento de lembranças que não sei como acontece no cérebro, cheguei a meu tio e padrinho, irmão de meu pai e nas lições que ele deixou na minha vida, uma em especial que vou lhe contar agora.
Ele foi um homem daqueles que não existem mais hoje.
Ele faleceu há exatos 17 anos, subitamente, de uma falta respiratória proveniente de cigarro e uma deficiência pulmonar. Nessa época seus dois filhos já estavam casados, com filhos e ele e minha tia tinham adotado uma garota, filha de uma empregada, que ainda era pequena.
O enterro foi muito emotivo, minha tia chorando muito, mas o que chamou minha atenção é que ela repetia o tempo todo - Muito obrigada, obrigada por tudo o que você fez por mim, obrigada pela vida que você me deu, obrigada pela família que você me deu, obrigada por ter sido tão bom para mim, obrigada por ter cuidado de mim, obrigada, obrigada... E ela chorava, se lamentava pela perda e agradecia a ele, agradecia e agradecia.
Eu fiquei muito tocada por toda aquela gratidão, tão aclamada publicamente, tão verdadeira, porque realmente ele tinha sido muito bom para ela. E ele era bom para todos nós.
Saí daquele enterro com uma sensação que não conseguia definir, mas aquilo não saia de minha cabeça, a ligação daquela gratidão pela bondade dele com a minha vida.
Não demorei muito para descobrir o link.
Naquela época eu estava vivendo uma fase muito tumultuada da minha vida e vivia ouvindo - Me desculpe.
Já deu para você entender? Ela dizia - Muito obrigada - e eu ouvia - Me desculpe.
A diferença entre a gratidão pela bondade e o perdão pela falta. Tudo o que eu queria era dizer - muito obrigada e não ouvir - me desculpe.
Essa foi uma das grandes lições que ele me deixou.
Desde então fiquei atenta para ser uma pessoa melhor a quem se pudesse dizer - muito obrigada - e também procurei afastar de mim aquelas de quem eu ouvia - me desculpe - e procurei trazer para perto pessoas a quem eu pudesse dizer - muito obrigada.
Nem sempre consegui, mas é um sinal muito claro para mim quando começo a ouvir - me desculpe - e não consigo dizer - muito obrigada.
Hoje é sábado, véspera do dia dos pais, e estou um pouco saudosista neste final de tarde.
O almoço aconteceu e todos já se foram. Conforme eu tinha previsto foi um daqueles momentos felizes para guardar na memória e sorrir quando lembrar.
Lembrei de outros almoços do dia dos pais que tivemos e das faltas, falta de meu pai principalmente. Pessoas que não estão mais participando desses almoços, seja porque se afastaram, seja porque já se foram para sempre.
E nesse encadeamento de lembranças que não sei como acontece no cérebro, cheguei a meu tio e padrinho, irmão de meu pai e nas lições que ele deixou na minha vida, uma em especial que vou lhe contar agora.
Ele foi um homem daqueles que não existem mais hoje.
Ele faleceu há exatos 17 anos, subitamente, de uma falta respiratória proveniente de cigarro e uma deficiência pulmonar. Nessa época seus dois filhos já estavam casados, com filhos e ele e minha tia tinham adotado uma garota, filha de uma empregada, que ainda era pequena.
O enterro foi muito emotivo, minha tia chorando muito, mas o que chamou minha atenção é que ela repetia o tempo todo - Muito obrigada, obrigada por tudo o que você fez por mim, obrigada pela vida que você me deu, obrigada pela família que você me deu, obrigada por ter sido tão bom para mim, obrigada por ter cuidado de mim, obrigada, obrigada... E ela chorava, se lamentava pela perda e agradecia a ele, agradecia e agradecia.
Eu fiquei muito tocada por toda aquela gratidão, tão aclamada publicamente, tão verdadeira, porque realmente ele tinha sido muito bom para ela. E ele era bom para todos nós.
Saí daquele enterro com uma sensação que não conseguia definir, mas aquilo não saia de minha cabeça, a ligação daquela gratidão pela bondade dele com a minha vida.
Não demorei muito para descobrir o link.
Naquela época eu estava vivendo uma fase muito tumultuada da minha vida e vivia ouvindo - Me desculpe.
Já deu para você entender? Ela dizia - Muito obrigada - e eu ouvia - Me desculpe.
A diferença entre a gratidão pela bondade e o perdão pela falta. Tudo o que eu queria era dizer - muito obrigada e não ouvir - me desculpe.
Essa foi uma das grandes lições que ele me deixou.
Desde então fiquei atenta para ser uma pessoa melhor a quem se pudesse dizer - muito obrigada - e também procurei afastar de mim aquelas de quem eu ouvia - me desculpe - e procurei trazer para perto pessoas a quem eu pudesse dizer - muito obrigada.
Nem sempre consegui, mas é um sinal muito claro para mim quando começo a ouvir - me desculpe - e não consigo dizer - muito obrigada.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Atenção, mensagem chegando....
Querida Danuza,
No último post falei sobre a mensagem e o mensageiro e ontem me aconteceu uma coisa que quero lhe contar ainda sobre esse assunto.
Estava tomando café na cozinha, por volta das 7:30h, quando meu filho mais velho chegou, me deu bom dia, sentou na cadeira na minha frente e começou a preparar seu café.
Começamos a conversar e de repente ele olhou para mim e me perguntou - Mãe, quando é que você vai voltar a malhar? Imediatamente o alerta laranja soou - mensagem chegando.
Perguntei - Por que você está me perguntando isso meu filho? e me preparei para a resposta. Desde quando você parou de malhar mãe? - veio uma nova pergunta. Desde janeiro, por que? - respondi suavemente e esperei a bomba.- Olhe seu braço, você já perdeu todo o trabalho - respondeu ele indo direto no ponto fraco! Alerta vermelho, ele está me dizendo sem qualquer filtro, que perdi o tônus muscular, que o braço está mole! - Você precisa voltar a malhar, sentenciou ele - e começou a comer os ovos que tinha estralado e esqueceu de mim.
O mensageiro tinha trazido a mensagem de forma muito clara - é preciso voltar a malhar para manter o corpo firme. Fiquei sentada por mais alguns minutos e resolvi ligar para a academia de ginástica.
Wilson, o personal, já me atendeu dizendo - Vai voltar a malhar, finalmente! - Ainda não sei Wilson, estou pensando em voltar, tem horário para mim? - respondi rezando para que ele não tivesse horário livre. Tenho um horário ótimo, às 10 para as 6 da manhã! - ele me respondeu todo feliz. Não acreditei no que ouvi - 10 para as 6h da manhã,Wilson? eu não consigo, é muito cedo, vou ter que acordar 5h! - que nada, é um horário ótimo, você vai malhar com Mara. No princípio ela também não gostava, mas agora ela não troca esse horário por nada e você precisa voltar a malhar! - retrucou ele com toda veemência. Venha que estou lhe esperando!
Desliguei o telefone e pensei nas mensagens recebidas - Você precisa voltar a malhar e 10 para as 6 da manhã é um ótimo horário. Capitulei.
Começo 2a.-feira.
No último post falei sobre a mensagem e o mensageiro e ontem me aconteceu uma coisa que quero lhe contar ainda sobre esse assunto.
Estava tomando café na cozinha, por volta das 7:30h, quando meu filho mais velho chegou, me deu bom dia, sentou na cadeira na minha frente e começou a preparar seu café.
Começamos a conversar e de repente ele olhou para mim e me perguntou - Mãe, quando é que você vai voltar a malhar? Imediatamente o alerta laranja soou - mensagem chegando.
Perguntei - Por que você está me perguntando isso meu filho? e me preparei para a resposta. Desde quando você parou de malhar mãe? - veio uma nova pergunta. Desde janeiro, por que? - respondi suavemente e esperei a bomba.- Olhe seu braço, você já perdeu todo o trabalho - respondeu ele indo direto no ponto fraco! Alerta vermelho, ele está me dizendo sem qualquer filtro, que perdi o tônus muscular, que o braço está mole! - Você precisa voltar a malhar, sentenciou ele - e começou a comer os ovos que tinha estralado e esqueceu de mim.
O mensageiro tinha trazido a mensagem de forma muito clara - é preciso voltar a malhar para manter o corpo firme. Fiquei sentada por mais alguns minutos e resolvi ligar para a academia de ginástica.
Wilson, o personal, já me atendeu dizendo - Vai voltar a malhar, finalmente! - Ainda não sei Wilson, estou pensando em voltar, tem horário para mim? - respondi rezando para que ele não tivesse horário livre. Tenho um horário ótimo, às 10 para as 6 da manhã! - ele me respondeu todo feliz. Não acreditei no que ouvi - 10 para as 6h da manhã,Wilson? eu não consigo, é muito cedo, vou ter que acordar 5h! - que nada, é um horário ótimo, você vai malhar com Mara. No princípio ela também não gostava, mas agora ela não troca esse horário por nada e você precisa voltar a malhar! - retrucou ele com toda veemência. Venha que estou lhe esperando!
Desliguei o telefone e pensei nas mensagens recebidas - Você precisa voltar a malhar e 10 para as 6 da manhã é um ótimo horário. Capitulei.
Começo 2a.-feira.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
A mensagem e o mensageiro
Querida Danuza,
Acredito que você também já tenha passado por isso inúmeras vezes, tal como eu e a grande parte das pessoas em todo o mundo.
Uma pessoa lhe diz uma coisa que lhe desagrada ou lhe incomoda e você briga com ela, apresenta mil justificativas e às vezes até rompe relações.
A mensagem chega e você não ouve, seja por vaidade, seja por ser sempre dona da verdade, seja por achar que aquela pessoa não tem o direito de lhe criticar ou chamar sua atenção. Quem ela pensa que é para me criticar?
É muito importante saber ouvir a mensagem sem se ofender com a crítica, pois ela na maioria das vezes nos obriga a ver defeitos ou falhas que não queremos ver e o mensageiro é muito corajoso para nos trazer tal má notícia.
Eu posso falar de cátedra porque já passei inúmeras vezes por isso e não conseguia distinguir a mensagem do mensageiro.
Poderia ter evitado muitos erros se tivesse ouvido certas críticas que no momento me pareceram estapafúrdias e que depois se mostraram verdadeiras. Acredito que isso tenha acontecido com você também, é muito difícil ouvir críticas.
Lembro de uma crítica em especial, um querido amigo que me disse que eu estava sempre postergando a resolução dos problemas até que eles se resolvessem por si mesmos e na hora contestei, me aborreci, briguei, discuti, argui, tudo o que você puder imaginar, me justifiquei ao máximo e fiquei zangada com ele.
O resultado é que tempos depois vi que a crítica era perfeita, que eu estava agindo mesmo daquele jeito e que a mensagem era correta.
Lição do dia, para seu crescimento e "melhoramento" - Ouça a mensagem e não mate o mensageiro! Agradeça!
Acredito que você também já tenha passado por isso inúmeras vezes, tal como eu e a grande parte das pessoas em todo o mundo.
Uma pessoa lhe diz uma coisa que lhe desagrada ou lhe incomoda e você briga com ela, apresenta mil justificativas e às vezes até rompe relações.
A mensagem chega e você não ouve, seja por vaidade, seja por ser sempre dona da verdade, seja por achar que aquela pessoa não tem o direito de lhe criticar ou chamar sua atenção. Quem ela pensa que é para me criticar?
É muito importante saber ouvir a mensagem sem se ofender com a crítica, pois ela na maioria das vezes nos obriga a ver defeitos ou falhas que não queremos ver e o mensageiro é muito corajoso para nos trazer tal má notícia.
Eu posso falar de cátedra porque já passei inúmeras vezes por isso e não conseguia distinguir a mensagem do mensageiro.
Poderia ter evitado muitos erros se tivesse ouvido certas críticas que no momento me pareceram estapafúrdias e que depois se mostraram verdadeiras. Acredito que isso tenha acontecido com você também, é muito difícil ouvir críticas.
Lembro de uma crítica em especial, um querido amigo que me disse que eu estava sempre postergando a resolução dos problemas até que eles se resolvessem por si mesmos e na hora contestei, me aborreci, briguei, discuti, argui, tudo o que você puder imaginar, me justifiquei ao máximo e fiquei zangada com ele.
O resultado é que tempos depois vi que a crítica era perfeita, que eu estava agindo mesmo daquele jeito e que a mensagem era correta.
Lição do dia, para seu crescimento e "melhoramento" - Ouça a mensagem e não mate o mensageiro! Agradeça!
domingo, 5 de agosto de 2012
O preço da paz
Querida Danuza,
Hoje é domingo, quase 5 da tarde e estou aqui, sentada na minha cama, computador no colo, olhando o céu azul pela janela, a buganvilea toda florida, o barulho dos carros passando na rua e estou sozinha.
Estou sozinha e em paz. Quanto vale esse momento? Já vivi domingos tão tumultuados, tão cansativos, domingos que ansiavam por uma segunda-feira o mais rápido possível.
E essa tarde de domingo assim tão calma, tão silenciosa, é um presente. Posso ficar aqui escrevendo esse post, pensando na minha vida e no preço que paguei para ter essa paz.
Se alguém me dissesse há algum tempo atrás que eu estaria feliz numa tarde ensolarada de domingo, sozinha em casa, eu iria taxá-la de insana, de não me conhecer nem um pouco.
E hoje estou aqui valorizando esse momento de paz que conquistei dominando meus medos e assumindo minhas escolhas.
Ainda não posso dizer que dominei completamente meu medo de ficar sozinha mas posso dizer que esse medo já não me comanda.
A paz é cara. No meu caso presumiu afastar pessoas, assumir compromissos, enfrentar situações delicadas e também um esforço emocional muito grande.
Tive que repensar minha forma de ver a vida, de me situar no contexto onde vivo, de me exercer como uma pessoa única, de ter coragem de não fazer parte da situação padrão e de não chorar por isso.
Tive perdas que doeram e demoraram a parar de doer. Tive ganhos que me sustentaram a prosseguir e principalmente passei a aceitar que cada um tem sua história e que não adianta ficar olhando a história dos outros, mais bonita ou mais feliz.
Cada um tem desejos a realizar. Um dos meus sonhos era ter paz na minha casa e isso eu consegui. Tenho muitos outros para alcançar.
Hoje é domingo, quase 5 da tarde e estou aqui, sentada na minha cama, computador no colo, olhando o céu azul pela janela, a buganvilea toda florida, o barulho dos carros passando na rua e estou sozinha.
Estou sozinha e em paz. Quanto vale esse momento? Já vivi domingos tão tumultuados, tão cansativos, domingos que ansiavam por uma segunda-feira o mais rápido possível.
E essa tarde de domingo assim tão calma, tão silenciosa, é um presente. Posso ficar aqui escrevendo esse post, pensando na minha vida e no preço que paguei para ter essa paz.
Se alguém me dissesse há algum tempo atrás que eu estaria feliz numa tarde ensolarada de domingo, sozinha em casa, eu iria taxá-la de insana, de não me conhecer nem um pouco.
E hoje estou aqui valorizando esse momento de paz que conquistei dominando meus medos e assumindo minhas escolhas.
Ainda não posso dizer que dominei completamente meu medo de ficar sozinha mas posso dizer que esse medo já não me comanda.
A paz é cara. No meu caso presumiu afastar pessoas, assumir compromissos, enfrentar situações delicadas e também um esforço emocional muito grande.
Tive que repensar minha forma de ver a vida, de me situar no contexto onde vivo, de me exercer como uma pessoa única, de ter coragem de não fazer parte da situação padrão e de não chorar por isso.
Tive perdas que doeram e demoraram a parar de doer. Tive ganhos que me sustentaram a prosseguir e principalmente passei a aceitar que cada um tem sua história e que não adianta ficar olhando a história dos outros, mais bonita ou mais feliz.
Cada um tem desejos a realizar. Um dos meus sonhos era ter paz na minha casa e isso eu consegui. Tenho muitos outros para alcançar.
O dia dos pais
Querida Danuza,
Próximo domingo é o dia dos pais. Costumo fazer um almoço em casa para reunir minha família e apesar do pai dos meus filhos não participar, gosto de fazer esse evento para meu irmão e para meu cunhado que não abre mão dessa reunião. É uma forma de estarmos juntos em família e eu gosto muito dessas momentos. Os participantes são sempre os mesmos, minha mãe, tia Edna que não pode faltar nunca, minha irmã, marido, filha (Beijoca, minha princesa Ibérica) e sogra, meu irmão e filho. Esse ano teremos dois convidados vindos diretamente de Portugal e Nequinha com certeza estará presente, recepcionando os convidados à porta.
Sempre tem uma brincadeira ou discurso nesse almoço e os meninos reclamam de ter que pagar esse mico, mas terminam lendo os textos que seleciono e é muito divertido. Acabei de lembrar que ainda tenho que preparar o desse ano.
No nosso caso o domingo dos pais acontece no sábado, porque no domingo não tenho minha Mari, e sem ela nada de almoço.
Estamos discutindo o menu: entrada,soufflé de queijo Roquefort; pratos, lagostins ao forno, risoto ao funghi, uma massa com tomate fresco e manjericão e um filé com batatas gratinadas; sobremesa, torta de limão (receita nova) e sorvete de coco verde com calda de gengibre. O vinho, meu cunhado já trouxe de presente e está na adega. Chocolates e licor para o café. O que você achou?
Ainda não lhe contei, mas adoro ler receitas, sou craque nesse assunto. Sempre compro livros, assino revistas de receitas, imprimo receitas na Internet, encaderno tudo, e só de ler já sei se a receita é boa ou não (para o paladar da casa), apesar de não saber nem fritar um ovo e muito menos coar um café. Faço assim, leio a receita, explico a minha Mari e ela faz certinho e claro que o mérito dos almoços deliciosos é meu, que soube ler e explicar corretamente o modus operandi da receita a Mari.
Pois é, lembra que lhe contei que pautei minha vida nos momento felizes? Esse vai ser mais um deles, para ser guardado na memória e nas fotos que registrarão essa emoção.
Próximo domingo é o dia dos pais. Costumo fazer um almoço em casa para reunir minha família e apesar do pai dos meus filhos não participar, gosto de fazer esse evento para meu irmão e para meu cunhado que não abre mão dessa reunião. É uma forma de estarmos juntos em família e eu gosto muito dessas momentos. Os participantes são sempre os mesmos, minha mãe, tia Edna que não pode faltar nunca, minha irmã, marido, filha (Beijoca, minha princesa Ibérica) e sogra, meu irmão e filho. Esse ano teremos dois convidados vindos diretamente de Portugal e Nequinha com certeza estará presente, recepcionando os convidados à porta.
Sempre tem uma brincadeira ou discurso nesse almoço e os meninos reclamam de ter que pagar esse mico, mas terminam lendo os textos que seleciono e é muito divertido. Acabei de lembrar que ainda tenho que preparar o desse ano.
No nosso caso o domingo dos pais acontece no sábado, porque no domingo não tenho minha Mari, e sem ela nada de almoço.
Estamos discutindo o menu: entrada,soufflé de queijo Roquefort; pratos, lagostins ao forno, risoto ao funghi, uma massa com tomate fresco e manjericão e um filé com batatas gratinadas; sobremesa, torta de limão (receita nova) e sorvete de coco verde com calda de gengibre. O vinho, meu cunhado já trouxe de presente e está na adega. Chocolates e licor para o café. O que você achou?
Ainda não lhe contei, mas adoro ler receitas, sou craque nesse assunto. Sempre compro livros, assino revistas de receitas, imprimo receitas na Internet, encaderno tudo, e só de ler já sei se a receita é boa ou não (para o paladar da casa), apesar de não saber nem fritar um ovo e muito menos coar um café. Faço assim, leio a receita, explico a minha Mari e ela faz certinho e claro que o mérito dos almoços deliciosos é meu, que soube ler e explicar corretamente o modus operandi da receita a Mari.
Pois é, lembra que lhe contei que pautei minha vida nos momento felizes? Esse vai ser mais um deles, para ser guardado na memória e nas fotos que registrarão essa emoção.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Aprendendo a dizer não
Querida Danuza,
Uma das minhas maiores dificuldades é saber dizer não. Dizer não sem culpa. Dizer não sem medo.
Quantas vezes disse sim, quando minha vontade era dizer não.
A partir de agora quero aprender a dizer não e saber como colocar minha escolha de forma clara e tranquila de modo a não parecer uma ofensa ao outro ou um sinal de pouco caso.
Sei porque tantas vezes disse sim em vez de não. Para não criar problemas com o marido, com os filhos, com a família, com os amigos, para evitar uma discussão e às vezes até por cansaço.
Dizer sim é mais fácil, agrada a todos, facilita a vida em sociedade e aqui entre nós duas, quem está se importando com a minha vontade?
Saber dizer não é o ato de exercer o próprio desejo. Mas para exerce-lo é preciso; segurança em primeiro lugar; coragem em segundo; e arcar com as consequências em terceiro.
Segurança para manter o não, com a certeza de que não vai se arrepender, que é a sua melhor alternativa e que não vai desistir no meio do caminho;
Coragem para enfrentar as críticas, os pedidos para rever a posição, os afastamentos, as ameaças do tipo, "não foi você que quis assim?";
Arcar com as consequências e assumir as responsabilidades que passam a ser só suas, sem qualquer tipo de ajuda, sem qualquer solidariedade.
Mas eu acho que o preço de aprender a dizer não vale a pena, depois de um tempo deve ficar mais fácil, até que as outras pessoas aprendam a respeitar o meu novo jeito de ser.
Uma das minhas maiores dificuldades é saber dizer não. Dizer não sem culpa. Dizer não sem medo.
Quantas vezes disse sim, quando minha vontade era dizer não.
A partir de agora quero aprender a dizer não e saber como colocar minha escolha de forma clara e tranquila de modo a não parecer uma ofensa ao outro ou um sinal de pouco caso.
Sei porque tantas vezes disse sim em vez de não. Para não criar problemas com o marido, com os filhos, com a família, com os amigos, para evitar uma discussão e às vezes até por cansaço.
Dizer sim é mais fácil, agrada a todos, facilita a vida em sociedade e aqui entre nós duas, quem está se importando com a minha vontade?
Saber dizer não é o ato de exercer o próprio desejo. Mas para exerce-lo é preciso; segurança em primeiro lugar; coragem em segundo; e arcar com as consequências em terceiro.
Segurança para manter o não, com a certeza de que não vai se arrepender, que é a sua melhor alternativa e que não vai desistir no meio do caminho;
Coragem para enfrentar as críticas, os pedidos para rever a posição, os afastamentos, as ameaças do tipo, "não foi você que quis assim?";
Arcar com as consequências e assumir as responsabilidades que passam a ser só suas, sem qualquer tipo de ajuda, sem qualquer solidariedade.
Mas eu acho que o preço de aprender a dizer não vale a pena, depois de um tempo deve ficar mais fácil, até que as outras pessoas aprendam a respeitar o meu novo jeito de ser.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Carta de chegada
Querida Danuza,
Você já reparou que as pessoas escrevem cartas de adeus, de despedida e nunca cartas de boas-vindas? Pensei nisso hoje e resolvi escrever uma carta para quem vai chegar na minha vida.
Quero dizer como ele deve chegar quando resolver vir.
Essa carta é quase uma oração, um desejo colocado, para ser ouvido pelo universo.
Carta para você, que ainda vai chegar,
mas deve estar a caminho.
Seja bem-vindo, seja você quem for.
Chegue livre, chegue feliz,
chegue leve e com cuidado.
Deixe seus traumas, suas mágoas, suas decepções
e todas essa coisas que lhe trouxeram até aqui para trás,
não traga nada.
Chegue preparado
para começar uma vida nova.
Traga suas qualidades bem azeitadas,
deixe que eu descubra aos poucos os seus defeitos
e se puder melhorá-los, faça-o, para termos chances maiores.
Não quero saber do seu passado,
só do resultado atual dele,
os filhos que você formou,
a família que lhe rodeia,
os amigos, o trabalho, os hobbies,
os livros, sua bagagem cultural
e seus planos para o futuro.
Traga muitos planos.
Venha tranquilo,
seja para ser meu amigo ou amante,
sem medo, sem truques.
Chegue forte,
para enfrentarmos as diferenças de quem já viveu outras vidas antes.
Traga com você alegria,
espírito de união,
uma vontade de viver novas aventuras,
para que possamos juntos escrever a nossa história.
Você já reparou que as pessoas escrevem cartas de adeus, de despedida e nunca cartas de boas-vindas? Pensei nisso hoje e resolvi escrever uma carta para quem vai chegar na minha vida.
Quero dizer como ele deve chegar quando resolver vir.
Essa carta é quase uma oração, um desejo colocado, para ser ouvido pelo universo.
Carta para você, que ainda vai chegar,
mas deve estar a caminho.
Seja bem-vindo, seja você quem for.
Chegue livre, chegue feliz,
chegue leve e com cuidado.
Deixe seus traumas, suas mágoas, suas decepções
e todas essa coisas que lhe trouxeram até aqui para trás,
não traga nada.
Chegue preparado
para começar uma vida nova.
Traga suas qualidades bem azeitadas,
deixe que eu descubra aos poucos os seus defeitos
e se puder melhorá-los, faça-o, para termos chances maiores.
Não quero saber do seu passado,
só do resultado atual dele,
os filhos que você formou,
a família que lhe rodeia,
os amigos, o trabalho, os hobbies,
os livros, sua bagagem cultural
e seus planos para o futuro.
Traga muitos planos.
Venha tranquilo,
seja para ser meu amigo ou amante,
sem medo, sem truques.
Chegue forte,
para enfrentarmos as diferenças de quem já viveu outras vidas antes.
Traga com você alegria,
espírito de união,
uma vontade de viver novas aventuras,
para que possamos juntos escrever a nossa história.
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