Querida Danuza,
O Natal proporciona muitos encontros e muitos momentos felizes, sempre.
É um belo motivo para reunir grupos e quando é de amigas é muito bom!
Segunda passada foi em uma reunião dessas que passei horas que valem a pena ser registradas nesse blog.
Éramos 8 em torno de uma mesa, numa noite quente de verão, comemorando o Natal que chegará em alguns dias, dispostas a conversar sem censura e degustar as delícias sem medo de engordar ou de ser pega em uma blitz no retorno para casa.
Uma coisa que eu valorizo é a amizade em torno de uma mesa com comida gostosa.
Cheguei tarde e perdi uma parte das entradas. Minha amiga Sol é excelente na cozinha e nesse dia estava especialmente inspirada.
Perdi algumas entradas; o Camemberd com geléia de frutas trazida da Inglaterra, da mesma loja onde a rainha compra as suas, aquecido no micro-ondas com torradas fininhas; salgadinhos trazidos por uma das amigas, Angela, e outras entradas que não gravei.
Mas ainda peguei a burrata com molho pesto, acompanhada de torradas, um spaghetti à puttanesca que estava divino, com um molho bem apimentado e massa "ao dente", acompanhado de pro-seco geladinho, depois vinho Malbec, e para coroar, docinhos sortidos e café.
Acho que a comida gostosa nos faz bem, facilita a conversa e abre os corações.
E a conversa? Levaria páginas contando as histórias que foram asssunto, cada uma melhor que a outra.
Para não lhe deixar muito curiosa, vou contar uma delas, contada por Vera, que nessa noite fez as vezes de Sherazade, e nos encantou com suas histórias.
Ela foi a um consultório médico e estava esperando a hora de sua consulta lendo um livro, quando entrou um senhor e se sentou ao lado dela, com uma postura ereta, e comentou alguma coisa do noticiário. A partir desse momento começaram a conversar e nesse meio tempo chegou um rapaz que se sentou perto e ficou ouvindo a conversa.
Esse senhor contou fatos de sua vida, pensamentos e atitudes que calaram fundo em Vera e no rapaz que ficou impressionado com sua jovialidade apesar de sua idade avançada.
Quando o senhor entrou na consulta o rapaz insistiu em mostrar o retrato do pai a Vera, dizendo como o pai era velho (apesar de ser muito mais jovem) em razão de sua postura e atitudes em comparação com a de aquele senhor.
A postura daquele senhor perante a vida fez a diferença e ela trouxe isso nessa história.
É interessante perceber como ficamos sábias com o passar do tempo e conseguimos aprender com a experiência alheia.
Outra coisa interessante foram os desejos para 2016: a primeira queira um neto, a segunda uma viagem, a terceira dinheiro, a quarta um período sabático em outro país, a quinta o filho mais perto, a sexta que a filha realizasse seu sonho, a sétima bons negócios e a oitava também queria um neto.
Interessante pensar que ninguém pediu um marido...
Adele, é sempre muito bom acompanhar os seus relatos após cada encontro. Esse é o segundo que participo, pois só agora estou voltando a me sociabilizar,com a ajuda da minha querida amiga Tchola (solange), depois de tantos anos, pode-se dizer, em um mundo a parte, conforme conversamos um pouco.
ResponderExcluirEstou adorando esses encontros descontraídos e a oportunidade de conhecer pessoas, cada uma do seu jeitinho tão especial. Espero que nossos desejos para 2016 se concretizem e que novos encontros se realizem.
Bjs e sucesso em suas crônicas !! ♥ Angela