quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Preciso de um tempo!

Querida Danuza,

Ouça essa história fantástica contada por Vera, ainda no nosso encontro de Natal.
O adjetivo "fantástica" se deve à inteligência emocional da dona da história, uma psicoterapeuta que enfrentou e resolveu de forma diferente uma dor que quase todos nós já passamos pelo menos uma vez na vida, a dor do amor que está acabando entre duas pessoas.
Vamos chamá-la de Neide para facilitar o texto.
Neide e seu marido formavam a típica família feliz; os dois profissionais liberais, 3 filhos, situação financeira confortável, casa, carro, viagens nas férias, tudo mais que perfeito.
Eis que um dia o marido olha para ela e diz: preciso de um tempo!
Como ela não percebeu? O susto do desamor, da rejeição, ainda mais ela psicóloga!!!! Noites de lágrimas remoendo onde tinha errado e todas essas coisas que pensamos ao sermos dispensados.
Mas na sua dor, ela viu a luz. Claro, ela também precisava de um tempo! Tempo para estudar fora, para pensar, para dar andamento à sua formação de psicoterapeuta.
Aceitou a proposta do marido desde que ele ficasse tomando conta da casa e dos filhos e ela fosse fazer um curso fora. O marido ficou assustadíssimo, pois contava em ficar livre para curtir seu tempo, mas não teve outro jeito senão aceitar.
Ela foi e quando voltou reataram por um tempo mas logo depois o casamento acabou. Vale registrar que o casamento acabou mas sua vida pessoal e profissional cresceram; ela começou a ser convidada por empresas a dar palestras, aumentou a clientela do consultório, e começou a escrever artigos para revistas, continuou a criar os filhos e a namorar quando aparecia alguém interessante. Chegou até a se casar mais uma vez, mas agora estava sozinha.
Sozinha mas não solitária porque soube criar outros pontos para lhe sustentarem; trabalho, família, amigos e até passeios de bicicleta nos finais de semana.
Achei essa história fantástica porque sai da fórmula "não te quero mais fique aí sofrendo" para uma situação de "acabou essa história e agora vou viver outra".
Moral da história: Muitas vezes não precisamos passar tão profundamente por uma dor, se aprendemos com outra pessoa que passou por dor semelhante e achou uma saída que trouxe uma nova forma de viver a vida.



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