Querida Danuza,
Quem poderia imaginar há alguns anos que a missa seria transmitida pela TV e que poderia substituir o culto presente?
Estou pensando nisso aqui enquanto escuto minha mãe acompanhar a missa à tarde pela TV. Acabei de me dar conta que isso acontece todas as tardes.
A missa, o terço, as orações, ocupam o horário da tarde dos canais. A Assembléia de Deus, a Universal do Reino de Deus, o bispo R.R Soares, e outros tantos que não sei de cor.
Acabei de lembrar de Pe. Marcelo, que surgiu como um pop star da Igreja Católica. Jovem, cantos maravilhoso, simpático, porte alto, escreveu livros que são best-sellers. Por que ele tem depressão? Tão amado, idolatrado, sucesso total de mídia. Outro dia o assistie em uma missa domingueira na TV e o achei encurvado, sem aquela chama que o tornou um sucesso de comunicação.
A religião é tão necessária para a maioria das pessoas que já não me questiono por isso. Tenho uma teoria nova agora, que as pessoas religiosas são mais felizes que as que não são.
São tão felizes que me assustavam assim que comecei a perceber issso.
Acreditam que pedem e são atendidos. Acreditam que o que é deles vai chegar e se não chegou é porque não o mereceram. Se algo de doloroso acontece foi a vontade de Deus que ninguém explica mas todos aceitam como letras secretas entre as frases.
Ou é castigo ou é prêmio e o juiz não se justifica, mas os fiéis entendem seus desejos e aceitam.
A fé deve ser cultivada e buscada diariamente para que sobreviva e cresça perante os bons e maus momentos.
A fé na medicina e nos remédios não é tão poderosa quanto a fé das orações para quem crê.
Milagres acontecem todos os dias e nisso eu acredito.
Acredito que eu mesma já fui salva por muitos milagres, ou muita sorte, ou uma mistura de instinto de salvação e premonição.
Outro dia conversando com uma amiga ela me disse que acredita em uma força maior, e que quando precisa reza.
Tenho conhecido pessoas que praticam o espiritsimo e algumas budistas, e vejo que quase todos buscam na espiritualidade uma forma de manter o equilíbrio e a esperança.
Agora estamos em guerra iniciada por provocações religiosas ao Islã. A religião é uma força poderosíssima e cada um tem uma interpretação de Deus, sua fúria, seus orgulhos, suas ofensas.
Deuses com sentimentos humanos e buscando reparação.
Será que sobreviveremos a essa guerra iniciada com os ataques a Paris?
Onde está o Deus da bondade, da caridade, da justiça, dos humanos piedosos?
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