Querida Danuza,
Hoje vou lhe falar de Maria Luiza, minha sobrinha. Temos uma brincadeira desde que ela era pequena em que eu pergunto - "O que você é de sua tia?". Quando ela era pequena respondia bonitinho - Uma gatinha tralalá!. Agora que já é uma moça responde - "Minha tia, que mico"! E eu insisto até que ela, vencida, me responde bem baixinho! Adoro isso.
Maria Luiza é uma garota especial. Ela vai fazer 23 anos em outubro e é filha do primeiro casamento de meu irmão. Ela é loirinha, esbelta, rosto lindo. Mas o mais especial dela é que ela tem um norte interno. Dotada de inteligência, de um senso de oportunidade raro em pessoas dessa idade, desde pequena ela sabia o caminho que queria trilhar.
Quando estudava na escola Pan-Americana ela criou uma ONG, participava de todos os eventos da escola e aproveitou todas as oportunidades oferecidas para se qualificar para pleitear uma vaga nas melhores universidades americanas. Quando Condoleezza Rice esteve no Brasil como Secretária de Estado dos Estados Unidos governo americano e visitou a escola, apenas os diretores e duas alunas tiveram a honra de recebê-la. E quem foi uma das duas alunas? Ela, claro!
Ela foi aceita na Universidade de Columbia e frequentou o curso de Relações Internacionais onde teve a oportunidade de estar Fernando Henrique Cardoso, que foi à Universidade por conta de uma homenagem à d. Ruth Cardoso. Você pode imaginar o orgulho de meu irmão e de todos nós por ela. Quando esses eventos acontecem as fotos são enviadas rapidamente por meu irmão para todos nós e todas as notícias que vem dela são sempre um prazer de se receber.
São tantas as coisas para se contar sobre ela que vou ter que filtrar para esse texto não ficar muito longo.
Há dois anos atrás ela veio para as férias e também para finalizar uma pesquisa sobre o papel da mulher na política latino-americana (esteve em Brasília, em Buenos Aires e não lembro a terceira capital) e fez uma pequena palestra numa Faculdade local sobre esse trabalho que ela estava desenvolvendo. Acredito que essa apresentação não durou mais de 20 minutos, mas mudaram definitivamente o rumo da vida de meu filho caçula.
Ela estava usando um terninho preto de saia, uma blusa branca e apresentou alguns slides sobre a Universidade, o curso que ela estava fazendo e sobre a pesquisa.
Quando saímos de lá, todos encantados com ela, meu filho me disse - Mãe quero estudar na Pan-Americana, quero fazer Universidade nos EUA (contarei o desdobramento dessa história em outro post).
Esse é um dos mistérios da vida, o impacto que uns causam nas vidas dos outros, sem qualquer intenção na maioria das vezes.
Maria Luiza se formou, foi aceita em Oxford para o Mestrado e agora no segundo semestre vai iniciar o doutorado. Ela quer ser professora , mas eu acho que ela deve trabalhar na ONU, e lutar pelo direito das mulheres na política em todo o mundo.
Estamos esperando pela chegada dela nos próximos dias e vai ser uma delícia ouvi-la dizer - Minha tia!
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