Querida Danusa,
Quanto tempo sem escrever!!!! Muitas mudanças na minha vida, que penso sempre que posso controlar, e sempre estou redondamente enganada.
Estou em São Francisco, nos Estados Unidos, em alguns dias de férias após meses de stress, até instalar meu filho caçula em uma Universidade americana para fazer sua graduação em Administração.
Ainda bem que existe uma facilidade de comunicação rápida e barata hoje em dia, para me dar a ilusão que vou continuar a controlar a vida dele de longe.
Acredito que vc não tenha tido essa experiência de preparar um filho tão jovem para morar longe, em outra país, outra cultura, sem o contato diário.
Começamos esse processo há quatro anos, quando ele dedidiu que queria estudar fora, nos Estados Unidos. A primeira providência foi a transferência para uma escola americana, para participar de todo o processo de habilitação para uma boa faculdade. Trabalhos comunitários, participação no programa de IB, esporte, BRAMUN, e nem sei mais quantos programas, todos em nome de notas e pontos.
No final do ano passado começaram as aplications, de inglês, das faculdades escolhidas e testes. Depois a espera pela resposta, confirmação da faculdade, provas na escola local, documentação de vacinas, visto especial, formatura e depois de tudo confirmado ver roupas, e mais uma série de providências para a mudança.
Viemos juntos, ele, eu e meu filho mais velho e passamos uma semana em providências locais até que chegou o dia de entrar na residência, em um quarto a ser dividido com outro colega, e dizer bye, até dezembro.
Depois de todo esse tempo nesse stress, viemos eu e meu filho mais velho até a Califórnia para alguns dias de viagem, antes de voltarmos para nossa nova vida, agora apenas eu e ele.
Penso que fiz o que devia, atendendo sua vontade de estudar fora, mas sinto que a partir de agora meu peixinho criou asas e voou para bem longe e não há nada que eu possa fazer para impedir esse vôo.
Não há mais nada que eu possa controlar, apenas me consolar dizendo a mim mesma que fiz o que é melhor para ele. Espero que tenha acertado nessa decisão e que dê tudo certo. De perto ainda poderia contribuir mais um pouco na sua formação, mas de longe é muito mais difícil.
Ainda não sei como vou gerenciar essa falta da convivência diária, a saudade e a proteção que agora não está mais no meu controle.
Espero que ele aproveite essa oportunidade de realizar esse sonho e que no final tudo isso valha a pena para todos nós.
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