Querida Danuza,
Ontem recebi a visita de uma amiga, Rosa Virgínia, e conversamos muito sobre nossas vidas, relembramos histórias antigas e atualizamos as notícias recentes.
Numa certa hora ela passou a me contar sobre sua experiência em uma terapia de grupo, onde uma das participantes afirmava que em determinadas horas de tensão e raiva, despertava dentro dela um Hulk!
Era um ser que aparecia sem que ela chamasse, que a deixava descontrolada, que a fazia dizer coisas sem censura, expressando sua fúria, e que ela precisava dominar, igualzinho ao personagem do seriado da TV.
Concluímos que todos temos dentro de nós um Hulk em estado de latência e claro que imediatamente identificamos várias situações onde nosso próprio Hulk aparecia e ficamos especulando onde e quando, nos últimos tempos, tínhamos despertado sua força e contra quem...
Quando ela saiu já era noite e fiquei pensando sobre o meu Hulk, qual o gatilho que o despertava e como perceber que ele estava aflorando.
Tem pessoas que preferem "engolir sapo" (hem queridinha?) e ir levando uma situação ao extremo até explodir em doenças ou tristezas que levam à depressão. Tem outras que mantém seu Hulk quase solto (hem queridinho?), pronto para intervir com seu jeito nos menores acontecimentos e levam sua vida para uma explosão constante.
Conheço os dois tipos e creio que você também deve conhecer.
Acho que o bom é ficar entre os sapos e o Hulk, ir se equilibrando para levar a vida de maneira a se posicionar com respeito e respeitar os outros. Nem marasmo nem explosão. Simplesmente buscar o equilíbrio, fácil assim (quem dera!).
Esse post é dedicado a minha grande amiga Rosa Virgínia, a quem desejo um Hulk com controle remoto!
Algumas pessoas ou situações merecem que soltemos nosso Hulk!! Fará bem para todos.
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